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«Pedaços de Escrita» de Emanuel Góis na Biblioteca Municipal do Barreiro«A poesia é o sentimento que escrevo. Liberta-me!»

Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu a amizade que desde sempre ligou a sua família a Emanuel Gois, e, confidenciou – “habituei-me a vê-lo como um exemplo”.

“Nem toda a gente pode ser poeta, como nem toda a gente pode ser feliz. Cada um tem uma forma de ver a vida que é única”, disse Helena Gonçalves, Magistrada do Ministério Público, oradora convidada.

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«Pedaços de Escrita» de Emanuel Góis na Biblioteca Municipal do Barreiro «A poesia é o sentimento que escrevo. Liberta-me!»

Por Jornal Rostos

No Auditório da Biblioteca Municipal do Barreiro realizou-se, ontem à tarde, a sessão de apresentação do livro «Pedaços de Escrita» de Emanuel Góis
Ana Gois, apresentou os convidados do autor, Amélia Militão, autora da obra que ilustrou a capa; Eugénia Costa, que declamou poemas; Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, e, Helena Gonçalves, que redigiu o prefácio e apresentou o novo livro de poesia de Emanuel Góis.
A sessão começou e encerrou com belos momentos musicais, proporcionados, ao piano, por Marco Rodrigues.

Poeta não é qualquer um

Helena Gonçalves, Magistrada do Ministério Público, oradora convidada, salientou o respeito e amizade que nutre pelo autor – “tenho uma enorme consideração por si e isto não são palavras de circunstância”, disse, acrescentando, que o título de «doutor» qualquer um pode ter, agora “poeta não é qualquer um”.

É mais transparente que aquilo que parece

Salientou que Emanuel Góis foi sempre um lutador pelos direitos dos seus clientes e que na relação que manteve com ele na vida profissional, muitas vezes, interrogava-se “com os olhos”.
“É mais transparente que aquilo que parece”, referiu.
Helena Gonçalves, na sua intervenção, referiu que quando lê um livro nunca lê o prefácio, e, neste caso ao aceitar este convite, procurou fugir à tentação de fazer um resumo, procurando, escrever com objectividade sobre a doçura dos versos e por vezes a ira.
Sublinhou que leu o livro avidamente e que ficou mais desperta para o seu conteúdo quando finalizou a leitura – “foi para mim um balão de oxigénio”.

Ser poeta é um acto de coragem

“Nem toda a gente pode ser poeta, como nem toda a gente pode ser feliz. Cada um tem uma forma de ver a vida que é única”, disse Helena Gonçalves.
Sublinhou que o poeta dá a conhecer o seu interior, a sua experiência de vida – “o poeta atinge o nível óptimo de percepção e transparência consigo mesmo”, de tal forma que consegue – “transformar o feio em belo”.
“Ser poeta é um acto de coragem, o poeta expõe-se e revela a sua alma”, afirmou.

Continue a ser um exemplo

Frederico Rosa, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, referiu a amizade que desde sempre ligou a sua família a Emanuel Gois, e, confidenciou – “habituei-me a vê-lo como um exemplo”.
Referiu que Emanuel Góis – “é a razão porque me dediquei a esta causa e à cidade”.
Expressou os votos que poeta – “continue a ser um exemplo a inspirar outros, como me inspirou a mim”.

A poesia é o sentimento que escrevo

Emanuel Góis, expressou a sua satisfação de ver naquela tarde de sábado, um auditório repleto de amigos, com quem sente a alegria de partilhar mais um livro.
Agradeceu a todos e aos seus familiares e recordou que o Barreiro é uma terra que tem a vantagem de conhecermos a todos, isto para anunciar que está a dar os passos pelo seu primeiro romance e terá que ter cuidado com alguns casos verídicos.
Divulgou a recente criação de uma Tertúlia de Autores e Poetas Locais, para puxar e juntar todos os que se dedicam a escrever e criar.
O poeta salientou que quando escreve, depois, não revê o que escreve, porque – “não gosto de poemas fabricados”.
“A poesia é o sentimento que escrevo. Liberta-me!”, disse.

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