Barreiro - Materiais originais na Exposição «Maio de 68 – 50 anos depois»Um forte movimento de crítica dos costumes
José Pacheco Pereira, recordou que Maio de 68, foi um movimento de revolta que nasceu nos Liceus e passou para as Universidades.
Foi um período de grandes contestações, que não se limitava às questões politicas, eram contestações por mudanças quer sobre o papel das mulheres, de sexualidade ou da psiquiatria.

Por Jornal Rostos
No Espaço Memória, no Parque Empresarial da Baía do Tejo, a Câmara Municipal do Barreiro, ontemoje, abriu ao público a Galeria onde vai estar patente ao público, até ao próximo dia 10 de Janeiro, a Exposição “Maio de 68 – 50 anos depois”, da Associação Cultural Ephemera – Arquivo de José Pacheco Pereira.
Uma reflexão sobre valores
Sara Ferreira, vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área cultural, referiu que esta exposição permite uma reflexão sobre valores essenciais na vida humana, num tempo que estes valores, por vezes, são postos em causa.
Materiais expostos são originais
José Pacheco Pereira, recordou que a Associação Ephemera, a propósito dos acontecimentos de Maio de 68, montou duas exposições, uma maior que está no Porto, e, esta que esteve no Aljube, em Lisboa, e, agora vai estar presente no Espaço Memória.
Sublinhou que os materiais expostos “são originais”, e, “alguns são valiosos, porque são raros”.
Uma experiência ímpar
José Pacheco Pereira, sublinhou que a Revolução de Maio de 68, “é uma experiência ímpar”.
Nós, portugueses, conhecemos melhor esta revolução porque é francesa, mas, disse, ela faz parte de um ciclo de lutas estudantis por toda a Europa, em Itália, Alemanha, até, em Portugal e Espanha – “é o espirito da época”, disse.
Um movimento de mudança, com novos comportamentos na juventude, que nasce nos Estados Unidos – os Hippies, as drogas, a contestação da guerra do Vietname.
Recordou que, as primeiras manifestações realizadas em Portugal, em Lisboa e Porto, contra a Guerra Colonial, tinha como tema a Guerra do Vietname.
Estamos fartos
Sublinhou que, este, foi um período de grandes contestações, que não se limitava às questões politicas, eram contestações por mudanças quer sobre o papel das mulheres, de sexualidade, de psiquiatria, de prisões, da homossexualidade.
“Estamos fartos”, era o protesto, fartos de um mundo muito aborrecido e muito institucionalizado.
José Pacheco Pereira, recordou, as palavras ditas em maio de 68 por Paul Nizan - “Eu tinha acabado de fazer 20 anos e nunca mais consentirei que ninguém diga que esta é a mais bela idade da nossa vida”.
Forte movimento de crítica dos costumes
José Pacheco Pereira, recordou que este foi um movimento de revolta que nasceu nos Liceus e passou para as Universidades.
Sublinhou que foi um movimento de ideias que teve expressão na Filosofia, muitos dos slogans do Maio de 68, foram assumidos a partir dos cartazes.
Um forte movimento de crítica dos costumes, de afirmação do feminismo, de releitura dos clássicos do marxismo, uma mudança nas ideias.
A exposição patente no Espaço Memória, que permite uma viagem pelo tempo, ao encontro das ideias do Maio de 68, resulta de uma parceria da Associação Cultural Ephemera – Arquivo de José Pacheco Pereira, Museu do Aljube, Câmara Municipal do Barreiro e Baía do Tejo.
Pode ser visitada, até 10 de Janeiro, no Espaço Memória, equipamento municipal, localizado na Rua 17, nº 10, Parque Empresarial da Baía do Tejo.
Contactos - Telefone: 21 206 81 85.
Endereço eletrónico: espacomemoria@cm-barreiro.pt
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