Direcção Geral do Património já veio ao BarreiroDemolição do Posto Médico da CUF está interrompida
“Estamos a trazer o Bairro de Santa Bárbara para o centro da Cidade, torna-lo visível e torná-lo um monumento”, acrescentou.
Uma proposta contestando o derrube do antigo Posto Médico da CUF, foi reprovada na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro. Contou com os votos favoráveis do BE, o voto contra da CDU e a abstenção do PS, PSD e MCI.

Por Jornal Rostos
Na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro foi apresentada, pelo Bloco de Esquerda, uma proposta contestando o derrube do antigo Posto Médico da CUF.
A proposta foi reprovada contando apenas com os votos favoráveis do BE, o voto contra da CDU e a abstenção do PS, PSD e MCI. André Pinotes não votou por integrar na Assembleia da República a Comissão que está a analisar a petição sobre esta matéria.
Manuel Sabino, do Bloco de Esquerda, apresentou a proposta, com o tema – “Não ao derrube do Posto Médico da CUF”, na qual é referido que – “estamos a assistir a um apagão da história do Barreiro”.
Não ao derrube do Posto Médico da CUF
O deputado bloquista salientou a importância de se “definir o que é património industrial” de forma que se “defina o que é de preservar”.
Manuel Sabino referiu que “não vale tudo” para construir “uma avenida bonita”.
Na proposta o BE defende que a “Câmara Municipal do Barreiro deve assumir a classificação do Posto Médico”, defender a “paragem dos trabalhos” e “manifestar-se contra o derrube”.
“É irreversível?”
André Pinotes, PS, solicitou esclarecimentos sobre esta matéria, nomeadamente se existem contactos entre o Ministério da Cultura sobre o Posto Médico da CUF.
“Qual o ponto da situação? Porque foi a demolição interrompida?” , interrogou.
O deputado socialista, noutra intervenção, expressou dúvidas sobre a demolição do Posto Médico da CUF.
“É irreversível?”, interrogou.
É preciso colocar o território ao serviço da população
José Caetano, CDU, recordou que quando da discussão do Plano de Urbanização do Território da Quimiparque e zonas adjacentes, “houve discussão pública sobre esta matéria” e “foram tomadas decisões sobre o património a preservar”.
Referiu que ficou definido que devia ser preservado o Bairro Operário, o Mausoléu de Alfredo da Silva, a Casa Museu de Alfredo da Silva, o Museu Industrial da Baía do Tejo, as chaminés.
José Caetano salientou que nesta base “as coisas avançaram”, acrescentando que “é bom que a Assembleia Municipal tenha percepção disto”.
Recordou que “o Posto Médico foi o meu posto médico”, acrescentando que sobre este equipamento não pode existir uma solução por razões emotivas.
“É preciso colocar o território ao serviço da população e não transformar o Barreiro num gueto”, disse.
“Não somos uma reserva museológica, queremos construir o futuro”, acrescentou José Caetano.
O Governo é PS. Entendam-se
Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sobre esta matéria referiu que a Baía do Tejo “é do estado”, e tem “uma administração nomeada pelo governo” a Direcção Geral do Património é da responsabilidade do Governo.
“O Governo é PS. Entendam-se”, sublinhou.
O autarca recordou o trabalho que tem sido desenvolvido pela Câmara Municipal do Barreiro ao longo do seu mandato com a Baía do Tejo, com três administrações, referindo José Neto, Fonseca Ferreira e a actual administração – “todos construímos e partilhamos um percurso”.
Bairro de Santa Bárbara no centro da Cidade
Carlos Humberto sublinhou que sobre o património a preservar houve – “muita e ampla discussão”.
Referiu que sobre esta matéria é preciso ter “uma visão do conjunto” e contestou a opinião do BE que “se está a fazer uma avenida bonita”.
O autarca salientou que “estamos a abrir o território da Baía do Tejo ao concelho”.
“Estamos a trazer o Bairro de Santa Bárbara para o centro da Cidade, torna-lo visível e torná-lo um monumento”, acrescentou.
Demolição do Posto Médico interrompida
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu – “tenho respeito pelas sensibilidades e sentimentos”, mas uma decisão sobre o património “não pode ser composta de jogos”.
Sublinhou que a autarquia desconhecia o pedido de classificação formal do Posto Médico da CUF – “não sabíamos, quando recebemos o contacto ficámos embasbacados”.
Referiu que a Direcção Geral do Património “já veio ao Barreiro” e em sequência dessa visita a demolição do Posto Médico da CUF está interrompida, estando os trabalhos a aguardar que seja dada uma resposta formal pela Direcção Geral do Património, ao pedido de classificação.













