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Perspectivas

Uma moldura humana «abraçou» jovens artistas do BarreiroRecriar obras inexistentes de Santa Rita Pintor é uma referência na exposição

Os trabalhos realizados pelos alunos de Artes Visuais do 11º ano da Escola Secundária de Casquilhos, para além da recriação das obras de Santa Rita Pintor, proporcionam um encontro com os trabalhos dos “artistas futuristas” .

Uma exposição de muita qualidade, que espelha o nível de criatividade e qualidade técnica dos jovens alunos da disciplina de Artes Visuais da Escola Secundária de Casquilhos.

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Uma moldura humana «abraçou» jovens artistas do Barreiro Recriar obras inexistentes de Santa Rita Pintor é uma referência na exposição

Por Jornal Rostos

“A vossa presença e importante para os autores destas obras. Esta moldura humana valoriza este trabalho”, referiu Paulo Nunes, professor da Escola Secundária dos Casquilhos que coordenou o projecto de Artes Visuais evocativo do centenário da publicação da revista «Portugal Futurista».
“Se não houver ninguém para ver as obras, as obras não têm significado”, acrescentou.
Paulo Nunes, agradeceu o contributo da Câmara Municipal do Barreiro e dos técnicos do Auditório Municipal Augusto Cabrita – “por abrir este espaço aos jovens artistas” e desta forma cumprir - “um papel de serviço público”.

Recriar a obra de Santa Rita Pintor

Referiu que os trabalhos expostos foram o resultado do estudo desenvolvido em torno do centenário da publicação da revista « Portugal Futurista», uma publicação literária e artística que marcou o modernismo português.
Sublinhou que no âmbito do projecto foi elaborado um estudo especifico em torno das obras de Santa Rita Pintor, tendo sido recriadas as suas obras de Santa Rita Pintor publicadas na revista Orpheu nº 2 em 1915, editadas a preto e branco, mas recriadas com estudo de cor com base em obras da época, contribuindo para estudar as características plásticas e estéticas do Modernismo português.
Paulo Nunes, recordou que o centenário da morte Santa Rita Pintor, é assinalado no próximo dia 29 de Abril.
“Ele destruiu todos os seus quadros, antes de se suicidar. Só existindo uma obra sua, que também está reproduzida nesta exposição. Foi recriada por Eduardo Silva”, disse Paulo Nunes.
Paulo Nunes, salientou que a recriação das obras que “já não existem”, de Santa Rita Pintor e trazer “à luz dez das obras que não existem”, é uma das referências de relevo desta exposição.
Por outro lado, referiu que a exposição também é um contributo para que os trabalhos dos alunos saiam do espaço académico e sejam partilhados com a comunidade.

Somos um agrupamento cada vez mais vivo

Luís Rino, Director do Agrupamento de Escolas de Casquilhos, expressou o seu orgulho pelos trabalhos expostos que são uma prova de ”artistas que vão ser”, pela “grande qualidade dos trabalhos”.
Este, disse, é um dos dias “importante do Agrupamento”, estabelecendo a ponte com outro evento, o dia em que a “escola é transformada em espaço ligado à arte”.
“Somos um agrupamento cada vez mais vivo”, sublinhou Luis Rino.

Exposição valoriza este espaço de cultura

A encerrar a cerimónia de abertura da exposição «Portugal Futurista 1917 - 2017», Sara Ferreira, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área da Educação, referiu que a exposição valoriza – “este espaço de cultura do Barreiro” e salientou a importância da ligação à escola à comunidade e aos espaços culturais.

Uma exposição a visitar no AMAC – Auditório Municipal Augusto Cabrita, até ao próximo dia 20 de Maio. A não perder!

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