Barreiro uma terra de todos e para todosPromover a multiculturalidade, combater a xenofobia e o racismo
“Este é um momento de união e de integração, é um festival que faz do Barreiro um exemplo da luta contra o racismo”, disse Pedro Santarém, da Associação Africana.

Por Jornal Rostos
Ontem, no começo da noite, no Palco Culturas, junto ao Forum Barreiro, arrancou a 9ª edição do Festival Encontros – Sons, Cores, Saberes e Sabores.
Um Festival que conta com três palcos, vivido com muita animação e onde podem ser apreciados os sabores do mundo.
Há uma zona de artesanato e especiarias, que procuram homenagear e dar a conhecer as várias comunidades de imigrantes que residem no Barreiro.
A 9ª edição do Festival Encontros que pela primeira vez ocupa um novo espaço na zona central da cidade continua, hoje, dia 7 de Julho, com um programa marcado pela música, dança e muita diversidade cultural.
Estreitar a amizade entre as diversas comunidades
Na sessão de abertura falaram representantes de diversas instituições que integram a Comissão Organizadora, algumas pela primeira vez.
André Pinotes Batista, presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, recordou que o Barreiro é e sempre foi uma terra de encontros.
A representante da Rumo, Susana Santos, salientou a importância deste Festival para estreitar a amizade entre as diversas comunidades, ideia que foi igualmente sublinhada por Paula da associação NÓS, que pela primeira vez integra a Comissão, situação que disse, faz todo o sentido pelo trabalho que desenvolvem com migrantes.
Barreiro é a minha casa
Rodic, da associação moldava MIORITA, sublinhou que o Barreiro – “é a minha casa” e sente que vive aqui como se estivesse no seu país.
Emocionada evocou o nome de Lara – técnica da Câmara Municipal do Barreiro, que esteve na génese do Festival, mas que se encontra numa situação de convalescença, referiu Mónica, que deixou de desempenhar funções na Câmara Municipal do Barreiro e ofereceu-lhes um ramo de flores – “cravos”.
Uma referência na região
Marta Baeta, que desenvolve um projecto no Quénia, também pela primeira vez participa na organização do Festival, expressou a sua satisfação por se realizar este evento no Barreiro.
O representante da associação angolana que participa desde a 1ª edição, salientou que este festival – “é uma referência na região”.
Promover a multiculturalidade
Pedro Santarém, da Associação Africana, salientou que a realização do Festival é o culminar de um trabalho que se realizou ao longo de todo o ano, um trabalho que não se vê, mas de grande importância para promover a multiculturalidade, combater a xenofobia e o racismo.
“Este é um momento de união e de integração, é um festival que faz do Barreiro um exemplo da luta contra o racismo”, disse.
Já fazemos parte das tradições portuguesas
O Secretário da Embaixada da Moldávia, agradeceu à Câmara Municipal do Barreiro o acolhimento que sempre deu à associação moldava e salientou que Portugal é uma terra de encontros – “nós já fazemos parte das tradições portuguesas”.
Uma terra de todos e para todos
Sara Ferreira, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área Cultural, agradeceu o envolvimento dos técnicos da Câmara Municipal do Barreirona organização do festival.
Referiu que o Barreiro é uma terra que recebe gente de todo o lado – “uma terra de todos e para todos”.
O Festival prossegue hoje, dia 7 de Julho, com muita animação, artesanato, música e dança, junto ao Forum do Barreiro.
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