«Se querem matar o Terminal do Barreiro haja coragem de o dizer»sublinhou Bruno Vitorino, na última reunião de Câmara
“Tudo farei para defender os interesses do Barreiro”, sublinhou Rui Braga, responsável pelo Planeamento.
Rui Lopo, vereador CDU, referiu que – “não aceitamos que haja guerrilha partidária numa matéria importante para o concelho”.

Por Jornal Rostos
“A morte anunciada do Terminal de Contentores do Barreiro”, com este título foi apresentada uma moção por Bruno Vitorino, vereador eleito pelo PSD a qual, após uma intensa discussão, foi retirada da ordem de trabalhos da última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro.
Alcântara vai matar o Terminal do Barreiro
O vereador social democrata referiu que a possibilidade de construção do Terminal de Contentores do Barreiro, na zona industrial da Baía do Tejo, tem um historial de 4 a 5 anos.
Recordou que o Conselho de Ministros aprovou uma estratégia para o aumento da competitividade portuária.
Bruno Vitorino sublinhou algumas matérias que o preocupam, nomeadamente o aumento de calado do Porto de Setúbal e o aumento de eficiência do Terminal de Alcântara, com duplicação da sua capacidade.
“O aumento de capacidade de Alcântara vai matar o Terminal do Barreiro”, disse.
Na sua opinião esta realidade vai desviar investimento privado, quer pelo aumento de capacidade de Setúbal, quer de Lisboa.
“Se querem matar o Terminal do Barreiro haja cortagem de o dizer”, sublinhou o vereador social democrata.
Bruno Vitorino salientou que os pressupostos em relação à construção do Terminal de Contentores do Barreiro “alteraram-se, isto já nada tem a ver com o processo”.
Tudo farei para defender os interesses do Barreiro
Rui Braga, vereador responsável pelo Planeamento, referiu que a posição do vereador do PSD é “uma visão catastrófica”, porque a oferta do Barreiro continua a ser a mesma.
O aumento da capacidade de Alcântara não reduz no Barreiro, acrescentando que o documento aprovado no Conselho de Ministros “inclui o Barreiro”.
“Tudo farei para defender os interesses do Barreiro”, sublinhou Rui Braga.
Na sua opinião a “morte anunciada não está anunciada”.
Avanços e recuos deste governo
Bruno Vitorino, criticou “os avanços e recuos deste governo” e considerou que existe uma estratégia que volta a colocar o Terminal de Alcântara no centro da expansão do Porto de Lisboa.
Na sua opinião enquanto esta situação de indefinições se mantiver, tal, vai impedir outros investimentos no território da Baía do Tejo.
Terminal tem que se adaptar ao Barreiro
João Pintassilgo, vice presidente da Câmara, referiu que “é possível e desejável o Terminal” no Barreiro, mas, acrescentou – “o Terminal tem que se adaptar ao Barreiro e não o Barreiro ao Terminal”.
“Queremos que o Terminal para o Barreiro seja compatível com o projecto de cidade”, disse.
Ter visão responsável para o futuro do concelho
Rui Lopo, vereador CDU, referiu que – “não aceitamos que haja guerrilha partidária numa matéria importante para o concelho”.
Sublinhou – “partilho de algumas preocupações de Bruno Vitorino”.
O autarca da CDU referiu que esta é uma matéria de dimensão estratégica para o concelho e sobre esta matéria é preciso – “ter visão responsável para o futuro do concelho”.
“Não fiquei descansado com a posição de João Pintasilgo”, disse.
Rui Lopo salientou que o Barreiro precisa do Terminal de Contentores – “porque somos centralidade da AML”.
“Não estamos a ficar com o que os outros não querem, estamos a aumentar a capacidade portuária do território”, sublinhou.
Recordou o muito trabalho desenvolvido pelo anterior executivo – “quantas vezes o Senhor Presidente teve que andar com este assunto ao colo”.
Uma oportunidade para o Barreiro
Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que – “todos vimos o Porto como uma oportunidade para o Barreiro, é um projecto estratégico”.
“Não vejo que a Resolução do Conselho de Ministros seja anunciar a morte do Terminal de Contentores do Barreiro”, sublinhou.
Estranheza sobre desenho do EIA
Rui Braga, vereador do Planeamento, manifestou a sua estranheza sobre e interrogou se o anterior executivo sabia do «desenho» do Terminal de Contentores que esteve na origem do Estudo de Impacto Ambiental.
Não nos cabe a nós fazer desenhos
Rui Lopo, em resposta, disse a Rui Braga para perguntar à Ministra, porque não é a Câmara que tutela a APL e – “não nos cabe a nós fazer desenhos”.
Por outro lado, sugeriu ao vereador que colocasse essa pergunta ao Arquitecto Paulo Lopes, que acompanhou todas as reuniões do Grupo de Trabalho.
1350 metros já não colide com a vossa visão de cidade
Bruno Vitorino, comentou o facto existir uma ligação das posições da nova liderança municipal com as posições do governo, recordou que anteriormente no estudo de impacto ambiental estar previsto um cais de 1500 metros, e agora que se aponta para um cais de 1350 metros – “isso já não colide com a vossa visão de cidade”.
Avançaram com um processo – “sem fazer o trabalho de casa”, porque “só agora é que se fala em redução”.
“O aumento de Alcântara não tem impacto no Barreiro. É espantoso. É espantoso este argumento”, sublinhou Bruno Vitorino.
“Vamos pedir reuniões à Senhora Ministra, para não sermos comidos por parvos”, acrescentou.
Uma nova moção mais consensual
Depois de toda a discussão, foi sugerido que a moção fosse retirada, de forma a ser elaborada uma outra moção, que seja consensual.
Frederico Rosa sugeriu que na primeira reunião de 2018, fosse apresentada uma posição sobre o Terminal que exprima a posição do executivo no seu conjunto e que tenha mais força.
A moção foi retirada da ordem de trabalhos.













