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Perspectivas

Sinto-me preparado o cargo de presidente da Câmara Municipal do BarreiroProposta do PS para a Braamcamp não dá credibilidade a ninguém

Bruno Vitorino no Rotary Club do Barreiro defendeu a existência de uma entidade para dinamizar a actividade económica – “defendo o Barreiro Invest”, como incubadora de empresas e do empreendedorismo.

Defendeu a criação de um Museu – “que seja um projecto âncora, que funcione como lógica de âncora”.

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Sinto-me preparado o cargo de presidente da Câmara Municipal do Barreiro Proposta do PS para a Braamcamp não dá credibilidade a ninguém

Por Jornal Rostos

Bruno Vitorino, candidato do PSD à presidência da Câmara Municipal do Barreiro, na última reunião promovida pelo Rotary Club do Barreiro dedicada às eleições autárquicas, referiu que ao longo dos anos da sua actividade política foi “adquirindo competências” e – “sinto-me preparado para o exercício do cargo de presidente da Câmara Municipal do Barreiro”.
Sublinhou o trabalho que tem concretizado “pela minha terra como eleito”, assumindo pelouro, assim como através da sua acção como Deputado da Assembleia da República.
Recordou o trabalho realizado na Mata da Machada e na S.Energia – “foi uma ideia minha” que “liderei no processo de candidatura em conjunto com três concelhos” – Barreiro, Moita e Montijo.
“Tenho uma visão do concelho e do país, tenho experiência politica e tenho disponibilidade para servir o meu concelho”, referiu.

Um programa para o Barreiro

O candidato do PSD, salientou que tem uma lista que – “está preparada para gerir a autarquia”, salientando – “tenho a melhor lista”, “tenho independentes” e “temos um bom projecto”.
“É um programa para o Barreiro e não um conjunto de ideias vagas que podem ser apresentadas em Vila Real de Santo António ou em Vila Real, de Trás-os-Montes”, disse.
Referiu que as propostas que apresenta ao eleitorado são – “propostas para transformar o Barreiro, é difícil, mas não é impossível”.

Contam as pessoas

Bruno Vitorino, salientou que nas eleições autárquicas – “não há lógica das ideologias e clubites, contam as pessoas e eu posso beneficiar desta forma de pensar”.
“Apresento o melhor programa eleitoral que é um trabalho de reflexão, um trabalho de anos”, disse.

Uma terra hostil ao meu partido durante anos

No decorrer da reunião, o candidato social democrata respondeu a várias perguntas que foram sendo colocadas, num animado e vivo debate.
Recordou que o Barreiro – “foi uma terra hostil ao meu partido durante anos”.
Sobre Carlos Humberto, actual presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou que – “é uma pessoa dedicada e séria”, acrescentando que se for eleito presidente da Câmara, no final do mandato espera – “apresentar mais resultados”.

Actividade turística que não seja apenas casuística

Bruno Vitorino, salientou que “temos estratégia concreta para a área do Turismo”, valorizando a intervenção que foi feita na zona de Alburrica, com a construção dos Passadiços, disse, - “é uma ideia do Arquitecto Porfirio”.
Defendeu que o Barreiro pode ter uma actividade turística que não seja “apenas casuística” – “temos no Barreiro condições para atrair pessoas”.
Salientou que a Mata da Machada – “é um nicho” – que já atrai pessoas de vários pontos do Distrito de Setúbal, de Lisboa e do país.
Recordou que aquele é um espaço que se liga ao passado moageiro e industrial do concelho.

Um Museu projecto âncora

Defendeu a criação de um Museu – “que seja um projecto âncora, que funcione como lógica de âncora”.
“O que temos hoje no Barreiro é tudo casuístico, coloca-se umas velas nos Moinhos, tudo coisas isoladas”, disse.
Referiu que nos dias de hoje, no Seixal e Setúbal há entidades à procura de espaços para hotéis – “aqui nada”.
Questionou se o Barreiro Velho não deve ser encarado como uma área para estimular o alojamento local.
“Tem que ser a Câmara a ter uma estratégia e sensibilizar ps organismos públicos para atrair investidores”, referiu.
Sublinhou que recentemente a Santa Casa da Misericórdia do Barreiro vendeu três casas a estrangeiros.

A roda gigante não credibiliza

O candidato do PSD, comentou a proposta do Partido Socialista para a Quinta de Braancamp.
“A roda gigante não credibiliza”, disse, acrescentando – “é mau para todos os políticos”.
Teceu criticas ao abandono da Estação Fluvial.
A propósito da sua proposta de combate aos “grafitts” sublinhou que não tem nada contra a Arte Urbana recordando as intervenções de «Vhils» na Baía do Tejo – “tenho contra os rabiscos e os taggs” que sujam a cidade.
“A CMB não fiscaliza, não há autos passados para condicionar”, referiu.

