Na Faculdade de Arquitetura lançamento do livro«Ideias para intervenção em espaços Urbanos abandonados: experiência na Lisboa Oriental e Barreiro»
“Olhar para as ruínas com optimismo”, “sem repulsa” e “com fascínio”, com uma reflexão que aqueles espaços “podem contribuir para a construção de cidades mais interessantes e coesas”, disse Eduardo Brito-Henriques.

Por Jornal Rostos
Na sessão, o moderada por Fernando Moreira, da Faculdade de Arquitectura, salientou a importância de, no livro, serem apontadas estratégias sobre espaços urbanos vazios das nossas cidades, tendo por base problemas reais e a procura de soluções, uma investigação muito bem contextualizada e com enquadramento teórico.
Sendo cada situação um caso de estudo, onde há cruzamento de informação e encontro com resultados – “este projecto é uma referência para a investigação”, disse.
Apresentação do livro no Barreiro
No evento, de registar uma única presença do Barreiro, Sérgio Saraiva, do Conselho de Administração da Baía do Tejo, que referiu ao jornal «Rostos» que ficou em aberto realizar uma exposição e apresentação do livro no Barreiro.
Olhar para as ruínas com optimismo
Eduardo Brito-Henriques, da equipa do projecto NoVOID, no decorrer da apresentação do livro salientou a importância do projecto na sua dimensão transdisciplinar, que implicou uma vontade de transgredir fronteiras – “olhar para as ruínas com optimismo”, “sem repulsa” e “com fascínio”, com uma reflexão que aqueles espaços “podem contribuir para a construção de cidades mais interessantes e coesas”.
Sublinhou que – “levamos muito a sério a ideia de transdisciplinaridade”, não prescindindo de olhares diferentes sobre o mesmo território do arquitecto paisagístico ao geógrafo.
Devolver a ciência e o conhecimento às pessoas
Por outro lado, referiu a importância do envolvimento da investigação e do ensino, co mo caminho para obter resultados.
Neste contexto referiu aspectos relacionados com a comunicação, sublinhando que a comunicação da ciência não pode ser as abordagens académicas, que ficam apenas pelas revistas indexadas, sendo uma comunicação entre parres.
Salientou a necessidade de devolver a ciência e o conhecimento às pessoas, razão porque foram promovidas tertúlias, nas quatro cidades onde decorreu o projecto.
A imagem, o texto e a memória
Recordou que, não se tratava apenas de falar do enquadramento teórico das reflexões sobre os espaços vazios, mas no viver as experiências, tendo por referência – a imagem, o texto e a memória.
Em síntese, disse, ser esta a perspectiva que se encontra no livro divulgado – «Ideias para intervenção em espaços Urbanos abandonados: experiência na Lisboa Oriental e Barreiro».
Barreiro, Lisboa, Guimarães e Vizela
Recorde-se que o projecto foi direcionado par o estudo das ruínas e terrenos vagos em quatro cidades – Barreiro, Lisboa, Guimarães e Vizela.
A equipa do projecto composta por 17 investigadores, de várias entidades, nomeadamente geógrafos, paisagistas e arquitectos, que fizeram abordagens sobre os espaços vazios.
Espaços vazios, “nunca são vazios”
Recorde-se que na Tertúlia realizada no Barreiro, Eduardo Brito-Henriques, disse, que os espaços vazios, “nunca são vazios” porque neles existem sempre pontos de interesse materiais e humanos - porque eles têm memórias e têm potencialidades.
No livro são efectudas abordagens de reflexão sobre os territórios ferroviários e da Baía do Tejo.
Projecto de investigação financiado pela FCT
O NoVOID é um projecto de investigação financiado pela FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia e está a ser desenvolvido pela Universidade de Lisboa através do Centro de Estudos Geográficos - CEG, Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design - CIAUD, Centro de Ecologia Aplicada ´Prof. Baeta Nunes´ - CEABN e pela Universidade do Minho através do Laboratório de Paisagens, Património e Território - Lab2PT.
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