Assembleia Municipal do BarreiroBloco de Esquerda defende parques infantis sem exclusão
No auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro ontem à noite decorreram trabalhos da Assembleia Municipal do Barreiro, no primeiro ponto da ordem do dia, foram apresentados diversos documentos, sobre os serviços de saúde no concelho do Barreiro, as deficiências nos serviços da SOFLUSA.
Um voto de pesar evocando a memória de Manuela Fonseca, foi subscrito por todas as forças politicas.

Por Jornal Rostos
Os trabalhos da Assembleia Municipal do Barreiro tiveram o seu inicio com a habitual intervenção do público.
Miguel Ângelo Mendes, utilizador do TCB’s lamentou que no sistema da app não esteja disponível para algumas carreiras, pois, disse, “não surgem no sistema”, por outro lado questionou sobre os critérios para construção de Rotundas no concelho, alertando para locais onde pela sobrecargas de veículos seria útil a sua construção, referindo a Avenida de Fuzileiros e em Santo André, no cruzamento perto da Urabanização de Sete Portais.
”Foram feitos estudos de tráfego?”, interrogou.
Ainda, alertou para os desníveis de arruamentos que afectam o trânsito na Rua de São Rafael, e lançou o apelo para a construção de um Parque Infantil na Urbanização dos Sete Portais.
Um munícipe residente em Casquilhos, em relação ao serviço dos TCB’s que servem aquela zona da cidade lamentou que a carreira 15 não sirva com eficiência e referiu um dia – “que não passou um único autocarro”. Criticou as formas de atendimento no serviço de cal center dos TCB’s que a propósito de dificuldades de cumprimentos de horários terão dito que – “a culpa é de Bruxelas”.
20 mil utentes sem médico de família
Anabela Silvestre, CDU apresentou uma moção sobre as condições de saúde no concelho, nomeadamente criticando e lamentando os tempos de espera no serviço de urgência do e alertou para a existência de 20 mil utentes no concelho do Barreiro sem médico de família.
Na proposta da CDU defende-se a construção do Centro de Saúde do Alto do Seixalinho e a melhoria de condições nos serviços de saúde no concelho que sirvam as populações de Palhais e Coina.
Na avaliação deste documento Madalena Alves Pereira, PS, considerou que deveria retiras-se a expressão de “situação catastrófica”. referindo que “não há dinheiro” para a construção de todos os serviços de Saúde.
Anabela Silvestre concordou com a retirada da expressão e salientou – “Dinheiro há, não há para o Barreiro, pois o governo vai construir diversos Centros de Saúde no país”.
O documento foi aprovado com os votos favoráveis da CDU, PS, MCI e BE. O PSD optou pela abstenção.
Deficiência nos serviços da SOFLUSA
Dulce Reis, CDU, atrasos nas carreiras da SOFLUSA, resultante da falta de recursos humanos e redução da frota, lançando o apelo ao governo para “dar a volta esta situação”. Deu relevo à luta dos trabalhadores para garantir a qualidade dos serviços.
O documento foi aprovado com os votos favoráveis da CDU, PS, MCI e BE. O PSD optou pela abstenção.
Saudação a António Guterres
Couveiro Machado, PS, apresentou saudação sobre a nomeação de António Guterres para Secretário Geral da ONU, recordando o seu papel na acção de apoio aos refugiados. A saudação foi aprovada por unanimidade.
Manuela Fonseca dimensão humana
Ana Porfírio, presidente da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio, sublinhou a dimensão humana de Manuela Fonseca expressando a vontade da CDU em subescrever o voto de pesar apresentado pelos deputados socialistas.
Vitor Nunes, PSD, salientou que Manuela Fonseca foi uma pessoa com grande influência na vida associativa local e de grande referência na vida local – “uma perda para o Barreiro” – sublinhando que o seu partido subscrevia o voto de pesar do PS.
Alexandra Ruivo, PS, emocionada, apresentou o voto de pesar a Manuela Fonseca, recordando o seu percurso profissional, recordou o trabalho que realizou ao nível de literatura nacional e internacional. Expressou a concordância que o voto de pesar fosse subscrito por todos os partidos da assembleia municipal.
O voto de pesar a Manuela Fonseca, colunista do jornal «Rostos», foi aprovado por unanimidade.
Assassinadas 29 mulheres em 2016
Zélia Silva, PS, apresentou um documento sobre a violência doméstica, recordou que Portugal nos últimos anos progrediu nesta área, considerou que as medidas tomadas são insuficientes, recordou que foram assassinadas 29 mulheres em 2016.
No documento é sublinhado a necessidade dos órgãos autárquicos assumirem a defesa dos valores expressos na Declaração de Istambul.
Por outro lado, expressou a vontade do PS subescrever o voto de pesar em memória de Bruto da Costa, apresentado por Bruto da Costa.
O documento sobre violência doméstica foi aprovado por unanimidade.
Saudação ao Orçamento do Estado
Paulo de Deus, CDU, apresentou uma saudação ao Orçamento do Estado, reconhecendo as mudanças relativamente ao governo PSD/CDS. Referiu a luta dos trabalhadores como contributo para derrotar as politicas de direita.
A nova maioria dá espaço para retomar direitos dos trabalhadores, referindo que tal não acontece só se o governo PS não quiser, recordando alguns aspectos como a reposição das 35 horas e reposição de direitos.
O documento foi aprovado com os votos favoráveis da CDU e BE. Contou com os votos contra do PS, PSD e MCI.
Parques Infantis sem exclusão
André Antunes, BE, subscreveu a recomendação do PS sobre a violência doméstica e questionou sobre o trabalho realizado no concelho sobre esta temática.
Apresentou o voto de pesar sobre Alfredo Bruto da Costa, sublinhado que foi um cidadão que combateu a pobreza e um investigador de referência internacional.
Por outro lado, apresentou uma moção, sobre os direitos das pessoas com deficiência, recordando o direito a brincar, neste contexto que estas crianças são discriminadas de utilizar parques infantis.
Exortou a Câmara Municipal a estudar os seus parques infantis, de forma que estes não sejam espaços de exclusão, e que sejam tomadas medidas para que seja garantido o acesso aos parques infantis por crianças com deficiência.
A moção do Bloco de Esquerda mereceu o voto favorável de todos os eleitos da Assembleia Municipal.
O voto de pesar em evocação da memória de Alfredo Bruto da Costa foi aprovado por unanimidade.
No final deste ponto da ordem de trabalhos os deputados guardaram um minuto de silêncio em memória de Manuela Fonseca e de Alfredo Bruto da Costa.
PSD faz declarações de voto
Em declarações de Voto, Patricia Ferreira, PSD. sublinhou que o voto favorável dos sociais democratas os documentos sobre violência doméstica e exclusão nos parques infantis, tina por base o considerarem os assuntos relevantes.
Vítor Nunes, PSD, salientou que o voto contra na saudação ao orçamento de estado e abstenção na moção sobre saúde, resultava de se manterem nesses documentos as acusações sistemáticas ao anterior governo, que já não está em funções.
Referiu que está o actual governo é do PS, PCP e BE, que não consegue – “dar a volta à situação” . Sublinhou que o PSD é um partido responsável que vai voltar a governar, enquanto a CDU “nunca irá governar”.
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, recordou que o PCP não está a governar e disse a Vítor Nunes para manter as suas convicções que a CDU – “nunca irá governar”, pois, “não está”.













