Ministro do Ambiente anunciou no BarreiroPlano Nacional sobre Alterações Climáticas em discussão pública em Agosto e Setembro
Esta realidade, disse, exige que o país se adapte e tenha que agir muito mais.

Por Jornal Rostos
João Matos Fernandes, referiu que uma das razões que leva Portugal a sofrer dos efeitos das alterações climáticas reside no facto da sua localização na Bacia mediterrânica, a outra é o efeito sobre o território nacional da subida do nível das águas dos mares.
Esta realidade salientou o Ministro do Ambiente obriga o país a adaptar-se e a ter que agir muito mais.
Recordou que não se trata de ter mais água, mas sim de formas de usar mais eficiente.
Necessidade de redução de ilhas de calor nas cidades
Tem que existir uma eficiente gestão dos recursos – “Portugal não pode ser um país de relvados” que são mantidos com águas de consumo, referiu o Ministro do Ambiente, defendendo o recurso ao uso de águas provenientes de ETAR’s.
Referiu igualmente a necessidade de redução de “ilhas de calor nas cidades”, com o desenvolvimento de estruturas de sombreamentos naturais.
O Ministro do Ambiente sublinhou que o território é um activo e essa realidade está expressa no conjunto dos 11 projectos de autarquias que vão ser concretizados no âmbito da Assinatura dos Contratos relativos ao Aviso do Fundo Ambiental.
Plano Nacional para a Adaptação do Território às Alterações Climáticas
João Pedro Matos Fernandes, divulgou que o Plano Nacional para a Adaptação do Território às Alterações Climáticas, vai estar em discussão pública nos próximos meses de Agosto e Setembro.
O Ministro do Ambiente salientou que as alterações climáticas são o presente.
Recordou que os portugueses já sentiram essa realidade o Verão passado, acrescentando que há coisas que não carecem de muita discussão porque “são um facto”, disse, “o clima mudou mesmo”.
Saber viver com os recursos que temos
“Não se trata de salvar a terra”, sublinhou o Ministro do Ambiente, porque se todos nós desaparecermos a terra vai continuar a roda – “trata-se de nos salvarmos a nós.”.
Salientou que não são necessárias muitas verdades cientificas para sentirmos as alterações climáticas, e, perante esta realidade, recordou que existem dois verbos centrais para a acção – “mitigar” e “adptar”, ou seja, disse, “saber viver com os recursos que temos”.
Foram os melhores projectos
O Ministro do Ambiente, sublinhou o facto de existirem cada vez mais autarquias a fazer projectos de qualidade, para adaptar os seus territórios aos efeitos das alterações climáticas.
Recordou que foram apresentados 31 candidaturas, tendo sido aprovados 11 projectos – “a apreciação de todas as candidaturas foi meramente técnica”, disse, “foram os melhores projectos”.
Os projectos aprovados foram, entre outros, de Braga, Barreiro, Cascais, Montalegre, Coimbra, Viana do Castelo e Gavião.
Requalificação do eixo urbano entre o Largo do Moinho Pequeno e o centro da cidade
De sublinhar que a proposta apresentada pelo Barreiro é referente à arborização e requalificação do eixo urbano, entre o Largo do Moinho Pequeno e o centro da cidade, designadamente o Parque Catarina Eufémia e o Jardim Zamenhof.













