Nos Serviços de Cuidados PaliativosHospital do Barreiro tem respostas de qualidade
. afirmou Secretária de Estado, Catarina Marcelino
Na Rede Nacional de Cuidados Continuados -“o ano passado, mais de 2000 pessoas no país estavam a aguardar vagas. Isto não é aceitável”, disse.

Por Jornal Rostos
A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Catarina Marcelino, hoje pela manhã, participou na Conferência com o tema - "Cuidar o Futuro", promovida pelo Serviço Social do Centro Hospitalar Barreiro Montijo.
Todos vamos para mais velhos
Na abertura, João Silveira, Presidente do Conselho de Administração, recordou que sobre o tema da conferência existem “diversas visões”, mas, “o importante é que se discutam os assuntos, nas diferenças”.
Recordou que – “todos vamos para mais velhos” e este é um tema que é importante analisar para o Hospital do Barreiro e para a comunidade.
Remover as dificuldades dos utentes
Paulina Santos, Coordenadora do Serviço Social do Centro Hospitalar Barreiro Montijo, sublinhou que o hospital – “existe para servir a população”.
Recordou a missão do Serviço Social, que existe – “para remover as dificuldades dos utentes”.
Salientou que há um “número insuficiente de assistentes sociais”, num contexto sócio económico marcado pelo “aumento da pobreza e do desemprego”, assim como o aumento do “envelhecimento populacional” e situações de “exclusão social”.
Um desafio para a sociedade portuguesa
Catarina Marcelino salientou a necessidade de se “olhar” para a realidade do envelhecimento “à luza da realidade do país” e “no contexto europeu”.
Sublinhou que em Portugal regista-se um grande envelhecimento e um baixo índice de fecundidade, fenómenos que geram “desequilíbrios na pirâmide etária”.
Recordou que, nos dias de hoje, há diferenças entre ser idoso aos 65 anos, aos 80 anos ou mesmo aos 90 anos – “não é o mesmo, quer ao nível da saúde, quer ao nível da organização social”.
Esta realidade, salientou a Secretária de Estado – “é um desafio para a sociedade portuguesa”.
Estamos a falar no valor da vida
Catarina Marcelino, sublinhou que – “quando falamos de idosos” no contexto hospitalar – “estamos a falar de ética”, “de direitos e de deveres”, “estamos a falar no valor da vida”.
“Estamos a falar de pessoas que querem viver felizes, que querem viver bem, que vivem numa sociedade frenética que não é propícia à pessoa idosa”, disse.
Recordou a importância da “responsabilidade familiar” e lamentou que algumas “pessoas deixem doentes idosos no hospital e não os vão buscar”.
Acordos na concertação social
A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, sublinhou que ao abordar estas matérias – “estamos a falar de direitos humanos” e no “erradicar a exclusão”.
Catarina Marcelino, sublinhou que os equilíbrios tem que ser encontrados ao nível da “concertação social”, encontrando “acordos” que permitam superar “desequilíbrios salariais”, criar “condições de vida ao nível familiar” e regras sobre matérias como “parentalidade” e “maternidade”, contribuindo para a clarificação dos “papeis sociais”.
Politicas sociais têm que se adaptar às realidades
A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, perspectivou no âmbito de politicas sociais e do papel da rede de equipamentos sociais, a necessidade de se – “valorizar o apoio domiciliário”, apostando em manter “as pessoas idosas em suas casas”, sendo importante, para que tal se concretize “dar suporte aos cuidadores”.
Recordou que – “temos cada vez mais pessoas de 70 anos a cuidar de pessoas com 90 anos”.
“As politicas sociais têm que se adaptar a estas realidades”, disse.
Rede Nacional de Cuidados Continuados
Catarina Marcelino, sublinhou a importância da Rede Nacional de Cuidados Continuados, recordando que “o modelo que hoje existe” deu respostas e que deve apostar-se no “desenvolvimento do modelo”.
“No Alentejo o modelo responde às necessidades existentes”, disse.
Mas o mesmo não acontece nas áreas metropolitanas, sublinhou a Secretária de Estado.
Referiu o contributo das Misericórdias enquanto parceiros.
2000 pessoas no país a aguardar vagas
“O ano passado, mais de 2000 pessoas no país estavam a aguardar vagas. Isto não é aceitável”, disse.
Catarina Marcelino, sublinhou que existem na Rede de Cuidados Continuados mais de 8500 camas.
Interrogou – “Devemos apostar só nas camas? Ou no Serviço de Apoio Domiciliário?”
Defendeu a necessidade de ser prestada formação a “cuidadores” e desenvolver o Serviço de Apoio Domiciliário.
Fazem milagres com pouco dinheiro
Outra matéria abordada pela Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, foram os Serviços de Cuidados Paliativos.
“O Hospital do Barreiro tem respostas de qualidade”, disse.
Neste contexto, referenciou os internamentos especializados, nos quais os técnicos de Saúde – “fazem milagres com pouco dinheiro”.
Catarina Marcelino alertou para a necessidade de existir uma maior articulação entre Cuidados Continuados e Lares de Idosos, existindo definições claras – “quem deve estar onde”.
“As pessoas idosas têm o direito a ser felizes”, sublinhou a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade.
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