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Perspectivas

Memórias pessoais e colectivas de Armando Sousa Teixeira21 contos ilustrados com fotografias

. Histórias ligadas ao rio, do Barreiro ao Seixal, Alhos Vedros e Baixa da Banheira.

Armando Sousa Teixeira, referiu que a obra «Contos e Cantos do Rio e do Mar», é um livro de memórias pessoais e colectivas.
O autor divulgou que, em Abril de 2019, vai ser editado o livro - «Na terra da juventude, a força do povo», onde vai abordar as memórias dos anos 60.

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Memórias pessoais e colectivas de Armando Sousa Teixeira 21 contos ilustrados com fotografias

Por Jornal Rostos

No Café-Concerto do Fórum Cultural na Baixa da Banheira, ontem à tarde, realizou-se o lançamento do livro «Contos e Cantos do Rio e do Mar», de Armando Teixeira Sousa Teixeira.

21 contos ilustrados com fotografias

A declamação do poema, «Invenção do Amor», de Daniel Filipe, pelo actor/encenador Luciano Barata marcou a abertura do evento, seguindo-se Apolónia Teixeira, com a interpretação do poema «Amigo», de Alexandre O’Neill
O novo livro de Armando Teixeira Sousa Teixeira, é composto de 21 contos, ilustrados com fotografias de Anabela Carreira, Cecilia Sebastião; Luis Policarpo, Filipe Cardeira e Paulo Nogueira.

Projecto Editorial dos OPB’s

A investigadora e poetisa, Lina Soares, interpretou textos da obra de Armando Teixeira, acompanhado pelos sons melódicos, tocados por Luis Reis
Graça Martins, Coordenadora da Editora Local, dos Organismos Populares de Base da Baixa da Banheira, salientou que esta obra se insere nos conteúdos definidos pelo projecto editorial da editora, razão porque foi decidido avançar com a edição.

Constroem pelas suas próprias mãos o futuro

Nuno Cavaco, presidente da Junta de Freguesia da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira, recordou que a organização do Movimento Associativo na Baixa da Banheira, tem características singulares – “uma tradição democrática “, uma forma de trabalho que “não conheço mais nenhuma terra que faça as coisas desta forma”.
“Aqui constroem pelas suas próprias mãos o futuro desta terra”, disse.
Recordou que quer a Junta de Freguesia, quer a Câmara Municipal da Moita, não seguem o critério de atribuir 1% dos seus orçamentos para a cultura, mas, por opção atribuem apoios à cultura, na ordem dos 7% a 8% dos seus orçamentos, para o teatro, música, festivais, e, a edição deste livro é um exemplo.

Divulgar os valores colectivos e não uma personalidade

Nuno Cavaco, sublinhou que Armando Sousa Teixeira tem uma vasta obra editada, uma obra que tem por base divulgar os valores colectivos e não uma personalidade.
A sua obra é um retrato da sociedade, a rudeza e as dificuldades da vida, e, dá pistas para fazer um mundo melhor, é uma obra que valoriza a nossa região e as nossas gentes, disse.
Salientou que na vida, o importante não é chegar ao fim, mas é todo o percurso. Armando Teixeira, ajuda a fazer o caminho, sublinhou.

Estamos a viver numa sociedade perigosa

Toni Costa e Rui Curto, proporcionaram um emocionante momento musical, numa retrospectiva por Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso, entre outros.
Rui Curto, referiu que tudo o que é cultura é politico, e, alertou para a realidade dos tempos de hoje, sublinhando que estamos a viver numa sociedade perigosa, que pode colocar em risco a democracia.

Criar imagens através das histórias

Anabela Carreira, em nome dos fotógrafos que ilustraram a obra de Armando Teixeira, referiu que os contos do autor foram um desafio a sonhar e a criar imagens, através das histórias.
“Foi isso que os fotógrafos fizeram”, disse.

Aqui está a história social que eu vivi na minha juventude

Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, saudou a ousadia da Editora Local, a sua importância civica e coragem.
Referiu que, com a edição deste livro, publica o que vale a pena, publica a literatura do que é a história local e continua a apostar na cultura, num tempo, que muitos livros que se publicam, nem valem o seu próprio peso.
Recordou que sendo o autor do Barreiro, a realidade, ao longo dos anos, a Moita, Barreiro, Baixa da Banheira, estão ligados entre si, e, neste livro, estão as memórias de alguém que viveu, e, divulgar estas histórias é um acto de extrema importância – “aqui está a história social que eu vivi na minha juventude”.

A luta de classes é a luta contra o fascismo

Rui Garcia, salientou que a história é uma construção intelectual, o que lemos nos livros de história é uma construção, que tem uma ideologia.
Recordou que na vida estamos sempre a escolher lados, Armando Teixeira, escolhe o “lado bom” que é o “lado do povo”, o povo que luta sempre, na luta de classes, definida por Karl Marx.
Neste livro, estão os que lutam, contra a serpente, após a guerra mundial, falava-se do «ovo da serpente», donde nasceu o fascismo.
Nos tempos de hoje, a serpente já está de cabeça levantada – “a luta de classes é a luta contra o fascismo”.

Um livro de memórias pessoais e colectivas

Armando Sousa Teixeira, referiu que a obra «Contos e Cantos do Rio e do Mar», é um livro de memórias pessoais e colectivas, e, citando Fernando Pessoas, sublinhou que a memória é a consciência do tempo.
Referiu que as suas histórias são ligadas ao rio, do Barreiro ao Seixal, Alhos Vedros e Baixa da Banheira.
Divulgou o seu próximo compromisso, a edição em Abril de 2019, do livro - «Na terra da juventude, a força do povo», que vai abordar as memórias dos anos 60.

A encerrar a iniciativa foi vivida a dramatização de contos da obra, um momento de teatro, vivido com poesia e fados.

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