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Perspectivas

«O que se passa nas urgências dos hospitais do distrito de Setúbal é uma vergonha»Rui Rio quer divulgados nomes das empresas que «ficaram a dever milhões»

“O povo tem o direito de saber”, disse Rui Rio, ontem à noite no Barreiro, “pela transparência, todos devemos saber quem ficou com essa verba”, que deu origem a injectar na CGD 4 mil milhões e no Novo Banco 3,9 mil milhões.

“Estou muito preocupado com a área da saúde”, disse Bruno Vitorino, líder social democrata do distrito de Setúbal, dando exemplos de 460 dias de espera, por uma consulta de oftalmologia, no Hospital do Barreiro, e a existência de 200 mil utentes sem médicos de família.

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«O que se passa nas urgências dos hospitais do distrito de Setúbal é uma vergonha» Rui Rio quer divulgados nomes das empresas que «ficaram a dever milhões»

Por Jornal Rostos

O presidente do PSD, Rui Rio, esteve ontem à noite no Barreiro, no GDR «Os Leças», marcando presença na tomada de posse dos órgãos distritais de Setúbal do PSD e da JSD, assim como do Grupo de Trabalho da Secção Temática do Distrito de Setúbal da Saúde, que será englobada no Conselho Estratégico Nacional.
Na assistência diversos deputados eleitos pelo distrito de Setúbal, entre eles, a ex- Ministra das Finanças Maria Luis Albuquerque e a ex-Governadora Civil de Setúbal, Maria das Mercês Borges.

Combater a inércia deste governo

João Louro, líder da JSD do Distrito de Setúbal, começou por referir que – “tudo faremos para que o Drº Rui Rio, seja o próximo Primeiro Ministro de Portugal”.
Salientou que vai ser desenvolvido um trabalho politico com o objectivo de revitalizar as 13 concelhias da JSD do Distrito de Setúbal.
Como linhas prioritárias apontou as áreas da educação e saúde, visando combater “a inércia deste governo”.

Na europa os jovens que mais tarde saem da casa dos seus pais

Margarida Balseiro Lopes, líder nacional da JSD, alertou para a existência em Portugal de “uma geração adiada” que sendo “a mais formada de sempre”, não consegue projectar o seu futuro e vive de vencimentos de 500 euros.
“Estes jovens estão fartos de diagnósticos” , disse, acrescentando que os jovens querem um modelo de sociedade que – “vá ao encontro dos seus projectos de vida”.
Referiu a importância dos projectos de arrendamento de habitação para os jovens, sublinhando que – “os jovens portugueses são ao nível europeu aqueles que mais tarde saem da casa dos seus pais”.
Por fim, sublinhou fundamental que seja realizado um trabalho politico que – “reforce a credibilidade das juventudes partidárias”

A média do IMI é a mais alta do país

Bruno Vitorino, líder distrital do PSD, referiu a importância do trabalho politico de proximidade, sublinhou que o Distrito de Setúbal tem “oportunidades” e “problemas”.
Sublinhou que sendo este um distrito de esquerda – PCP e PS – é aquele onde a média do IMI é a mais alta do país – “o principio local” de impostos é contrário ao que defendem ao nível nacional.

Aumento de criminalidade no distrito

O líder distrital do PSD, sublinhou a situação de aumento de criminalidade no distrito que ocupa a 3ª posição ao nível nacional – “não somos o distrito com mais população”, referindo Braga como tendo mais população – “mas os nossos indicadores de criminalidade grave e violenta são o triplo de Braga”.
Defendeu a urgência do reforço dos meios da Policia de Segurança Pública e da Guarda Nacional Republicana.

Na travessia fluvial há o caos

Bruno Vitorino, alertou para os problemas de mobilidade, salientando que na travessia fluvial “há o caos, já não há horários”.
Disse que é necessário resolver os problemas da SOFLUSA e criticou a inação do governo.

