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Perspectivas

Posto de Transferência de Pescado no BarreiroSecretário de Estado promete analisar viabilização

. Pescadores preocupados com legalização da apanha da amêijoa

. Limpeza da Doca Seca da CP

O Secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, ontem no decorrer da visita às zonas ribeirinhas, em diálogo com pescadores do Tejo, admitiu a necessidade de ser viabilizada a existência no Barreiro de um Posto de Transferência de Pescado.

3 min de leitura
Posto de Transferência de Pescado no Barreiro Secretário de Estado promete analisar viabilização

Por Jornal Rostos

No decorrer da visita ao Barreiro, ontem à tarde, o Secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, deslocou-se à Doca da Seca da CP, onde manteve um diálogo com os pescadores barreirenses que desenvolvem a sua actividade regular no Rio Tejo.
José Apolinário foi informado que há muitos pescadores nesta zona, que exercem a sua actividade com redes e aparelhos.
Na conversa os pescadores expressaram a sua preocupação sobre a necessidade de existir um posto de transferência – lota – no Barreiro, de forma a garantir o cumprimento de regras e exercerem a sua actividade cumprindo as obrigações legais.

Arrasto pode destruir a zona piscícola

Outra matéria, abordada na conversa com José Apolinário foi a legalização da apanha da amêijoa japónica.
Os pescadores não estou contra a apanha e concordam com a legalização, desde que não seja permitida a apanha por arrasto.
“Se houver embarcações para captura da amêijoa por arrasto isso irá destruir o peixe no rio. Vão colidir com as artes, vão colidir com tudo e destruir a zona piscícola.”, foi referido pelos pescadores.
Recordaram que a amêijoa está sendo capturada, há vários anos e vai para Espanha, de onde é colocada no circuito comercial – “isto é feito à frente das autoridades”, disseram.
Foi referido que diariamente cerca de 14 toneladas de amêijoa é retirada do RioTejo.

Demarcação de zonas de apanha de ameijoa

O Secretário de Estado salientou que está em estudo a demarcação de zonas de apanha de ameijoa no Tejo.
“Demarquem uma zona que não venha a colidir com os barcos que fazem muita pesca. Ouçam-nos antes de decidir. A apanha não tem problemas. Tem problemas é o arrasto. Há zonas onde eram apanhadas douradas e hoje, pelo efeito do arrasto, já não há, nem uma ”, foi dito pelos pescadores.

Limpeza da Doca Seca da CP

Os pescadores barreirenses lançaram o apelo ao Secretário de Estado no sentido de intervir, de forma que sejam realizados melhoramentos nas condições existentes na doca seca da CP.
“A doca precisa de ser limpa. Tem condições para ser um ponto de apoio aos pescadores”, foi salientado.

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