Barreiro - «Memórias do Meu Rio» de Lina SoaresUm encontro entre a história, a poesia e a fotografia
Rosalina Carmona referiu que, no seu amor pelo Barreiro, Lina Soares, guia-nos por ruas e becos, questiona velhas casas vazias, portas que lhe desvendam nostalgias, num despertar da paixão pela terra que a viu nascer.

Por Jornal Rostos
O livro «Memórias do Meu Rio», de Lina Soares, foi apresentado, hoje à tarde, no auditório da Cooperativa Cultural Popular Barreirense.
Despertar da paixão pela terra que a viu nascer
Rosalina Carmona, autora do prefácio do livro, salientou que através da sua leitura navegamos pelas memórias da infância da autora, uma viagem pelos rios – o Coina e o Tejo.
Uma obra que, salienta, desperta a paixão, num encontro com o Barreiro histórico e marítimo, com as crenças e mitos dos “barcos esquecidos” e “moinhos de águas passadas”.
Rosalina Carmona salienta que, no seu amor pelo Barreiro, Lina Soares, guia-nos por ruas e becos, questiona velhas casas vazias, portas que lhe desvendam nostalgias, num despertar da paixão pela terra que a viu nascer.
Uma defensora dos direitos humanos.
Carla Marina Santos, Presidente da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, salientou a coragem de escrever e editar de Lina Soares, referindo que a autora ao longo da sua vida foi sempre empenhada culturalmente, ligada ao ensino, à música, ao movimento associativo e uma defensora dos direitos humanos.
Uma viagem pela memória
Sublinhou que, o livro «Memórias do Meu Rio», é “uma viagem pela memória”, um contributo para preservar a história e a identidade do Barreiro.
Um livro, disse, onde Lina Soares cruza o olhar e a escrita e cruza a poesia com a fotografia – “é um ver e não só um olhar”, contribuindo para colocar junto de nós o espaço que habitamos e o que somos.
O grande amor que nutro por esta terra
Lina Soares, recordou que neste seu livro procurou aliar a história, a poesia e a fotografia.
Através das suas fotografias, procurou “captar os recantos desta terra”, e, exprimir “o grande amor que nutro por esta terra, por este rio, por estas zonas ribeirinhas e recantos”.
Sublinhou que, com este seu livro, pretendeu proporcionar um encontro com as memórias da infância, da adolescência – “escrever sobre a história da minha terra”, e, disse, também sobre a Arrábida, serra mãe, de Sebastião da Gama e dos barreirenses.
Ensinaste-me a gostar de Fernando Pessoa
No final da sua intervenção, saudou Rosário Vaz, que foi sua professora, antes de entrar para a Faculdade.
“Marcaste-me bastante. Ensinaste-me a gostar de Fernando Pessoa”, disse.
«Choro, porque estou feliz»
A intervenção de Lina Soares foi marcada por momentos de emoção, – “sou muito chorona, os olhos traiem-me” - disse, acrescentando - “Choro, porque estou feliz”.
A encerrar a sessão foram lidos diversos poemas do seu livro, com a partilha de diversas fotografias que integram a obra.
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