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Perspectivas

Projéctor - Companhia de Teatro do Barreiro.Uma vida «itinerante» e «sem casa»
. Em 20 anos levou a cena 36 produções

. Passaram pelo Projéctor cerca de 300 pessoas.

“Só descansamos quando tivermos um espaço que por direito próprio merecemos. Andar com a casa às costas é tramado”, afirmou Luciano Barata, emocionado e com as lágrimas a rasgarem seus olhos, ontem à noite, no decorrer da sessão evocativa do 20º aniversário da Associação Projéctor - Companhia de Teatro do Barreiro.

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Projéctor - Companhia de Teatro do Barreiro. Uma vida «itinerante» e «sem casa» . Em 20 anos levou a cena 36 produções

Por Jornal Rostos

Ontem à noite, no Auditório da Verderena, realizou-se a sessão evocativa do 20º aniversário da Associação Projéctor - Companhia de Teatro do Barreiro.
Carlos Alberto Correia, moderador da sessão, sublinhou que os amadores do teatro são aqueles que “fazem o teatro com muito amor”.
No decorrer da sessão leu a mensagem da Federação Portuguesa de Teatro Amadores.

Já passaram pelo Projéctor cerca de 300 pessoas

Luciano Barata, Presidente da Direcção, Encenador e fundador do Projéctor, recordou que “o teatro é sempre teatro”.
Na sua intervenção evocou os dias – “já lá vão 20 anos”, quando em Outubro de 1996, na Quinta Marques da Costa, com um grupo de jovens – “ali, começámos a fazer teatro”.
Recordou que, ao longo destes 20 anos, já passaram pelo Projéctor cerca de 300 pessoas.

Uma vida “itinerante” e “sem casa”

Luciano Barata, sublinhou que de 1996 a 2007, o Grupo Projéctor desenvolveu a sua actividade na Quinta Marques da Costa, de 2007 a 2011 sediou-se na SDUB «Os Franceses» e de 2011 até aos dias de hoje na SIRB «Os Penicheiros» e na instalações da freguesia da Verderena.
Referiu que tem sido uma vida “itinerante” e “sem casa”.
Recordou que no ano 2015, surgiu uma esperança de co-habitar na Escola Conde Ferreira, onde chegou a estar em marcha a criação de uma Oficina de Teatro – “mas outros valores se levantaram”.
Interrogou-se sobre “quer valores são esses”, pois, disse, não souberam “explicar”.

Projéctor já levou a cena 36 produções

“Só descansamos quando tivermos um espaço que por direito próprio merecemos. Andar com a casa às costas é tramado”, afirmou Luciano Barata, emocionado e com as lágrimas a rasgarem seus olhos.
Recordou que ao longo dos 20 anos de actividade o Projéctor já levou a cena 36 produções – “uma companha que tem que andar com a casa às costas”.
“Que milagre é este? Como seria o Teatro Projéctor ser tivesse casa própria?”, interrogou.
“Tenho a certeza que seria muito melhor”, afirmou.
A encerrar Luciano Barata, prestou agradecimentos à Câmara Municipal do Barreiro; à União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena; à União de Freguesias do Barreiro e Lavradio, à SIRB «Os Penicheiros», ao jornal «Rostos» e ao público.

Grupo de crianças a fazer teatro

Claudia Antunes, da União de Freguesias do Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena, agradeceu ao Projector “por fazer parte da nossa vida e do nosso dia a dia, este espaço tem sido aquilo que é por iniciativa e colaboração do Projector ”.
“A cultura é fundamental na vida das pessoas”, salientou.
Divulgou que, graças ao Projéctor, já existe um grupo de crianças a fazer teatro.

Amor ao teatro

Sónia Lobo, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, saudou os 20 anos de actividade do Projector, um tempo que afirmou foi marcado de dedicação e companheirismo – “a fazer cultura” e “amor ao teatro”.
A autarca salientou a importância e o contributo do movimento associativo na vida do concelho.
A finalizar referiu que vai fazer chegar ao executivo municipal a “mensagem” que foi transmitida por Luciano Barata.

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