Frederico Rosa, Presidente da Câmara Municipal do BarreiroVivemos num tempo de populismo em todo o mundo.
“Os fuzileiros estão ligados ao Barreiro, há muitos anos –“o Barreiro faz parte do seu adn”, disse o Comandante Martins de Brito, da Escola de Fuzileiros.

Por Jornal Rostos
O fim da 1ª Guerra Mundial foi assinalado, hoje, um pouco por todo o país e pelo mundo. A efeméride foi assinalada no Barreiro com a inauguração do «Memorial aos Combatentes do Barreiro na 1ª Guerra Mundial».
A cerimónia decorreu no Largo 1º de Maio, no centro da cidade, local onde foi descerrado o monumento, um projecto de autoria de arquitectos da Câmara Municipal do Barreiro, que ficou instalado no jardim do Parque Catarina Eufémia.
Após as honras militares pelo Corpo de Fuzileiros Navais seguiram-se as intervenções.
A escolha da Paz
Bruno Vitorino, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, impulsionador das comemorações, que apresentou a proposta de constituição de uma Comissão, que elaborou o programa das comemorações, na sua intervenção, sublinhou a importância de celebrar a paz, recordar este acontecimento histórico, e, reflectindo sobre ele, fazermos escolhas – a escolha da Paz.
Referiu que esta é uma homenagem aos militares que partiram de todo o país para a guerra, que também contou com a presença de soldados do Barreiro.
Celebrar a Liberdade e a Democracia
Referiu que, com esta iniciativa o objectivo não foi promover debates ideológicos, o que se pretende é “destruir essas barreiras” e contribuir para construir a Paz e a Liberdade.
“Não seremos verdadeiramente livres se não nos sentirmos seguros”, disse, acrescentando que, se “somos livres” , “muito o devemos às nossas forças aramadas”.
O autarca, sublinhou que celebramos a paz, para celebrar a Liberdade e a Democracia.
Barreiro faz parte adn dos Fuzileiros
O Comandante Martins de Brito, da Escola de Fuzileiros Navais, recordou os milhões de mortos e milhões de feridos causados pela 1ª Guerra Mundial.
Uma guerra que contou com a participação dos Fuzileiros, aqui no Barreiro, na época «Escola de Torpedos», quer no apoio ao transporte de tropas para África e para a Europa.
Salientou, a ligação dos Fuzileiros e da Marinha ao Barreiro, presentes no Vale de Zebro desde 1835.
Os fuzileiros estão ligados ao Barreiro, há muitos anos –“o Barreiro faz parte do seu adn”, disse.
Sublinhou que todos os que passam pela escola de Fuzileiros, sentem-se – “orgulhosamente barreirenses”.
Aprender com a história
Frederico Rosa, Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, salientou a importância de se aprender com a história, e, considerou essencial passar as lições da histórias “aos nossos filhos”.
Recordou que vivemos num tempo de populismo em todo o mundo, um tempo marcado por insinuações e calúnias.
O edil, considerou que “não somos todos iguais”, e, na sua intervenção comentou que não podemos ser tolerantes, só quando vinga a nossa opinião.
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