Há incapacidade de atrair pessoas e de fixar pessoas

Bruno Vitorino, comentou a perda de população e o envelhecimento, assim como a incapacidade de criar emprego – “há outras terras que têm mais qualidade para ser dormitórios”, disse, dando como exemplo a Moita e Quinta do Conde.
“Há incapacidade de atrair pessoas e de fixar pessoas”, sublinhou.
“Há preconceitos ideológicos em relação às empresas e empresários”, referiu.
“Não há uma lógica para ajudar o comércio local”, salientou.

Defendo o Barreiro Invest

Defendeu a existência de uma entidade para dinamizar a actividade económica – “defendo o Barreiro Invest”, como incubadora de empresas e do empreendedorismo.
Recordou o trabalho que tem sido realizado entre a Câmara e a Baía do Tejo, como parceiros, nomeadamente em torno do projecto Lisbon South Bay.
Comentou que qualquer empresário que contacte o Gabinete do Empresário da Câmara Municipal do Barreiro , em conversa com os seus técnicos – “fogem”.

Terminal não está a ser estudado de forma séria

A propósito da construção do Terminal de Contentores do Barreiro, Bruno Vitorino salientou a importância da expansão do Porto de Lisboa que precisa de ser libertar de área portuária e encontrar um espaço na margem sul.
Recordou que esta foi uma decisão do anterior governo, que definiu se for tecnicamente viável e existirem investidores era um projecto para avançar no Barreiro, decisão que o actual governo não alterou.
Referiu que o existiu foi uma alteração na localização, questionando se esta decisão teve por “objectivo baralhar” e salientando que a Câmara Municipal do Barreiro, aprovou por unanimidade, um parecer contra a localização proposta pelo governo.
Salientou que esta matéria – “não está a ser estudada de forma séria”.
Por outro lado, sublinhou que o Barreiro deve ter uma estratégia e “não estar à espera da Terceira Travessia do Tejo e do Terminal”.

Ultrapasamos uma barreira

Bruno Vitorino, sublinhou que o Barreiro é um todo da cidade a Covas de Coina ou Penalva.
Referiu a temática das AUGI’s que se arrastaram durante 40 anos na procura de soluções e não resolveram.
Reconheceu que, com a actividade do Vereador Rui Lopo – “ultrapasamos uma barreira” recorrendo a fundos comunitários, sendo possível, neste momento acreditar.
Considerou que é preciso ultrapassarmos esta situação das AUGI’s para que no concelho do Barreiro seja criada outra centralidade.

Irei trabalhar com todos

O candidato do PSD, assumiu que caso não seja eleito presidente está disponível para aceitar pelouro, que será uma competência da Presidência da CMB – “irei trabalhar com todos”.
Defendeu a importância de valorizar o papel e contributo de Alfredo da Silva, como referência para o concelho do Barreiro.
Defendeu a implementação da vídeo vigilância e a necessidade de se encarar esta matéria “com realidade” porque “não é uma questão ideológica”.
Defendeu a implementação da Policia Municipal, de forma a que a autarquia disponha de meios para intervir e impor regras – “será uma fiscalização fardada”.
Referiu igualmente que não querendo que a autarquia perca receitas, irá continuar o seu empenho na redução das taxas do IMI – “temos Taxas de IMI mais caras do país”.

Não dá credibilidade a ninguém

Ainda sobre a proposta do Partido Socialista para a Quinta de Braamcamp, sublinhou que esta – “não dá credibilidade a ninguém”, manifestou a sua discordância com a criação de uma Piscina Artificial ao lado de praias naturais, - “que temos que explorar as suas potencialidades”.
Recordou que a zona é uma zona de sapal e natural, que é preciso recuperar as caldeiras.
Sobre o projecto do PS questionou a sua sustentabilidade, quais os investidores.
Comentou que falavam de uma roda gigante, cujo custo poderá rondar 70 milhões de euros, agora falam de uma roda da Festa do Avante - “tudo isto prima pela credibilidade”.
Salientou como positivo o investimento que está a ser feito – “a Muleta vem a caminho, é uma coisa magnifica”, porque contribui para uma lógica de turismo de visitação, para cuja implementação – “temos que ter uma resposta integrada”.
“As bicicletas que estão no Mercado deviam estar na Estação Fluvial e ali também devia estar um Posto de Turismo”, salientou.

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