Emídio Xavier retira pelouros aos Vereadores do Partido Comunista

Por S.P.
Entretanto, em Conferência de Imprensa, Emídio Xavier, presidente da Câmara Municipal do Barreiro, veio confirmar esta notícia e divulgar que retira a confiança política aos vereadores do PCP e que lhes retira os pelouros e respectivos tempos atribuídos até a este momento.
Emídio Xavier, considera que o voto contra o Plano e Orçamento para 2003 dos vereadores comunistas significava a vontade expressa de “inviabilizar o documento fundamental para a governação da Câmara”, porque a sua reprovação implicaria, na prática, o seu derrube, dado que não existiria o mínimo de condições para a realização dos principais objectivos do projecto.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro considera que “não havia matéria formal para votar contra” o Plano e Orçamento para 2003.
Na sua opinião a votação dos vereadores comunistas “era uma atitude política que tem consequências políticas”.
Emídio Xavier, referiu aos jornalistas que “lamento a decisão que tive que tomar mas considero-a a única possível”.
Golpe de estado palaciano
“A CDU tentou inviabilizar o Orçamento o que implicaria, assim, a curto prazo, o derrube da Câmara, que só não ocorreu porque a disponibilidade do PSD, na Assembleia Municipal, permitiu que a autarquia tivesse condições de funcionamento. Este facto, a tentativa de “golpe de estado palaciano”, exige, naturalmente, ao Presidente da Câmara a tomada de medidas que, não sendo agradáveis, se tornam necessárias” – referiu Emídio Xavier, na sua intervenção de abertura da Conferência de Imprensa.
O autarca acrescenta que – “aguardei, durante algum tempo, que em coerência com a atitude política tomada pela CDU de recusa do Orçamento, os vereadores apresentassem a sua demissão dos pelouros atribuídos. Não o tendo feito, decidi, por isso, que o único caminho que me foi deixado pela CDU seria a retirada dos pelouros e tempos dos seus vereadores”.
A encerrar a sua intervenção o autarca referiu que – “É tão honroso ser poder como ser-se oposição. O que não pode é assumir-se o poder e, em simultâneo, ser-se ostensivamente oposição, por uma questão de princípios. Apesar de tudo quero continuar a acreditar que os vereadores da CDU tomarão em cada instante as opções que defendam o interesse dos barreirenses”.













