Saltar para o conteúdo
Perspectivas

Barreiro RocksAfinal o Punk/Rock não morreu!

Nos passados dias 20 e 21 de Dezembro, a sede do Grupo Desportivo Ferroviários do Barreiro foi o local de destino para muitos “rockeiros”, que vieram assistir à continuação da 1ª Edição do Barreiro Rocks, festival de rock organizado pela editora Hey, Pachuco! Recs., em colaboração com a Câmara Municipal do Barreiro.
4 min de leitura
Barreiro Rocks Afinal o Punk/Rock não morreu!

Por Joana Peralta

Desengane-se quem diz que o rock e o punk estão mortos, pois foram estes géneros musicais que mobilizaram algumas centenas de pessoas, de diversas partes do País, e algumas das bandas mais representativas deste estilo para a nossa cidade.


D3ô

A abrir o espectáculo, na noite do dia 20, estiveram os D3ô, um power trio originário de Coimbra, que nos brindou com um rock na sua vertente mais simples e crua. Com temas como “How We Get Along”, “Sophie” e “Shake It” os D3ô transpiraram energia e sentido de humor, numa actuação bastante profissional para uma banda com tão pouco tempo de vida. Afinal, como revelou Toni 42na, vocalista e guitarrista, “é tudo uma questão de empenho, porque não é muito fácil tocar em Portugal”.


The Act-Ups

A estrear-se no palco estiveram The Act-Ups, uma banda soul/punk barreirense, nascida das reminiscências dos The Sullens, que apresentaram o resultado de um ano de ensaios em garagens. “The Burgeois”, “99 ½” e “I Can’t Say” foram alguns do temas mais enérgicos, estando ainda reservada a balada “Under My Own Sun”, dedicada especialmente “aos corações mais melosos”, segundo Johnny Intense, guitarrista dos Act-Ups.


Speedball Baby

Os cabeças de cartaz para esta primeira noite de concertos foram os nova-iorquinos Speedball Baby. Numa actuação que durou mais de uma hora, esta banda punk/rock deu o litro, incendiando as hostes com a sua energia inesgotável. Ron Ward, vocalista e figura carismática dos SB, mostrou ser um autêntico animal de palco, cativando o público desde o primeiro instante. “Pimp Hand Strong” e “Wanna Scratch It?” foram alguns dos temas interpretados, pertencentes ao último álbum, “The Blackout”. Esta não foi a primeira vez que os SB actuaram em Portugal, pelo que Ward confessou ao ROSTOS a sua adoração pelo público português, o que contribuiu para a boa relação que se estabeleceu entre ambos durante o espectáculo.

Barreiro Rocks: II Acto


Los Bananas

Directamente de Pamplona, vieram Los Bananas, a nova aposta da Hey, Pachuco!, com um som baseado nos ensaios de garagem e cantado maioritariamente em espanhol. Foi talvez o concerto mais desconexo de todos, com Germán, guitarrista e vocalista, a demonstrar uma hiperactividade fora do normal e a vocalista Agueda a tentar aguentar uma actuação à beira do colapso. Após a apresentação de alguns dos temas que compõem o seu álbum, “Litio A 6m Bajo El Suelo”, e de algumas das cordas partidas, Los Bananas abandonaram o palco.


Ballyhoos

Seguiram-se os Ballyhoos, um trio barreirense, composto por Nick Nicotine (voz), Johnny Instense (guitarra) e Mamma Iola (bateria). Com clara influência das bandas de R&B da década de 50 e 60, os Ballyhoos apresentaram canções como “Walking Down The Hill” do seu EP “Ballyhoo Riot”. “Apesar de algum nervosismo inicial, devido à dimensão deste festival, o concerto correu bem”, revelou Mamma Iola, fazendo um balanço da actuação.


The Parkinsons

As expectativas aumentavam e o pavilhão enchia-se cada vez mais para ver actuar a banda composta por elementos conimbricenses, que revolucionou o punk/rock londrino: The Parkinsons. Num espectáculo surpreendentemente explosivo, os Parkinsons retomaram o espírito vivido pelos Sex Pistols, com todos os lemas e clichés punk, revelando-se autênticos animais de palco. Não faltaram stage divings, crowd surfings e muita diversão envolvida num espírito de rebeldia. Do alinhamento fizeram parte temas como “Angel In The Dark”, “Enemy” e “Streets Of Loving”, não esquecendo o êxito “Bad Girl”. De acordo com Victor (guitarra) e Afonso (voz), não há futuro planificado para os Parkinsons, apenas uma coisa é certa: “há que aproveitar enquanto dá para tirar o maior partido deste estatuto”.
Chegou, assim, ao fim este festival de rock, com um balanço muito positivo. Com a lotação esgotada e sem problemas a apontar, o Barreiro Rocks serve de exemplo para outras iniciativas do género que possam vir a ter lugar na nossa cidade.

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção