Escola de Pelota da MoitaUma modalidade em crescimento que carece de divulgação
De origem Greco-Romana, este desporto tinha uma variante Portuguesa que deixou de ser praticada por volta do início do século passado, mas mantiveram-se vivas centenas de variações que existem em todo o mundo.

Por Jornal Rostos
Falamos da Escola de Pelota da Moita e de uma modalidade que requer visibilidade a nível nacional, nesta escola é predominante a prática da Pelota Basca e a Frontón Internacional ou One Wall. Esta modalidade é praticada em cerca de 70 países e como já havia sido referido, existem imensas variações desta modalidade quer seja por país ou mesmo por região.
O jogo pode ser jogado individualmente ou a pares e consiste em atirar uma bola seja com a mão raquete ou cesta contra o frontón (estilo de baliza desenhada na parede), parece complexo, mas após ver um jogo ou até mesmo experimentar torna-se mais fácil e cativante. Na América onde o jogo é mais reconhecido pois são dos melhores, é jogado maioritariamente em espaços abertos pois quando construíam parques além das balizas e cestos, haviam também um Frontón para a prática da modalidade bem como nos bairros onde até são feitas apostas, já na Europa o que se pratica é predominantemente em pavilhões.
Existem entre quatro a cinco equipas a nível nacional, são 25 os atletas que representam esta escola e cerca de 8 campeões nacionais, e outros tantos vice-campeões. Formar atletas e divulgar a modalidade são os dois objectivos fulcrais desta escola, que estará presente no Torneio Open de Espanha em Valência a contar para o Ranking que possui três divisões: Amadora; Pré-Elite e Elite.
Em Portugal existem duas Associações, a de Pelota à Mão e a de Pelota Basca, esta última teve um Campeonato Nacional em Julho no Pavilhão Municipal da Moita.
Relativamente ao material vem maioritariamente de Espanha oferecido por clubes, sendo que as Associações também oferecem materiais, por exemplo uma bola de iniciação de Pelota Basca ronda os 30 euros, e são precisos três materiais para fazer uma protecção de mão, sendo eles a cinta verde, o taco e o adesivo.
André Pagaime, que está quase a completar 23 anos, é o fundador da Escola de Pelota da Moita, treina os jovens que praticam a modalidade, está no nível Pré-Elite no Ranking e conta como descobriu a modalidade: "Quando era pequeno tinha TV por cabo e todos os fins-de-semana, havia um canal que transmitia Pelota, foi aí que vi pela primeira vez mas nunca soube o nome, uma vez num jornal vi uma notícia que falava sobre a modalidade, decidi abrir e foi aí que vi o nome. Comecei a jogar em casa porque tinha uma parede que dava para praticar, mas regularmente só pratico há um ano".
Na hora de descrever e divulgar a modalidade,André não hesita: "Venham experimentar, é um jogo dinâmico, de coordenação dos membros, interessante e cultural, aqui a competição é importante mas o que torna a modalidade especial é também as viagens a outros países para conhecer outras culturas e o convívio que essas viagens proporcionam. Aqui não exigimos muito, o mais importante é que se divirtam, quem vê se calhar não liga muito mas quem experimenta gosta disto" finalizou.
Os treinos realizam-se 3ª às 17:00 e 4ª às 21:00
Rafael Vintém













