Barreiro - Associação de Psicologia & Desenvolvimento Comunitário - Psi.Brr«Já somos comunidades virtuais»
Na abordagem dos tempos de hoje, foi sublinhado que perante a “massa de informação”, as dinâmicas da “redes sociais”, nós – “não nos apercebemos disto”, mas, “já somos comunidades virtuais”.
A nossa relação com o outro é “é a união criativa da própria vida, nós precisamos de criação para criar a própria vida”, foi referenciado.

Por Jornal Rostos
A Associação de Psicologia & Desenvolvimento Comunitário - Psi.Brr dinamizou, ontem à noite, na sua sede, uma Tertúlia tendo como tema: "O que é a Loucura...".
Uma iniciativa integrada na programação “ABRIL SAÚDE, SOLIDARIEDADE E VOLUNTARIADO”, promovida pela Câmara Municipal do Barreiro em parceria com diversas instituições.
Loucura um processo de desligamento
Fábio Mateus (Psicólogo Clínico e Presidente da APDC-Psi.Brr)deu o mote de abertura da Tertúlia, abordando o tema- “Ensaio sobre loucura, ou a loucura para a saúde mental”.
Uma intervenção onde abordou as temáticas da comunicação, as teorias do conflito e o sistema inconsciente, a partir de reflexões com Freud.
Referiu que a loucura é um “processo de desligamento”, “um desvio da norma”, que se realiza perante “o esforço de sanidade mental” dentro da vida psíquica.
Arte é a comunicação da compreensão
Pedro Augusto Martins (Psicólogo Clínico e Membro da Unidade de Pedopsiquiatria do Serviço de Pediatria do Centro Hospitalar Barreiro-Montijo), fez uma abordagem com base no tema – “A loucura, a tragédia e a criatividade”.
Uma reflexão sobre a “tragédia humana”, a “submissão ao sofrimento”, “a morte” e o “sobreviver”, contextos e situações vividas no permanente relacionamento que existe entre o corpo e o psíquico.
Na sua intervenção salientou a importância da criatividade, sublinhando que – “a arte é a comunicação da compreensão, a compreensão profunda de algo que existe nos confins de nós”.
“A criatividade permite a transformação”, e essa é algo que «transforma – dor».
Já somos comunidades virtuais
No debate que decorreu, após as intervenções dos prelectores foi referenciada a importância do outro na vida, e como– “nós precisamos uns dos outros”, quer “cá fora”( no mundo exterior), quer “cá dentro” ( na vida psíquica).
A nossa relação com o outro é “é a união criativa da própria vida, nós precisamos de criação para criar a própria vida”, foi referenciado.
Na abordagem dos tempos de hoje, foi sublinhado que perante a “massa de informação”, as dinâmicas da “redes sociais”, nós – “não nos apercebemos disto”, mas, “já somos comunidades virtuais”.
Sendo nesta realidade que fluem situações “atractivas” e “repulsivas”, aí, onde pulsa o funcionamento psíquico.
Na vida, é importante aceitar que ser humano é aceitar que as coisas “são filtros” e que, afinal viver é a nossa essência e, de facto, isso só é possível com os outros, vivendo com os outros, saindo do “claustro da loucura” que existe, dentro de nós e, na verdade, se aprofunda sempre que não falamos com os outros e não temos relacionamentos.













