Centro de Formação de Professores Barreiro – MoitaVai ter professor destacado para desenvolver o trabalho da autonomia curricular

Por Jornal Rostos
A Associação Nacional de Professores
de Informática, promoveu, hoje, no Auditório Municipal Augusto Cabrita uma Conferência tendo como tema global – «As Tecnologias no âmbito da flexibilidade e autonomia curricular».
Este evento foi enquadrado na programação da Feira Pedagógica.
Cooperação entre professores.
José Vítor Pedroso, Director-Geral da Educação, hoje, no decorrer da Conferência «Enquadramento e Abordagens Metodológicas no âmbito da Autonomia e Flexiblidade Curricular» defendeu que é fundamental que na escola exista cooperação entre professores.
Quase não temos tempo para a reflexão
José Pedroso, recordou que no mundo actual as novas tecnologias facilitam e complicam a vida, porque pelo acesso à informação e acesso à comunicação – “quase não temos tempo para a reflexão”.
Recordou que a sala de aula muitas vezes é como “avião”, fica desligada de tudo e até da relação com a comunidade.
Aprendizagem é interdisciplinar
Neste contexto, defendeu que é necessário acabar com as barreiras que existem com o mundo e com a comunidade.
Na escola, disse, é fundamental a cooperação entre professores, assim como, é fundamental que se planifique trabalho em equipa.
“O mundo não é feito de pequenas áreas estanques, o conhecimento, a aprendizagem é interdisciplinar”. salientou.
Fundamental trabalhar as competências
Referiu que, hoje, é fundamental trabalhar com os estudantes as competências que vão utilizar, aquelas com as quais, eles, vão trabalhar nos anos 20 e 30.
Recordou que hoje, nas escolas, ainda, são utilizadas metodologias de há 10 pu 20 anos atrás, fazem parte da «cultura de escola», ou eram, porque o tempo tem mudado muito.
Salientou a necessidade de reflexão entre o conjunto de pessoas que trabalham na escola, nomeadamente, sobre qual o “perfil do aluno” quando sair do ensino obrigatório.
O documento que foi produzido sobre esta temática «o perfil do aluno», disse, deve ser o documento orientador.
A escola não é um aquário fora das tecnologias
No âmbito da definição do «perfil do aluno», salientou duas vertentes orientadoras – a definição de áreas de competência e os Valores.
Considerou, ao nível de competências, que neste contexto as TIC são fundamentais – “porque estão por todo lado”.
“A escola não é um aquário fora das tecnologias”, referiu.
Recordou o papel fundamental das tecnologias no acesso a fontes documentais e à sua credibilidade, no plano da informação e comunicação, acrescentando a necessidade de se transformar a informação em conhecimento.
Sublinhou que este é um processo longo, porque a mudança não se faz de um dia para o outro, por isso, é preciso faze, discutir e monitorizar.
Não queremos cidadãos amorfos
José Pedroso, salientou que “não queremos cidadãos amorfos”, por essa razão, considerou necessário valorizar o pensamento critico e o pensamento criativo, para que se desenvolvam novas ideias e soluções.
Desenvolver o trabalho da autonomia curricular
Recordou que estamos num processo de grande globalização.
Como atingir as competências? interrogou.
Referiu que por todo o país 230 escolas, estiveram a trabalhar neste projecto curricular, que visa incentivar o trabalho colectivo e participação entre escolas.
“As escolas do Barreiro deviam discutir estas metodologias, debater os sucessos e insucessos”, disse.
Divulgou que, no próximo ano lectivo, em cada centro de Formação vai existir um professor cuja função é desenvolver o trabalho da autonomia curricular, de forma a ser criada uma rede de escolas, que acompanhe quer a formação formal, quer informal.
Aprendermos uns com os outros
José Pedroso lançou o desafio às escolas para que se visitem umas às outras, para que façam reuniões de grupos, que se aprofunde a necessidade de aprendermos uns com os outros.
“O Erasmus português é ir uns ao encontro dos outros”, disse.
Participação dos pais na escola e na sala de aula
Após a sua intervenção, num debate moderado por Helder Costa, foram analisadas diversas matérias.
“É fundamental a participação dos pais e das famílias nas escolas, porque a escola não consegue ser responsável por toda a educação da criança”, disse José Pedroso.
Referiu que apesar da vida profissional dos pais não lhes permitir ligação à escola, e, ainda, por muitas a ligação dos pais à escola ser por razões de comportamentos, é necessário que se incentive a participação dos pais na escola e na sala de aula.
Recordou que há um projecto europeu, que conta com 10 escolas em Portugal, cujo objectivo é trazer os pais para a sala de aula, proporcionar aos pais um conhecimento da sala der aula, é um projecto de porta aberta.
O amor pela profissão
José Pedroso, acerca da motivação ou desmotivação dos professores, sublinhou que os professores são pessoas que gostam da sua profissão – “o amor pela profissão existe num grande número de professores”.
Na sua opinião o desenvolvimento do trabalho de equipa, a autonomia e a criatividade, são valores que, disse, vão motivar os professores.
Será perante os resultados, que os professores se irão motivar do ponto de vista emocional, mas, acrescentou, ser importante valorizar os professores do ponto de vista financeiro.
Escola não está preparada para a internet
José Pedroso, sublinhou ainda que as escola não está preparada para as novas tecnologias, este é um desafio, preparar a escola para receber a internet.
Neste contexto referiu que devem ser os engenheiros e conhecedores da matéria a preparar o futuro. ´













