Proposta do PSD de criação de Policia Municipal no BarreiroClassificada pelo PS de «eleitoralista, populista e demagógica»
Bruno Vitorino, vereador responsável pelo Centro de Educação Ambiental, eleito pelo PSD, na última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro, apresentou uma proposta de criação de um Serviço de Policia Municipal, a qual contou apenas com o seu voto favorável e os voto contra dos vereadores eleitos pelo Partido Socialista e CDU.

Por Jornal Rostos
Bruno Vitorino defendeu que “as questões de segurança podem ser também da responsabilidade da autarquia” e salientou a “necessidade de reforço” de mais policiamento, quer devido a situações de “vandalismo do espaço público”, quer mesmo na fiscalização de matérias como a proliferação de “dejectos de cães”.
Barreiro não é uma cidade insegura
Marcelo Moniz, vereador sem pelouro, eleito pelo PS, defendeu que “o Barreiro não é uma cidade insegura”, referindo que “não há dados” que permitam avaliar.
Referiu que os eleitos socialistas não são “favoráveis” à criação da Policia Municipal, embora referisse que esta poderia ser um contributo para “aumentar o sentimento de segurança”.
O autarca classificou a proposta de Bruno Vitorino de “eleitoralista” e que a mesma “carece de argumentação” no que diz respeito aos seus “aspectos financeiros”, de contrário a mesma não passa de “uma intenção”.
“Esta é uma proposta eleitoralista, populista e demagógica”, disse.
Qual o impacto desta medida?
Referiu que o PSD ao votar o Orçamento Municipal, como o PCP/CDU, inviabiliza esta proposta.
Salientou se o PSD “não se opõe aos orçamentos”, então “não tem legitimidade para trazer esta proposta”.
“Qual o impacto desta medida?” – interrogou.
Marcelo Moniz salientou que a implementação da proposta apresentada pode ter custos na ordem dos 3 milhões de euros, entre custos de pessoas e aquisição de meios.
Total demagogia e ausência de seriedade.
Bruno Vitorino, comentando a intervenção de Marcelo Moniz, disse que este “foi contagiado pelo síndroma de Luis Ferreira”, salientando que a sua intervenção estava marcada de “total demagogia e ausência de seriedade”.
Recordou que a proposta tem, em Portugal, um quadro legal definido.
Considerou as contas e os valores apontados Por Marcelo Moniz “despropositados”.
Referiu que este processo “tem que ter um inicio” e a apresentação da proposta tem esse objectivo, iniciar o estudo do processo.
“O PS não é capaz de ter uma discussão séria”, disse.
Acrescentou que há no Barreiro “um sentimento de insegurança” e que “o Barreiro não é uma cidade segura”.
Explorar o sentimento de insegurança da população
Luis Ferreira, vereador sem pelouro, eleito pelo Partido Socialista, salientou que a proposta visa “explorar o sentimento de insegurança da população”.
“Não vamos transformar o Barreiro num Texas que isso não é verdade”, disse.
“A sua proposta é um número da campanha eleitoral”, acrescentou e o que pretende é dizer que “os malandrecos do PS não querem a segurança”.
Luís Ferreira sublinhou que o PSD – “só se lembra de fazer criticas em tempo de eleições”, durante todo o mandato “aprova os orçamentos”.
Maiores índices de criminalidade
Bruno Vitorino, em resposta, salientou que “ficou clara a posição do PS”, porque só faz politica de “bota abaixo”.
Recordou que o Distrito de Setúbal é ao nível nacional o 3º no ranking com “maiores índices de criminalidade”.
Aumenta os gastos e não resolve os problemas de segurança
Rui Lopo, vereador da área do Planeamento, do PEV, eleito pela CDU, alertou para as responsabilidades dos municípios em “matérias de segurança” e defendeu que o importante será alertar que os meios humanos e recursos policiais existentes no concelho são insuficientes.
O autarca separou as questões de segurança, das matérias de fiscalização que são da responsabilidade da autarquia, expressando disponibilidade para analisar esta vertente.
Na sua opinião a criação da Policia Municipal – “aumenta os gastos e não resolve os problemas de segurança”.
Polícia Municipal não resolve mas vai ajudar
Bruno Vitorino, referiu que a intervenção de Rui Lopo, embora divergindo dela, abria caminho a uma “discussão séria”.
Salientou que no que diz respeito aos problemas de segurança – “a Policia Municipal não resolve mas vai ajudar”.
Não se pode por em causa a realidade
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que não há “uma tendência generalizada” que leve a concluir que as “questões de segurança”, são determinantes na vida do Barreiro.
“Não se pode por em causa a realidade”, disse.













