Barreiro - Projecto «Orçamento Participativo – Portugal»«Um processo para ouvir propostas e ideias para o país e para a região»
. Combater o deficit da confiança
A Secretária de Estado da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, considerou que este projecto do governo é – “um instrumento importante de reforço da qualidade da democracia”.
Sofia Martins, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu a importância de todos os “modelos de participação”, acrescentando que “todas as iniciativas que contribuam para trazer mais ideias são bem vindas”.

Por Jornal Rostos
Sofia Martins, Vice Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, na abertura do evento «Orçamento Participativo - Portugal», que decorreu no Auditório Municipal Augusto Cabrita, sublinhou que o Barreiro é – “uma terra que marcou pelas suas raízes democráticas” e “pela reflexão critica em colectivo”.
Referiu a importância de todos os “modelos de participação”, acrescentando que “todas as iniciativas que contribuam para trazer mais ideias são bem vindas”.
Recordou a importância do associativismo na vida do concelho, cerca de 200 associações em 36 Km2 – “são portas abertas ao saber e à vida”.
Compreender para participar
Sofia Martins, considerou ser necessário a “desconstrução” do discurso politico, que é “um discurso de estilo hermético”, com “respostas técnicas que não promovem a participação”.
“É preciso que todos compreendam para que possam participar na discussão”, disse.
A autarca acrescentou que – “no futuro temos que conseguir ampliar os modelos de participação”.
3 milhões de euros para propostas
Graça Fonseca, Secretária de estado da Modernização Administrativa, referiu que o projecto «Orçamento Participativo – Portugal» - “é um processo para ouvir propostas e ideias para o país e para a região”.
Recordou que – “há locais em Portugal” com experiências vividas sobre Orçamento Participativo.
Referiu que com este projecto o Governo disponibiliza 3 milhões de euros para propostas e projectos nas áreas da Cultura, Agricultura e formação de adultos.
Salientou que esta é a primeira experiência realizada por um Estado – “ao nível nacional”.
Transformar as propostas num projecto
“Se pudessem decidir o que propunham que fosse feito? Que gostariam que acontecesse?”, interrogou Graça Fonseca.
Sublinhou que os projectos a desenvolver ao nível regional, devem envolver mais que um concelho, e os projectos de âmbito nacional, devem abranger concelhos de mais que uma região.
O fundamental, sublinhou, “é transformar as propostas num projecto”.
A Secretária de estado da Modernização Administrativa considerou que este projecto do governo é – “um instrumento importante de reforço da qualidade da democracia”.
Combater o deficit da confiança
“O principal deficit que temos que combater nos próximos anos é o deficit da confiança”, disse.
Neste contexto deu relevo à necessidade de “ligar as regiões” e “ligar os territórios”, assim como “ligar o rural ao urbano”.
Salientou que todas as propostas que serão apreciadas no âmbito do projecto «Orçamento Participativo – Portugal», não devem nascer de quem está “sentado no sofá” – “todas as propostas têm que sair do Orçamento Participativo”, nestas sessões – “vamos estar na estrada até ao próximo dia 21 de Abril”.













