Assembleia Municipal do BarreiroPS e PSD aprovam orçamento 2003
O resultado final foi a aprovação do Plano e Orçamento, com os votos favoráveis dos deputados do Partido Socialista e Partido Social Democrata. Os deputados do PCP/CDU votaram contra.

Por Jornal Rostos
A primeira reunião da Assembleia Municipal do Barreiro, realizada no dia 18, foi marcada pelas diversas intervenções do público, tendo sido anunciado por Cristina Rosinha, residente na Urbanização dos Fidalguinhos, que os moradores vão interpor a “impugnação judicial da instalação do Politécnico nos Fidalguinhos”. Por seu lado, Maria José Marques, expressou a sua indignação e vivo repúdio pelo artigo publicado pelo deputado Cardoso Ferreira, no Jornal do Barreiro.
Hugo Abade, das Associações de Estudantes do Barreiro, criticou a forma como está a ser organizada a Assembleia Municipal de Jovens, no âmbito das actividades previstas na Quinzena da Juventude.
Mário Durval apelou à construção de Escolas do Ensino Básico, no concelho do Barreiro, de forma a acabar com o funcionamento do regime duplo em algumas escolas.
Emídio Xavier, manifestou a sua disponibilidade para dialogar e analisar com os moradores da Urbanização dos Fidalguinhos – “tudo o que tiver que ser discutido sobre a instalação do Politécnico” naquela Urbanização.
Foram apresentadas diversas moções, no ponto antes da ordem do dia. O PS e PCP/CDU aprovaram a moção que reclama o cumprimento da Lei de Finanças Locais, contando com os votos contra do PSD, votação idêntica, obteve a moção sobre o Pacote Laboral e de saudação aos trabalhadores portugueses que aderiram à greve geral de 10 de Dezembro.
A moção apresentada pelo PSD, sobre a ponte Barreiro-Chelas, foi aprovada com os votos favoráveis do PCP/CDU e PSD e contou com a abstenção do PS, sobre esta mesma matéria mereceu a aprovação, por unanimidade, a moção apresentada pelos socialistas que exige ao governo “ a reposição da exequibilidade do projecto” da Ponte Barreiro- Chelas.
Foi igualmente aprovado, por unanimidade, o voto de pesar pelo falecimento da poetisa moçambicana Noémia Sousa.
Não é drama PCP votar contra
Ainda no Ponto antes da ordem do dia, Carlos Humberto, PCP, considerou que foi precipitada a posição de Emídio Xavier, sobre a votação assumida pelos vereadores do PCP, em relação ao Plano e Orçamento para 2003, na sua intervenção sublinhou que “não estamos à venda” e que parece que o presidente da Câmara tem novas opções políticas – “tenha a coragem de assumir”.
João Pintassilgo, PS, criticou o PCP que é incapaz de reconhecer a “alternância democrática” e continua a afirmar que “o Barreiro é CDU”.
Emídio Xavier, referiu que não aceita lições de democracia vinda do PCP e que anunciou que – “decidirei em função das novas condições”.
Daniel Cabrita, por seu turno, sublinhou que na Câmara há opiniões diferenciadas e opções diferenciadas pelo que, na sua opinião, não é um drama os vereadores do PCP/CDU “votarem contra”.
Segunda margem da cidade de Lisboa
Emídio Xavier, divulgou que está em estudo, com o Ministro das Cidade, o Projecto Tejo Sul, que implica um estudo das áreas da Margueira – Almada; Siderurgia Nacional – Seixal e Quimiparque – Barreiro – “é um projecto intermunicipal” que só deverá avançar com o parecer favorável dos órgãos locais – “é muito importante um projecto desta dimensão” que irá promover a “segunda margem da cidade de Lisboa”. Na sua opinião este projecto, que visa implementar um programa tipo Expo, na Margem Sul, poderá por em causa o projecto Quimiparque, nomeadamente o “master plan” que tem vindo a ser desenvolvido e acompanhado pela Câmara em estreita colaboração com a Quimiparque.
PSD viabiliza Orçamento 2003
Na discussão das “Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2003” o deputado Miguel Amado, PSD, abriu as intervenções salientando que a proposta é “razoável no sentido positivo” tem uma visão de receitas “optimista” pelo que acrescentou – “O PSD decidiu viabilizar este plano”.
Helder Madeira, PCP, salientou que o documento em discussão não explica objectivos, não apresenta as razões das prioridades que estão definidas e nele está ausente “uma estratégia para o concelho do Barreiro”.
Na sua opinião com a aprovação deste plano não haverá “capacidade de endividamento para os anos seguintes”.
Carlos Humberto, salientou que este plano tem uma opção política – a “opção do PS entender-se com o PSD” que assim assumem-se como “uma maioria na gestão municipal”.
Bruno Vitorino, PSD, afirmou que o seu partido rejeita “desde sempre uma política de terra queimada” e sempre assumiu uma postura responsável – “ser oposição não é votar contra” e acrescentou que o PSD tem sido mais critico em relação à gestão socialista que o PCP/CDU – “nós queremos ser uma voz activa na definição de políticas municipais”.
Na sua opinião este plano irá permitir que se façam em 3 anos, algumas obras que o PCP/CDU não fez em 27 anos.
As grandes opções do Plano e Orçamento foram aprovadas com os votos contra do PCP/CDU e os votos favoráveis do PS e PSD.
Os restantes pontos da ordem de trabalhos foram aprovados por unanimidade, excepto a proposta de integração do Barreiro na SIMSADO – Saneamento Integrado da Península de Setúbal; que contou com os votos contra do PCP.













