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Perspectivas

Direcção Geral do Património já veio ao BarreiroDemolição do Posto Médico da CUF está interrompida

Carlos Humberto salientou que “estamos a abrir o território da Baía do Tejo ao concelho”.
“Estamos a trazer o Bairro de Santa Bárbara para o centro da Cidade, torna-lo visível e torná-lo um monumento”, acrescentou.

Uma proposta contestando o derrube do antigo Posto Médico da CUF, foi reprovada na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro. Contou com os votos favoráveis do BE, o voto contra da CDU e a abstenção do PS, PSD e MCI.

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Direcção Geral do Património já veio ao Barreiro Demolição do Posto Médico da CUF está interrompida

Por Jornal Rostos

Na reunião da Assembleia Municipal do Barreiro foi apresentada, pelo Bloco de Esquerda, uma proposta contestando o derrube do antigo Posto Médico da CUF.
A proposta foi reprovada contando apenas com os votos favoráveis do BE, o voto contra da CDU e a abstenção do PS, PSD e MCI. André Pinotes não votou por integrar na Assembleia da República a Comissão que está a analisar a petição sobre esta matéria.
Manuel Sabino, do Bloco de Esquerda, apresentou a proposta, com o tema – “Não ao derrube do Posto Médico da CUF”, na qual é referido que – “estamos a assistir a um apagão da história do Barreiro”.

Não ao derrube do Posto Médico da CUF

O deputado bloquista salientou a importância de se “definir o que é património industrial” de forma que se “defina o que é de preservar”.
Manuel Sabino referiu que “não vale tudo” para construir “uma avenida bonita”.
Na proposta o BE defende que a “Câmara Municipal do Barreiro deve assumir a classificação do Posto Médico”, defender a “paragem dos trabalhos” e “manifestar-se contra o derrube”.

“É irreversível?”

André Pinotes, PS, solicitou esclarecimentos sobre esta matéria, nomeadamente se existem contactos entre o Ministério da Cultura sobre o Posto Médico da CUF.
“Qual o ponto da situação? Porque foi a demolição interrompida?” , interrogou.
O deputado socialista, noutra intervenção, expressou dúvidas sobre a demolição do Posto Médico da CUF.
“É irreversível?”, interrogou.

É preciso colocar o território ao serviço da população

José Caetano, CDU, recordou que quando da discussão do Plano de Urbanização do Território da Quimiparque e zonas adjacentes, “houve discussão pública sobre esta matéria” e “foram tomadas decisões sobre o património a preservar”.
Referiu que ficou definido que devia ser preservado o Bairro Operário, o Mausoléu de Alfredo da Silva, a Casa Museu de Alfredo da Silva, o Museu Industrial da Baía do Tejo, as chaminés.
José Caetano salientou que nesta base “as coisas avançaram”, acrescentando que “é bom que a Assembleia Municipal tenha percepção disto”.
Recordou que “o Posto Médico foi o meu posto médico”, acrescentando que sobre este equipamento não pode existir uma solução por razões emotivas.
“É preciso colocar o território ao serviço da população e não transformar o Barreiro num gueto”, disse.
“Não somos uma reserva museológica, queremos construir o futuro”, acrescentou José Caetano.

O Governo é PS. Entendam-se

Carlos Humberto, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, sobre esta matéria referiu que a Baía do Tejo “é do estado”, e tem “uma administração nomeada pelo governo” a Direcção Geral do Património é da responsabilidade do Governo.
“O Governo é PS. Entendam-se”, sublinhou.
O autarca recordou o trabalho que tem sido desenvolvido pela Câmara Municipal do Barreiro ao longo do seu mandato com a Baía do Tejo, com três administrações, referindo José Neto, Fonseca Ferreira e a actual administração – “todos construímos e partilhamos um percurso”.

Bairro de Santa Bárbara no centro da Cidade

Carlos Humberto sublinhou que sobre o património a preservar houve – “muita e ampla discussão”.
Referiu que sobre esta matéria é preciso ter “uma visão do conjunto” e contestou a opinião do BE que “se está a fazer uma avenida bonita”.
O autarca salientou que “estamos a abrir o território da Baía do Tejo ao concelho”.
“Estamos a trazer o Bairro de Santa Bárbara para o centro da Cidade, torna-lo visível e torná-lo um monumento”, acrescentou.

Demolição do Posto Médico interrompida

O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu – “tenho respeito pelas sensibilidades e sentimentos”, mas uma decisão sobre o património “não pode ser composta de jogos”.
Sublinhou que a autarquia desconhecia o pedido de classificação formal do Posto Médico da CUF – “não sabíamos, quando recebemos o contacto ficámos embasbacados”.
Referiu que a Direcção Geral do Património “já veio ao Barreiro” e em sequência dessa visita a demolição do Posto Médico da CUF está interrompida, estando os trabalhos a aguardar que seja dada uma resposta formal pela Direcção Geral do Património, ao pedido de classificação.

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