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ARTESFERA – assinala 30 anos de actividadeConstrução de escultura de homenagem a Malangatana no Parque da Cidade

A ARTESFERA – Associação de Artes Plásticas do Barreiro foi fundada em 5 de Dezembro de 1992, tendo por objectivo criar condições para proporcionar o reconhecimento aos artistas locais e dar mais visibilidade aos seus trabalhos no meio artístico.

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ARTESFERA – assinala 30 anos de actividade Construção de escultura de homenagem a Malangatana no Parque da Cidade

Por Jornal Rostos

Para assinalar a efeméride foi apresentado o livro – “30 Anos Artesfera – 1992 /2022”, numa sessão que decorreu no dia 18 de março, no Auditório Manuel Cabanas, na Biblioteca Municipal do Barreiro, presidida por Arlete Cruz, Vereadora da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pela área do Património.
A autarca recordou que, noutras funções, no inicio da Artesfera teve a oportunidade de acompanhar o trabalho da associação, que se afirmou – “como um movimento cultural fantástico no concelho do Barreiro”, um projecto que se desenvolveu ao longo de 30 anos e influenciou a actividade dos artistas barreirenses.
“Há 30 anos atrás eu era directora de um Agrupamento de Escolas, de uma escola única, na altura ainda não havia agrupamento, e tive o privilégio de acompanhar muitas exposições conjuntas que fizeram, realizadas pelo concelho. O vosso trabalho foi excepcional que teve muitos efeitos, em muitos alunos, com que foram trabalhando e vieram a tornar-se verdadeiros artistas na área da pintura, do design”, disse a autarca.
Arlete Cruz referiu que apesar da Artersfera “estar a passar por um período de dificuldade”, expressou o desejo que seja “só uma passagem, porque não faz sentido perdermos a Artesfera.”
Salientou que mesmo que sejam os mesmos a ter que remar, na vida associativa, por vezes é um pouco isso que acontece, existem alguns que têm que remar, porque há uma missão a cumprir – “essa missão é a de contribuir para o desenvolvimento do concelho”.

Barreiro é uma terra com muitos artistas

Manuela Sobral, que era presidente no ano 2015, recordou que tentou puxar um pouco pela associação, promover algumas actividades culturais – “achei que remava um pouco sozinha, não via grande futuro” e em 2016 comuniquei que “não tinha disponibilidade e coloquei o meu lugar à disposição, como mais ninguém se seguiu, pelos vistos fiquei eu”, acrescentando – “não sabia que ainda era presidente”.
“Acho que este trabalho do Francisco, foi uma ideia magnífica. É uma ideia muito boa, porque a Artesfera teve um papel muito positivo, trazia muitos artistas, tinha o prémio, era conhecida, tinha por objetivo ensinar. Acho que a artesfera foi muito importante para o Barreiro. Enquanto durámos fizemos muita coisa boa.”
Recordou que sonhou com a realização de uma Bienal, - “porque o Barreiro é uma terra com muitos artistas, é rico em artistas, e, não é só em pintura, mas também em música, no desporto, temos muita gente, daqui há muitos nomes que saíram de cá e são nomes conhecidos. O Barreiro é uma terra muito rica em cultura.”

Um dos aglutinadores dos artistas da margem sul

Francisco Nogueira, que foi uma dos grandes protagonistas das ARTESFERA, salientou que foram mais de 200 pessoas que colaboraram nos 30 anos de história da associação – “uns mais resistentes que outros”.
Sublinhou que embora a associação não tenha actividade desde 2015, quando foi realizada a última exposição, o objectivo do lançamento do livro era evitar que após este interregno não fosse perdida a memória do trabalho realizado pela Artesfera.
Referiu que a primeira reunião para constituir a associação foi realizada na Biblioteca Municipal do Barreiro e recordou diversos momentos da história da associação, quer em torno da Livraria Bocage, foi dinamizando actividades chegando a envolver 188 artistas.
No ano de 2012, recebeu a distinção Rosto do Ano, na área do associativismo, e, no ano de 2018m recebeu a Medalha de Bons Serviços da Câmara Municipal do Barreiro.
“A Artesfera foi um dos aglutinadores dos artistas da margem sul, tinha sempre as postas abertas e isso foi uma das razões que esta associação tivesse muito êxito na altura. Integravamos todos os projectos. Não era uma associação de artistas, era uma associação de artes plásticas. Essa era uma diferença. Tendo a Câmara Municipal, desde o primeiro momento, sido participante activo, sempre nosso suporte que nos facilitou com suporte técnico e material. Sem o apoio da Câmara todas as actividades que fizemos não teria sido possível”, disse Francisco Nogueira.

Escultura de homenagem a Malangatana

A finalizar salientou que a associação não está extinta, ainda existe, mas, cada tendo seguido o seu caminho, perdeu a unidade entre membros.
Francisco Nogueira deu a conhecer a vontade da associação erguer um projecto- “um último projecto” – que será uma escultura a ser colocada no Parque da Cidade, realizada por Pedro Miranda da Silva, a partir de um esboço de Malangatana.
“Estamos a propor, em parceria com a Câmara a construção de mais uma obra para o espaço público do Barreiro”, disse.

S.P.

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