Moita - Livro «A Vila da Baixa da Banheira» de José Brito Apolónia«Uma obra que faz reviver o passado»
Brito Apolónia, referiu que “sobre esta vila ainda há muito para escrever”, nomeadamente sobre a “riqueza do seu Movimento Associativo”.

Por Jornal Rostos
No decorrer da sessão evocativa do 33º aniversário da elevação da Baixa da Banheira a Vila foi apresentado o livro «A Vila da Baixa da Banheira», de José Brito Apolónia.
Um homem atento e preocupado com esta terra
João Miranda, apresentou a obra e o autor, recordou que Brito Apolónia, nasceu no Alentejo e dedicou toda a sua vida ao concelho da Moita.
”Um homem atento e preocupado com esta terra”, disse, acrescentando que – “foi uma referência antes do 25 de Abril, exemplar pelo seu carácter e postura”.
Recordou que foi o fundador do jornal «O Rio», que era de “leitura obrigatória, independente e imparcial”.
Sublinhou que “O Rio” – “não morreu de morte natural, foi vitima de homicídio”.
Há mais vida para além dos partidos
Na sua intervenção sublinhou que – “não há democracia sem partidos, mas os partidos não são os donos da democracia”.
“Há mais vida para além dos partidos”, disse, referindo que – “vivemos numa sociedade partidarizada”.
Uma viagem de regresso à minha meninice
Sobre o livro – “A Vila da Baixa da Banheira”, João Miranda, disse que é – “uma obra que faz reviver o passado”, “um livro de boas recordações”, “uma viagem de regresso à minha meninice e adolescência”.
“É um livro que escreve com perfeição a nossa realidade”, as “mudanças” que existem apesar de haver quem “teime em ver essa realidade”.
Escrever um livro mais simples
José Brito Apolónia, recordou que – “este livro resultou da colaboração que dei a Vítor Manuel na revisão do seu livro” e senti que era preciso “fazer outro livro sem tanta história e dados documentais”.
“Escrever um livro mais simples, de mais fácil leitura”, disse.
Sobre esta vila ainda há muito para escrever
Brito Apolónia, referiu que “sobre esta vila ainda há muito para escrever”, nomeadamente sobre a “riqueza do seu Movimento Associativo”.
Salientou que o livro fala das duas freguesias Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, porque ambas integram a Vila da Baixa da Banheira.
Recordou a figura de Satline de Jesus Rodrigues, um antifascista do concelho da Moita - “mais vezes preso”.
Referiu que a proposta de elevação a Vila, foi apresentada na Assembleia da República, em, 1979, quando era presidente da Câmara Municipal da Moita, mas só foi aprovada em 1984.
Mural a evocar elevação a vila
Recordou que quando da elevação da Baixa da Banheira a vila, foi pintado um mural. localizado junto à estação, que contou com a colaboração de artistas de referência nacional – Rogério Ribeiro, Kira, Francisco Simões e Luis Manuel – “ainda bem que ao longo dos anos tem sido preservado”.
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