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Bruno Vieira Amaral nas próximas eleições já vota no BarreiroChalana enviou-me uma mensagem que senti como um prémio literário

. A história dos TCB é a história da cidade do Barreiro

O escritor ontem à noite na Biblioteca Municipal do Barreiro, divulgou que já está editado e aguarda data para o seu lançamento o livro que começou a escrever há dois anos a convite dos TCB’s – Transportes Colectivos do Barreiro, para assinalar os 60 anos dos transportes da cidade.

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Bruno Vieira Amaral nas próximas eleições já vota no Barreiro Chalana enviou-me uma mensagem que senti como um prémio literário

Por Jornal Rostos

O escritor Bruno Vieira Amaral, ontem à noite, na Sala de Leitura da Biblioteca Municipal do Barreiro, conversou sobre o seu percurso literário e comentou a sua relação com o livro.

Os meus livros acabam por ter alguma coisa com a região

A iniciativa foi promovida pela Câmara Municipal do Barreiro para assinalar o Dia Internacional do Livro e Direitos de Autor.
Bruno Vieira Amaral recordou que – “a minha ligação ao Barreiro é umbilical, nasci no Barreiro ”.
Referiu – “os meus livros acabam por ter alguma coisa com a região”.

Uma mensagem que foi como um prémio literário

Recordou que o seu último livro - «Manobras de Guerrilha» - começa precisamente com um texto dedicado a Chalana, um texto que escreveu com muito entusiasmo, publicado em Março de 2014, no Jornal «Público», no Suplemento P2, embora inicialmente a sua publicação estivesse marcada para o jornal «Expresso».
Após a publicação recebeu um agradecimento de Chalana – “ele enviou-me uma mensagem, foi como um prémio literário”.

A história dos TCB é a história da cidade do Barreiro

O escritor divulgou que já está editado e aguarda data para o seu lançamento o livro que começou a escrever há dois anos a convite dos TCB’s – Transportes Colectivos do Barreiro, para assinalar os 60 anos dos transportes da cidade.
Revelou que é um livro escrito com base em testemunhos de pessoas relacionadas com os TCB’s de funcionários a políticos.
“A história dos TCB é a história da cidade do Barreiro, através daquela história constrói-se a história da cidade e como foi mudando ao longo dos tempos”, disse.
“Não é um livro meu, é sobre a história dos transportes do Barreiro é um livro do Barreiro”, referiu.
Salientou a importância do «trabalho extraordinário» de design que dá ao livro uma componente visual muito forte.
O lançamento do livro, segundo referiu Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, presente na sala, aguarda que se encontre uma data com simbolismo para os TCB.

Há livros que quero perto de mim

Bruno Viera Amaral, no decorrer da conversa, divulgou que andou durante algum tempo à procura de uma casa para voltar ao Barreiro e que já está decidido – “nas próximas eleições já voto no Barreiro”.
Comentou o facto de nas muitas casas que visitou – “não tinham livros, uma casa que não tem livros falta-lhe qualquer coisa de essencial”.
Recordou que cresceu num casa com poucos livros e que foi a Biblioteca Pública do Vale da Amoreira que lhe permitiu o acesso aos livros.
“Eu não me sentiria bem sem livros, sem ter livros. Há uma relação de posse material, preciso saber onde está o livro. Há livros que quero perto de mim”, disse.
“Ter a posse material e física do livro faz parte dessa relação que temos com os livros”, acrescentou.

Os livros inscritos na vida

A finalizar Bruno Vieira Amaral, sendo o Dia Internacional do Livro, partilhou os livros que o marcaram e que estão inscritos na sua vida, desde a poesia de Fernando Pessoa, que leu numas férias na Praia da Zambujeira, em n1995.
Recordou as suas leituras de José Luís Borges – que inicialmente leu e não percebeu, e não percebeu porque uma professora de Filosofia – Isabel Correia Silva, aconselhou-o a ler. Era um livro de Ensaios.
“É hoje o livro mais sublinhado que eu tenho. Um livro que fez-me ter vontade de descobrir autores.”, disse.
Referiu obras como Madame Bovary, Crime e Castigo, Hiroshima – que leu em e-book, mas teve que comprar o livro – “precisava de ter o livro”.
Sublinhou a importância do livro «Anjo Pornográfico» de Rui Castro, uma obra que lhe proporcionou -“ver a vida como ela é…”, e também Recordou um ensaio de Margaret Atwood que contribui para estabelecer um encontro com rituais e relações com a morte, como sentir o – “resgatar os nossos mortos”.
A finalizar referiu o livro «A Angústia da Influência – uma teoria da poesia».

Desafio da incompreensão

Para Bruno Vieira Amaral, os livros são uma porta de entrada para outras coisas – “há livros que nos desestabilizam, falam de coisas que nós não entendemos”.
Salientou a importância desse “desafio da incompreensão”, que “produz curiosidade” e “mexe em nós, para queremos saber mais”.

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