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Perspectivas

Barreiro - « Fazer Associativismo» com Amor e Paixão«Os Leças» é Solidariedade

O GDR” Os Leças”, organiza todas as sextas feiras um almoço seguido de baile. Este tipo de convívios já tem alguns anos, sendo hoje uma marca de «Os Leças.

Rosa Bravo uma “jovem” com 94 anos, que não falha uma iniciativa organizada pela coletividade diz que «os Leças é a minha segunda casa», «adoro vir na carrinha, porque vamos sempre ver coisas bonitas do Barreiro, que eu já não conheço», «se andasse sozinha pela cidade perdia-me, o Barreiro cresceu».

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Barreiro - « Fazer Associativismo» com Amor e Paixão «Os Leças» é Solidariedade

Por Jornal Rostos

O GDR” Os Leças”, organiza todas as sextas feiras um almoço seguido de baile, entre as 15.00h e as 19.00h. Este tipo de convívios já tem alguns anos, sendo hoje uma marca do Leças.

Esta ideia nasceu da necessidade que a coletividade sentiu em relação às pessoas idosas que frequentam a instituição, na sua perspetiva estas precisavam de um espaço onde pudessem conviver, confraternizar e acima de tudo comunicar entre elas, porque muitos destes idosos vivem sozinhos e passam os dias em casa a ver televisão.
Desde o início deste projeto em 2011,o músico que atua todas as sextas feiras é o Miguel Rodrigues, na sua opinião «os Leças para além da música é uma coletividade onde encontrei solidariedade, fraternidade, companheirismo e união, é uma equipa que faz das pessoas o principal motivo da sua existência sendo para mim um orgulho e uma honra fazer parte deste grupo formidável»

A coletividade fez uma sinalização dos idosos que vivem sozinhos e que têm dificuldade em deslocar se até à coletividade, nesse sentido todas as sextas feiras vamos buscá -los e levá - los a casa na carrinha da instituição.
Leocádia Dias, a nossa “Avó”, como carinhosamente é reconhecida, tem 89 anos é uma senhora que está presente desde o início do projeto salientou «gosto imenso de vir para os Leças, onde sinto que sou acarinhada», «tenho dificuldades em andar mas como a carrinha dos Leças vai buscar-me e levar- me, só tenho a agradecer, adoro a comida e ainda levo o tupperware com a sopa», «o Leças é solidariedade».

Aldora Cândido, vem de Alhos Vedros e desde que teve conhecimento destes almoços e convívios está sempre presente. «Gosto de vir à coletividade falar com as minhas amigas, servem muito bem e os elementos da direção procuram sempre ajudar», «mesmo a minha filha que esta a viver na Alemanha quando vem a Portugal tem que vir aos Leças comer a Cachupa».
Rosa Bravo uma “jovem” com 94 anos, que não falha uma iniciativa organizada pela coletividade diz que «os Leças é minha segunda casa, adoro vir na carrinha, porque vamos sempre ver coisas bonitas do Barreiro, que eu já não conheço, se andasse sozinha pela cidade perdia-me, o Barreiro cresceu»,
«Quando necessito ir ao centro de saúde, há sempre disponibilidade para me levar-me na carrinha, estas festas deviam ser todos os dias, assim saia de casa».

A “Menina” Glória vem com o esposo de Cacilhas e salienta que não quer faltar a nenhuma festa. “Aqui encontro Afetividade, Amizade, isto parece uma família, o comer é muito bom e quando não gostamos existe sempre alternativa, por vezes o meu marido não quer vir mas eu tento convencê-lo a virmos porque este, ambiente faz me bem».
Lurdes Semedo vem do Pinhal Novo e dentro das suas possibilidades vem a todos os eventos. «Adoro estar nos Leças, onde sempre fui bem tratada, conhecemo-nos todos, apesar do comer ser bem confecionado, não é a principal razão que me faz vir aos Leças, mas sim a empatia que encontro na instituição e gosto imenso de colaborar, de servir os pratos ou estar na cozinha, isto é muito bom».

Leopoldina uma senhora com 90 anos, realça a amizade que existe entre todos e como adora falar, estes dias em que vem para os Leças são bons porque tem muitas pessoas para falar, já basta estar nos outros dias sozinha, agora com esta idade até apareço num calendário, só tu! Gosto de vir para aqui porque existe Amor e Solidariedade, os doces são tão bons»

Na opinião de São Mendes a cozinheira que está há vários anos na coletividade, tendo iniciado o seu percurso no movimento associativo através do OTL (Ocupação dos Tempos Livres), «diz que não é difícil escolher a ementa porque as pessoas dão sugestões sobre os pratos que preferem, isto porque alguns desses pratos não são confecionados em casa, devido a viverem sozinhos, como por exemplo o cozido à portuguesa».
Atualmente o trabalho do movimento associativo não se restringe só às vertentes desportivas, recreativas e culturais, este tipo de instituições tem hoje no concelho um trabalho bastante interessante na vertente social.

Os Leças procura sistematicamente motivar as pessoas a participar nas suas atividades, nomeadamente os idosos, porque pensamos que é uma forma de combater a solidão. É importante este tipo de convívio, de confraternização, de passeios, de visitas a museus, idas ao teatro, tudo isto para eles sentirem que continuam a ser uteis e que ainda tem muito para nos oferecer.
Alem de irmos buscá-los a casa, também os apoiamos quando necessitam de ir ao centro de saúde, à farmácia, aos correios receber a reforma, assim como preenchemos e entregamos por internet a declaração de IRS, tudo isto de uma forma gratuita.

Não existe Associativismo sem dinâmica, energia, esforço, movimento, alma. É a paixão que nos move, é a ambição de inovar, queremos uma coletividade forte e que não se esgote, que se renove.
Atualmente os Leças distingue se nas áreas do Desporto, da Cultura, da Recreativa e Social, pela sua capacidade de realizar e acolher iniciativas sejam elas do âmbito do seu plano de Atividades, ou em parceria com a Autarquia. Estas parcerias têm permitido dinamizar instalações, criando melhores condições para os associados e para quem nos visita.
Esta é nossa maneira de “ Fazer Associativismo” com Amor e Paixão.

Alfredo Gonçalves

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