Barreiro – 40% do edificado carece de reparaçãoHá no concelho 5.212 fogos vagos
Na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro do Instituto Politécnico de Setúbal, no decorrer das Jornadas de Conservação e Reabilitação – JCORE 2018, Rui Braga, Vereador responsável pela área do Planeamento, referiu que no concelho do Barreiro há 20.800 fogos que carecem de ser reparados.

Por Jornal Rostos
Rui Braga, na sua intervenção nas Jornadas de Conservação e Reabilitação, referiu que esta é uma matéria que “estamos a alocar há muito tempo”, sendo uma temática que, disse, “é encarada por nós num sentido mais lato”, porque, “não ficamos no edificado”.
“Este é um desafio que temos que superar como cidade”, afirmou, salientando que este desafio tem a ver com a qualidade de vida, de forma a poder existir mais oferta, a estratégia é reabilitar a cidade.
O autarca recordou que em Portugal, 62% da população vive em centros urbanos.
Reabilitar as AUGI’s também é regeneração
O vereador responsável pela área do planeamento, recordou que no concelho do Barreiro existem as AUGI’s, áreas que considera devem ser reabilitadas, para criar mais qualidade de vida.
Referiu que reabilitar as AUGI’s também “para nós é regeneração”.
No concelho do Barreiro há 5.212 fogos vagos.
Rui Braga, salientou que no concelho do Barreiro estão definidas duas áreas de reabilitação urbana – a ARU – área do Barreiro antigo, e, a ARU – área do conceleho.
Salientou que no concelho do Barreiro existem cerca de 52 mil fogos, dos quais 20.800 carecem de reabilitação – “são 40% com necessidade de reparação”.
O autarca sublinhou que para reabilitação do edificado no concelho é necessário um investimento de 499.200 milhões de euros.
Recordou que no concelho do Barreiro há 5.212 fogos vagos.
Uma grande oportunidade de reabilitação urbana
Rui Braga, salientou que a regeneração urbana no concelho do Barreiro é importante para “restituir a estima pública” e “regeneração moralmente”.
É uma área de intervenção que tem dimensão social, contribui para aumentar a actividade económica e dinamizar a competitividade do concelho.
O autarca referiu que há outros negócios que vão pressionar a regeneração urbana – o novo aeroporto de Lisboa, no Montijo e o Terminal de Contentores do Barreiro.
Na sua opinião, para o Barreiro, existe pela frente uma grande oportunidade de reabilitação urbana.
Recordou que o Barreiro foi pioneiro na criação de um Gabinete do IFRRU.
Reabilitar o centro da cidade
Rui Braga, deu alguns exemplos de intervenções que a Câmara Municipal do Barreiro está a dinamizar, visando a reabilitação urbana.
Referiu que uma matéria que une os barreirenses é “o nosso património”, muito dele, edificado que está emparedado.
Nesse sentido, a autarquia vai trazer para a sua responsabilidade edifícios emblemáticos, nomeadamente o Armazém de Víveres – onde vai nascer o Museu do Desporto – e, o Dormitório da CP – que será destinado a instalações da Assembleia Municipal do Barreiro.
A intervenção nestes edifícios e na zona envolvente, disse, vai reabilitar o centro da cidade e dar mais qualidade de vida.
Por outro lado, divulgou que o Palácio de Coimbra, vai ser reabilitado e destina-se ao novo Teatro Municipal do Barreiro.













