Barreiro - Arquivo é essencial para conhecer a história da colectividade e da comunidadeColectividades deviam designar o «Provedor do Arquivo».
No Clube Dramático e Recreio 31 de Janeiro "Os Celtas" , no Barreiro, hoje à tarde, no decorrer do colóquio com o tema "Capacitação de Dirigentes Associativos e Salvaguarda de Arquivos Associativos", foi defendido que as colectividades deviam criar o «Provedor do Arquivo», de forma a salvaguardar os documentos que são essenciais para conhecer a história da colectividade e da comunidade.

Por Jornal Rostos
A Federação das Colectividades do Distrito de Setúbal no âmbito das comemorações do 17.º aniversário, hoje à tarde, no Clube Dramático e Recreio 31 de Janeiro "Os Celtas" , no Barreiro, promoveu um colóquio tendo como tema "Capacitação de Dirigentes Associativos e Salvaguarda de Arquivos Associativos".
Criados quatro Gabinetes de Atendimento à Economia Social
Anabela Lança, da CPCCRD – Confederação Portuguesa de Colectividades de Cultura Recreio e Desporto, divulgou as ideias e propostas que estão sendo desenvolvidas com o apoio do Programa Operacional de Inclusão Social e Emprego, dinamizando projectos que visam o combate à pobreza e descriminação, inclusão social e criação de emprego, que decorrer até 2022.
Nestes projectos salientou a importância do trabalho desenvolvido em rede e parcerias, visando a inovação no sector da economia social.
Referiu que no âmbito deste programa foram criados quatro Gabinetes de Atendimento à Economia Social.
Criação do Observatório do Associativismo
Anabela Lança referiu que está em curso o projecto “o associativismo vai dar a volta a Portugal”, porque o “associativismo é um agente de mudança”.
Salientou a importância de através deste projecto ser possivel conhecer experiências que se concretizam na vida associativa e dar-lhes a necessária visibilidade.
Anunciou a criação do Observatório do Associativismo numa parceria entre diversas instituições,a confederação e o mundo académico, assim como a realização de um ciclo de conferências sobre associativismo.
Estudos avançados sobre associativismo.
Na sua intervenção sublinhou a importância do conhecimento de experiências associativas noutros países.
Apontou a necessidade de se implementar a modernização através da implementação de novas tecnologias, nomeadamente na gestão documental.
Anabela Lança, a finalizar referiu as acções que estão em curso ao nível da formação, para as quais estão inscritos 350 dirigentes.
Referiu que já estão a funcionar duas Turmas – no Porto e em Lisboa – com 20 pessoas cada, num curso de pós graduação de estudos avançados sobre associativismo.
Designar o «Provedor do Arquivo».
Artur Martins, da CPCCRD, salientou a importância do tratamento dos arquivos das colectividades, a sua importância na gestão quotidiana e para a história da colectividade e da comunidade.
Os documentos são essenciais para que seja conhecido o que foi a colectividade, o que é – a história da colectividade liga-se ao arquivo da associação.
Divulgou o Guia de Boas práticas sobre o tratamento de arquivos, e lançou o desafio para que cada colectividade possa designar o «Provedor do Arquivo».
Arquivo é um património
Referiu que na passagem de testemunho de uma direcção para outra, assim como se faz a passagem das contas deve igualmente fazer-se a passagem dos arquivos – “o arquivo é um património”.
Sublinhou que são os arquivos que contribuem para que se faça a reconstituição da história.
Apresentou as linhas mestras de um Plano de gestão estratégica do Arquivo, que começa no registo de correspondência e passa pela existência de um Plano de classificação.













