Bruno Martins, Chefe do Grupo de Escoteiros do BarreiroEra injusto que a única opção para ser escoteiro tinha que ser Católico
Foram anos de trabalho e a juntar vontades que ele, hoje, dia 10 de Junho, viu realizado, com a realização pela manhã da cerimónia de entrega oficial da bandeira do Grupo 264 – Barreiro da Associação dos Escoteiros de Portugal.

Por Jornal Rostos
Bruno Martins, iniciou a sua vida de escoteiro, no Agrupamento Marítimo nº 1180, da CNE, e, desde cedo sentiu o desejo de dar o seu contributo para abrir no Barreiro um grupo da Associação de Escoteiros de Portugal
“A opção era abrir um grupo e dar à comunidade uma opção ao nível do escotismo que não existia”, sublinhou numa breve conversa com o jornal «Rostos».
“Era injusto que a única opção que existia no Barreiro, para quem pretendesse ser escoteiro, para o ser tinha que ser Católico”, refere.
Hoje mesmo aderiram mais cinco
O sonho de Bruno Martins, de criar um grupo de escoteiros, aberto a quem entender, sem ter que ter qualquer opção religiosa ou ideológica, começou há seis anos.
Foram anos de trabalho e a juntar vontades que ele, hoje, dia 10 de Junho, viu realizado, com a realização pela manhã da cerimónia de entrega oficial da bandeira do Grupo 264 – Barreiro da Associação dos Escoteiros de Portugal.
E, ele próprio, fez o seu compromisso de Chefe de Grupo.
O novo Grupo de Escoteiros conta com 30 elementos – “hoje mesmo aderiram mais cinco”, refere Bruno Martins.
Segundo dados que nos foram facultados, há registos que na década de 30 existiu um Grupo da AEP no Barreio. Um grupo que, entretanto, acabou por se extinguir no tempo.
A AEP é uma oferta diferente no modelo de escotismo
A sede do Grupo de Escoteiros do Barreiro situa-se na R. Mário Pereira (junto à escola Mendonça Furtado) nas antigas instalações das oficinas da CP, um espaço cedido pela CP, num protocolo por três anos renováveis .
“Temos aqui um problema que gostávamos de resolver, não temos saneamento básico, nem abastecimento de água”, refere Bruno Martins.
O Chefe do Grupo m264, salienta o apoio que foi prestado pela CP e pela Câmara Municipal do Barreiro, que foram essências para o desenvolvimento do projecto.
De referir que a AEP – Associação de Escoteiros de Portugal conta no distrito de Setúbal com 15 grupos, sendo o mais antigo de Palmela e no Montijo já existe há 33 anos.
“A AEP é uma oferta diferente no modelo de escotismo, segue o pensamento do fundador Robert Baden-Powell, nós apostamos na formação com base na técnica”, salienta Bruno Martins.
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