Temática da reabilitação em debate na EST Barreiro aproxima o Instituto Politécnico de Setúbal da região«Estratégia de fachadismo» não é reabilitação

Por Jornal Rostos
Na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, ontem à tarde, realizaram-se as Jornadas de Conservação e Reabilitação – JCORE 2018, uma iniciativa do Curso de Mestrado de Conservação e Reabilitação de Edificado
Importância das matérias para a região e para o país
Pedro Ferreira, Director da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, na abertura sublinhou a importância das temáticas agendadas e afirmou a extrema importância destas matérias para a região e para o país.
Referiu que nas jornadas, quer pelos assuntos, quer pelos participantes, estavam reunidas condições para uma ampla discussão e a aquisição de contributos para o desenvolvimento de conhecimentos.
“A Escola Superior de Tecnologia do Barreiro é local adequado para realizar este debate”, disse.De
referir que nos assuntos abordados nestas jornadas, estiveram – a conservação e reabilitação de edifícios, em Portugal, tendo sido apresentados casos do Barreiro, a abordagem da relação entre a reabilitação e o reforço sísmico, a temática da eficiências energética.
Interagir com o meio
Pedro Dominguinhos, presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, salientou que estas iniciativas são relevantes no processo de aprendizagem e contribuem para dinamizar a interacção da escola com o meio – “esta é uma das nossas diferenças”.
“Se não interagirmos com o meio não estamos a cumprir a nossa missão”, salientou.
O presidente do Instituto Politécnico de Setúbal,
sublinhou a importância que a investigação assume no ensino superior, e, recordou num tempo que se faz a discussão sobre a competência do ensino politécnico atribuir o grau de doutor, é fundamental que se aprofundem as práticas de investigação.
Pedro Dominguinhos, referiu que, para que exista evolução nos cursos é crucial ter interacção, ter os estudantes a trabalhar com as empresas, privilegiando uma investigação aplicada.
Aproximar da região
“A nossa capacidade de prestação de serviços”, ou “a nossa responsabilidade socia” salientou o presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, “é crucial para alcançarmos a nossa missão”.
Referiu que esta iniciativa sobre a temática da reabilitação aproxima o Instituto Politécnico de Setúbal da região.
Degradação no Parque Habitacional
Eugénia Santos, Coordenadora do Mestrado em Conservação e Reabilitação de Edifícios, recordou que “reabilitação” – “é o conjunto das atitudes de uma comunidade que contribuem para perpetuar o património e os seus monumentos”.
Referiu diversos aspectos da evolução do conceito “reabilitação”, desde o século XIX, com Viollet-le Duc e a «Carta de Veneza», e, as aplicações no terreno, a partir dos anos 70, ao nível europeu e em Portugal, com a criação de Gabinetes Técnicos Locais, para incentivas a reabilitação do edificado, devido à degradação no Parque Habitacional, durante muitos anos, devido às rendas baixas, que desmotivavam a reabilitação.
Reabilitação de Centros históricos
Eugénia Santos. sublinhou a importância de alguns programas – RECRIA e SRU ( em 2004, e, agora a existência do IFRRU, no âmbito do Portugal 2020.
Salientou o contributo que este programa pode dar no âmbito de projectos de eficiência energética, na recuperação de centros históricos e regeneração de Bairros degradados.
Sublinhou a importância de reabilitação de Centros históricos inserida numa estratégia de Turismo Local.
Fachadismo não é reabilitação
Teceu comentários críticos ao que definiu a “estratégia de fachadismo” que tem por base manter as fachadas dos edifícios e derrubar todo o seu interior – “isto não é reabilitação”, disse.
Sublinhou a importância de duas vertentes de acção a considerar no âmbito da reabilitação urbana – a reabilitação energética e a reabilitação sismica.
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