Na visita à Moita dos deputados socialistas de SetúbalDefendida criação de Grupo de Trabalho que promova «estudo sério» sobre potencialidades do Rio Tejo
. Não existe ponto de atracagem para embarcações tradicionais em Lisboa
“É preciso trazer as pessoas para a água, para o Tejo. Esta é uma zona de expansão da cidade de Lisboa, é preciso apostar no arco ribeirinho do Tejo ”, referiu Orlando Santos.
“Temos potencial, mas não há mais que isso, não há dignidade no processo”, sublinhou.

Por Jornal Rostos
Eurídice Pereira, André Pinotes Batista e Sofia Araújo, deputados eleitos pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, acompanhados por autarcas e dirigentes socialistas do concelho da Moita, tomaram contacto com a realidade do Centro Náutico Moitense e temáticas diversas relacionadas com a ligação ao rio.
Recorde-se que as Jornadas decorrem sob o mote a «Economia do Mar – Um desafio para o distrito de Setúbal».
Neste contexto, Euridice Pereira, salientou o interesse da visita tendo por finalidade uma abordagem de “um nicho mais tradicional de ligação ao rio”.
Manter as embarcações tradicionais
O representante da direcção do Centro Náutico Moitense, deu a conhecer as actividades regulares da associação, desde “ajudar a manter as embarcações tradicionais” até à recente criação da «Escola de Vela”.
“Está a funcionar para jovens e é um incentivo para a ligação dos jovens ao rio. A Escola de Vela está a despertar interesse”, disse.
Recordou que a Câmara Municipal da Moita contribui para a manutenção das embarcações tradicionais com a “ajuda os proprietários das embarcações, com a oferta de tintas, para manutenção”.
Referiu algumas actividades realizadas pelo Centro Náutico nomeadamente o «Cais Vivo», no âmbito das Festas da Moita, promovendo passeios pelo rio.
Sublinhou existir um crescente interesse pelas embarcações tradicionais, mas a manutenção – “requer um esforço financeiro”.
Um canal maior e mais aberto
Outra matéria abordada foi a navegabilidade do Rio Tejo – “nas marés pequenas é difícil navegar”, sublinhou o dirigente do Centro Náutico Moitense.
Nesse sentido defendeu a importância de existência de - “um canal maior e mais aberto”.
Ponto de atracagem em Lisboa
Por outro lado, foi referido que as embarcações típicas, defrontam-se com uma dificuldade quando realizam passeios pelo Tejo – “não temos um ponto de atracagem em Lisboa”.
No decorrer da conversa, salientou-se que existem jovens que apostam na promoção das embarcações tradicionais para a actividade turistica.
“Este é um ponto de negócio, que podia ser potenciado. É pena não existir um pontão para estas embarcações em Lisboa. Se existisse esta actividade podia desenvolver-se”, foi salientado.
“Se existisse um pontão em Lisboa, podiam existir mais Ricardos, a fazer passeios organizados pelo Tejo”, foi sublinhado.
Poluição no Rio Tejo
No decorrer do diálogo com os deputados socialistas, outra matéria analisada foi a poluição no Rio Tejo, matéria que foi relacionada com a apanha da ameijoa.
“A classificação do Tejo com a letra C, impede que as ameijoas sejam utilizadas na alimentação humana. Mas a classificação do Tejo não é suficientemente clara ”, foi referido.
Foi referido que a falta de verbas impede que sejam efectuados estudos, que podiam contribuir para a existência de zonas com classificações diferenciadas, algumas podendo ser classificadas com a Letra B.
Temos potencial
Na fase final do encontro com os deputados socialistas, Staline Rodrigues, defendeu a criação pelo Governo de um Grupo de Trabalho, que promove-se um “estudo sério” e “análise destas matérias”, de forma a valorizar as actividades diversas que podem ser desenvolvidas no Rio Tejo.
Orlando Santo, salientou a importância de ser dinamizada uma rede de canais navegáveis no estuário, devidamente sinalizados.
“Uma capital europeia como Lisboa não aposta nos recursos que tem, criando coisas simples com um pontão em Lisboa, que iria contribuir para animar esta bolsa do estuário”, disse.
“É preciso trazer as pessoas para a água, para o Tejo. Esta é uma zona de expansão da cidade de Lisboa, é preciso apostar no arco ribeirinho do Tejo ”, sublinhou.
“Temos potencial, mas não há mais que isso, não há dignidade no processo”, sublinhou.
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