Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Central Termoeléctrica do BarreiroSimulacro de incêndio testa operacionalidade

Segundo nota enviada para a redacção de “Rostos on line”, com o objectivo de testar a operacionalidade das equipas de intervenção e a disponibilidade dos meios internos e externos, realizou-se, na manhã de 28 de Novembro, um simulacro de incêndio na Central Termoeléctrica do Barreiro, que assim pode avaliar a eficácia do seu Plano de Emergência Interno.
4 min de leitura
Central Termoeléctrica do Barreiro Simulacro de incêndio testa operacionalidade

Por Jornal Rostos

Eram precisamente 10h30 da manhã quando à Sala de Comando da Central chegou a comunicação: “Informe o Chefe de Turno que deflagrou um incêndio no reservatório de propano nº1”. Trata-se de um tipificado Cenário de Emergência Total.
Cerca de 20 minutos depois já o exercício tinha terminado com sucesso: não só o “incêndio” estava extinto, devido à actuação das equipas de 1ª intervenção, que apontaram duas agulhetas-canhão ao reservatório, a que se juntou um auto-tanque do Corpo de Segurança da Quimiparque que, partir do momento da sua chegada, tomou a seu cargo a coordenação das operações.
Entretanto, não só já soara o Alarme de Emergência (três toques curtos seguidos de silêncio) como, posteriormente, foi accionado o Alarme de Evacuação (toques longos com intervalos curtos). A circulação automóvel exterior foi interrompida, as empresas circundantes avisadas e duas ambulâncias deslocaram-se à Central para prestar apoio.
Após o exercício, meia hora depois, já era possível fazer um balanço do exercício perante as autoridades e entidades convidadas: Instituto do Ambiente; Idict- Subdelegação do Barreiro; Serviço Nacional de Protecção Civil; Serviço Municipal de Protecção Civil; Corporação de Bombeiros de Salvação Pública; Junta de Freguesa do Lavradio; Corpo de Segurança da Quimiparque e Técnicos de Segurança das empresas vizinhas.

Simulacros periódicos

“É pratica de todas as Centrais da EDP Produção realizarem periodicamente simulacros de acidentes. Cada Central da EDP Produção possui um Plano de Emergência cuja operacionalidade é regularmente testada.
Para mais, a EDP Produção constituiu recentemente um Conselho de Risco que visa analisar a industria da produção de energia eléctrica do ponto de vista do Risco Industrial (“Risk Management”) procedendo a constantes auditorias técnicas” – foi esclarecido no decorrer da avaliação do simulacro.
Para além dos simulacros foi sublinhado que a segurança naquela Central é testada por outros meios, nomeadamente que existem planos anuais de formação teórica e prática das suas equipas de 1ª intervenção.

Certificação de Segurança

As centrais respondem a normas muito rígidas em termos de segurança. As Centrais Termoeléctricas da EDP, de forma voluntária, estão actualmente a preparar-se para terem uma certificação Internacional do Sistema de Gestão da Prevenção e Segurança.
Todas elas se encontram já certificadas pela norma ISO 14 001, para o Sistema de Gestão Ambiental, o que equivale a auditorias constantes da Entidade Internacional Certificadora (Lloyd’s).
Por outro lado, existe toda uma legislação nacional e comunitária, cada vez mais rigorosa, não só no sentido de modos de actuar perante eventuais incidentes mas, sobretudo, ao nível da sua prevenção” – foram outros aspectos esclarecidos na acção de avaliação.
Neste contexto foi sublinhado que – “é ainda de ter em conta que as Seguradoras são actualmente extremamente rígidas, impondo regras muito precisas ao nível da segurança, pois caso contrário fazem subir os prémios de seguro para níveis incomportáveis”.
Por outro lado, saliente-se que “a tudo isto acresce a determinação da EDP em prevenir qualquer tipo de incidente nas suas instalações, sendo que este tipo de simulacros serve sempre para “afinar” pequenos pormenores que só com a prática e no terreno se detectam e corrigem”.

Se fosse um acidente a sério?

Segundo a nota que recebemos – “ Um simulacro desta natureza é realizado com todo o realismo possível. Nesse sentido foram convidadas todas as autoridades mencionadas para assistirem ao simulacro.
Já que, no “briefing” realizado logo de imediato podem tirar dúvidas e mesmo alertar para eventuais correcções a fazer.
Posteriormente, e internamente, é também efectuada uma análise do simulacro, dado que todo o acontecimento é filmado, registado e cronometrado”.

Risco para as populações

Neste caso em análise, dado que se tratava de um incêndio num reservatório de gás propano, não haveria risco para as populações, dado que o volume de gás armazenado não causaria impacto para o exterior da instalação.
“Nas situações em que possa ocorrer impacto no exterior, a necessária comunicação seria assumida pelo Serviço Municipal de Protecção Civil, que é informado da dimensão do acidente e essa é uma das mensagens que se pretende passar à Sociedade Civil ao “abrir” as portas da Central para que assistam a estes simulacros. E opta-se por um cenário grave, se bem que pouco provável” – foi referenciado.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção