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SIRB «Os Penicheiros» confunde-se com a história do BarreiroNos 151 anos as portas reabriram marcando o recomeço do futuro

. Colectividades centenárias receberam Diploma de Sócio Honorário

Ontem à noite realizou-se a Sessão Solene evocativa dos 151 anos da SIRB «Os Penicheiros», evento que marcou o recomeço de actividade daquela colectividade centenária, após um período marcado pela reabilitação das instalações.

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SIRB «Os Penicheiros» confunde-se com a história do Barreiro Nos 151 anos as portas reabriram marcando o recomeço do futuro

Por Jornal Rostos

Um salão renovado encheu com dezenas de associados que marcaram presença neste recomeço de vida da SIRB «Os Penicheiros», uma colectividade histórica e nuclear na zona do Barreiro Antigo.
A Mesa que presidiu à Sessão Solene foi composta por Pedro Estrela, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da SIRB «Os Penicheiros» e Carlos Antunes, Presidente da Direcção, para além de, Daniel Ventura, Presidente da Associação de Colectividades e Clubes do Concelho do Barreiro; Augusto Flor, Presidente da Confederação das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto; Nuno Teixeira, Presidente da Direcção da SDUB «Os Franceses»; João Lampreia, representante da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio, e, Carlos Guerreiro, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro.

«Os Penicheiros» confunde-se com a história do Barreiro

Pedro Estrela, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, salientou que os 151 anos de história da SIRB «Os Penicheiros» confunde-se com a história do Barreiro e dos barreirenses.
Referiu que a colectividade é uma «escola da cidade», está enraizada no meio envolvente, e, foi participando nas actividades da colectividade que muitos barreirenses deram os primeiros passos na aprendizagem e descoberta de valores.
Pedro Estrela prestou uma homenagem aos homens e mulheres que, ao longo dos anos, ajudaram a construir a colectividade.
Salientou que nos dias de hoje há uma alteração do paradigma do associativismo, por essa razão, as associações devem adaptar-se à realidade actual, evoluir, sem perder as raízes com as suas origens.
Recordou que a recente pandemia foi uma adversidade que foi encarada pela SIRB «Os Penicheiros» como uma oportunidade, para recuperar e requalificar as instalações.

Apoio que se dá a estas casas não é apoio, é investimento

Nuno Teixeira, Presidente da SDUB «Os Franceses» referiu que as associações como a sua e a SIRB são a raiz daquilo que é o Barreiro, espaços que cumprem a missão de promover a cultura e o desporto, que continuam a estar presentes na vida da comunidade.
Salientou que as três colectividades ao longo de um eixo do Barreiro Antigo – Luso, Penicheiros e Franceses - são essenciais para valorizar a comunidade, e, como exemplo referiu o projecto que está em marcha dos «Bairros Saudáveis» que está a envolver todos.
Nuno Teixeira, sublinhou que “o apoio que se dá a estas casas não é apoio, é investimento”.

Um movimento associativo com pujança

Daniel Ventura, Presidente da Associação de Colectividades do Concelho do Barreiro, afirmou que a SIRB é “uma casa renovada”, “é uma casa de referência”, “é um berço da democracia”, sendo um exemplo de “um movimento associativo com pujança”.
O dirigente recordou que o Movimento Associativo, os dias de pandemia, deu apoio a famílias e foi desenvolveu uma importante acção social.

As colectividades são “seres vivos sociais”