O que se passa nas urgências dos hospitais é uma vergonha

“Estou muito preocupado com a área da saúde”, disse o líder social democrata, dando exemplos de 460 dias de espera, por uma consulta de oftalmologia, no Hospital do Barreiro, e a existência de 200 mil utentes sem médicos de família.
“O que se passa nas urgências dos hospitais do distrito de Setúbal é uma vergonha”, afirmou.
Referiu que o governo não resolve as situações, é tudo – “herança de anos atrás, a culpa não é deste governo, é do outro” e nada resolvem – “isto tem que ser resolvido”, todos temos que expressar – “a nossa indignação”.
“Este ministro é uma nulidade”, disse.

Ajudar Portugal a sair do marasmo

A finalizar, Bruno Vitorino, afirmou – “não acho que seja impossível bater o Drº António Costa”, disse, acrescentando que –“temos que fazer história e ajudar Portugal a sair do marasmo”.
“Nós no Distrito de Setúbal gostamos de desafios difíceis”, referiu.

Um novo espaço de militância

Rui Rio, líder nacional do PSD, expressou a sua satisfação de ver no Barreiro – “uma sala cheia”.
Referiu que o PSD “carece de um novo espaço de militância, saudando a tomada de posse do Grupo de Trabalho Temático, na área da saúde, o primeiro no país
Salientou que estes grupos de trabalhos permitem criar espaços de discussão e pode ser aberto a pessoas que não sejam militantes do PSD.

Base de sustentabilidade do partido

Rui Rio, defendeu a necessidade de desde já se iniciar o trabalho politico de preparação das autárquicas de 2021 – “não tem nada a ver com o passar por cima das eleições de 2019” – trata-se que as autárquicas – “dão a base de sustentabilidade do partido”.
Neste contexto defendeu a necessidade de se acompanhar no terreno o que as Câmaras vão fazendo, conhecer as fragilidades, os pontos fracos e pensar pessoas que estejam interessadas na politica autárquica.

Reforma no sector da Justiça

Rui Rio defendeu a urgência de uma reforma no sector da Justiça – “nenhum partido faz esta reforma sozinho”.
Sublinhou que a lentidão da justiça pode por em causa o estado democrático.
“É preciso que a lei seja aplicada em tempo, quem não cumprir a lei é punido”, disse.

Acordo sobre fundos comunitários

O líder do PSD, divulgou que – hoje, dia 18 de Abril – será assinado um acordo com o governo relativo a fundos comunitários para o ciclo 2021- 2027, o «Portugal 2030», uma matéria que vai passar por diversos governos.
“É importante chegar a Bruxelas com posição forte”, disse porque tal pode proporcionar mais verbas.

Uma real estratégia de descentralização

Rui Rio, referiu igualmente que será assinado um Acordo sobre descentralização para as autarquias, de forma a desenvolver-se “uma real estratégia de descentralização”.
Vai ser criada uma Comissão Técnica que irá estudar modelos de outros países e até Julho de 2019 apresentará um ante-projecto, de passagem para os municípios de competências e meios financeiros.
Recordou que mais perto faz-se melhor e mais barato, é este o principio.
O objectivo, disse, é que Portugal a médio prazo seja um estado governado de forma diferente.

Um governo sem ambição

O líder do PSD, afirmou ainda, que o governo tem pouca ambição – “é um governo sem ambição” ao nível do crescimento económico.
“Daqui a cinco anos estamos mais atrasados em relação às médias europeias”, disse.
Lamentou que o governo não baixe o IRC, até o aumentou 2%.
“Nós não temos nada que as empresas tenham lucro, é o lucro que cria riqueza e dá crescimento económico”, sublinhou.

Aumento na função pública

Rui Rio, alertou para o facto da diminuição do desemprego ser concretizada à custa de criação de empregos que pagam menos salários, e, apontou a necessidade de serem criados empregos de qualidade.
Defendeu o aumento dos salários na função pública.
“O aumento na função pública são 300 milhões de euros”, recordou.

Empresas que ficaram a dever milhões

E exigiu que sejam divulgados os nomes das empresas que “ficaram a dever milhões” que “são uma dúzia ou meia dúzia” e que “somos nós que estamos a pagar com os nossos impostos”.
“O povo tem o direito de saber”, disse, “pela transparência, todos devemos saber quem ficou com essa verba”, que deu origem a injectar na CGD 4 mil milhões e no Novo Banco 3,9 mil milhões.

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