Augusto Flor, Presidente da Confederação das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto, sublinhou que em Portugal existem 30 mil colectividades, nas quais estão envolvidos 425 mil dirigentes, sendo na ordem de 3 milhões de associados, números que revelam a importância do Movimento Associativo Popular nas comunidades, e, desmentem aqueles que afirmam que as colectividades “estão ultrapassadas” .
Recordou a importância da SIRB «Os Penicheiros» na valorização das estruturas nacionais do Movimento Associativo, sendo esta a única colectividade da margem sul, entre 46 ao nível nacional, que em 31 de Maio de 1924, participou em Lisboa, no Congresso fundador da Federação Portuguesa de Colectividades de Cultura e Recreio.
Igualmente, nos anos 60, assumiu a Presidência da Mesa da Assembleia Geral da Federação – José Manuel Mendes, e, entre 1999 e 2004, de novo assumiu esse cargo – Carlos Carvalhas. Referiu que Daniel Ventura, assumiu o cargo de Vice Presidente da Direcção, dados históricos que demonstram o papel da SIRB no movimento associativo.
Referiu ainda Eduardo Espirito Santo, que foi dirigente da Federação de Colectividades de Cultura e Recreio.
Augusto Flor, sublinhou que as colectividades são “seres vivos sociais” que desempenham um papel social por todo o país. Recordou que a colectividade mais antiga foi fundada em 1722, comemora em 2022 os seus 300 anos.
A finalizar salientou que logo que existam um novo governo a Confederação irá apresentar as suas propostas para o Orçamento de Estado, que serão medidas para todo o movimento associativo.

Novas tecnologias retirarem muita gente do associativismo

João Lampreia, representante da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio, referiu que a SIRB «Os Penicheiros» faz parte da história do Barreiro.
O autarca alertou para o facto das novas tecnologias retirarem muita gente da vivência das práticas associativas, o que origina que o associativismo esteja a viver um período de dificuldades.

Município vai continuar a apoiar o Movimento Associativo

Carlos Guerreiro, vereador da Câmara Municipal do Barreiro, referiu que apesar da pandemia o município não deixou de dar apoio às colectividades, criou rúbricas de apoio à tesouraria.
O autarca sublinhou a importância e o papel do associativismo e reafirmou que o município vai continuar a apoiar o Movimento Associativo.

“Muito, muito Obrigado!”

Carlos Antunes, Presidente da Direcção da SIRB «Os Penicheiros» salientou que a pandemia não permitiu que fossem assinalados os 150 anos, por essa razão, deu a conhecer a sua intervenção programada para essa efeméride, uma viagem pela história da colectividade, desde a primeira colectividade do concelho do Barreiro, fundada em 1848, que depois, em 1870, dividiu-se dando origem à Sociedade Marcial Capricho Barreirense, que no ano de 1911, passou a denominar-se Sociedade de Instrução e Recreio Barreirense «os Penicheiros», e, também, à congénere que é actual SDUB «Os Franceses».
Recordando o papel da SIRB na oposição ao regime da ditadura e o seu papel no período após o 25 de Abril, assim como os efeitos da desindustrialização no movimento associativo.
A finalizar fez a sua intervenção dos 151 anos, que começam com este “recomeço” a reabertura das instalações.
Recordou que a pandemia foi uma adversidade que se transformou numa oportunidade foi renovado o telhado, retirando-se o amianto, com o apoio da Câmara Municipal e foram realizadas profundas transformações no palco, no salão, nas casas de banho, na iluminação, graças ao trabalho voluntário de dirigentes e associados aos quais dirigiu um – “Muito, muito Obrigado!” – emocionado e com lágrimas a raiar os seus olhos e escutar-se um grande aplauso dos presentes.
Carlos Antunes, sublinhou num tempo que se fala de planos, estratégia, sustentabilidade, digitalização, o movimento associativo tem que estar vivo e acompanhar esta evolução.

Álvaro Marques Sócio de Mérito

Na sessão foram entregues emblemas a associados que completaram 50 e 25 anos de vida associativa.
Igualmente foi entregue o Diploma de Sócio de Mérito a Álvaro Marques, e, o Diploma de Sócio Honorário às colectividades centenárias - SDUB «Os Franceses», ao Luso Futebol Clube, à SFAL e à Cooperativa Cultural Popular Barreirense. O Futebol Clube Barreirense e a SFUA 1º Dezembro, de Santo António da Charneca, estiveram ausentes.

E, assim, as portas reabriram e para assinalar o recomeço, já está agendado um ciclo de concertos, após o corte do bolo de aniversário e os parabéns, seguiu-se o concerto com Joana Amendoeira.

S.P.

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