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Perspectivas

Vereadores da CDU afirmamContinuamos a participar mesmo sem pelouros

Em Conferência de Imprensa, realizada no Centro de Trabalho do Partido Comunista Português, os vereadores da CDU, divulgaram a sua posição sobre a retirada de pelouros pelo presidente da Câmara Municipal do Barreiro. Estiveram presentes neste encontro com os jornalistas Joaquim Matias, Rui Ferrugem e Rui Madeira. Carla Marina, esteve ausente por razões de saúde. De registar igualmente a presença de Helder Madeira, deputado da Assembleia Municipal e José António, presidente da Junta de Freguesia do Alto do Seixalinho.
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Vereadores da CDU afirmam Continuamos a participar mesmo sem pelouros

Por S.P.

José Caetano, membro do Comité Central e responsável concelhio do Partido Comunista Português, saudou os órgãos de comunicação social presentes e referiu que o objectivo da Conferência de Imprensa era dar a conhecer a posição dos vereadores da CDU, “sobre a retirada dos pelouros e algumas competências à CDU e prestar esclarecimentos e opiniões que consideramos mais oportunas neste momento, face a esta decisão do Presidente da Câmara”.
De seguida usou a palavra Joaquim Matias, vereador da CDU, que considerou que a posição do presidente da Câmara demonstra a sua “incapacidade democrática para conviver com pluralismo de ideias, com o pluralismo de posições”, acrescentou o autarca que esta posição “mostra má fé do presidente quando distribuiu os pelouros”.

Incapacidade do PS de gerir consensos

Segundo Joaquim Matias, a posição do presidente não irá retirar aos vereadores da CDU vontade de trabalho e acrescentou que “não abdicaremos de fazer propostas para melhorar as condições de vida da população e manteremos uma oposição construtiva”.
José Caetano, sublinhou que esta era uma primeira apreciação feita à posição do Presidente da Câmara, acrescentando que os resultados eleitorais das últimas autárquicas, no Barreiro, deram um empate técnico, pelo que o eleitorado não deu ao PS a maioria absoluta, “nem o poder absoluto ao PS para fazer o que quer e lhe apetece na Câmara Municipal”.
Segundo este dirigente do PCP – “este resultado eleitoral obriga a encontrar consensos necessários constantemente, na gestão da autarquia e é esta incapacidade do PS e o seu presidente que assume um a postura autocrática de exercer o poder e manifesta a sua incapacidade para gerir consensos”.
Rui Ferrugem, recordou a Declaração dos Vereadores da CDU, quando da aceitação de pelouros onde, salientou é sublinhado que “exercerão uma oposição construtiva á gestão PS”.

Manter uma oposição construtiva

De acordo com a nota distribuída aos órgãos de comunicação social, os vereadores da CDU referem que a sua actuação na Câmara “pautou-se sempre pelos compromissos assumidos perante a população e expressos na Declaração de Aceitação de Pelouros, de 21 de Janeiro de 2002” na qual sublinharam que – “a par da aceitação destas responsabilidades, os eleitos da CDU exercerão uma oposição construtiva à gestão do PS na Câmara Municipal do Barreiro, não abdicando de exigir o cumprimento de promessas eleitorais e, sempre que os interesses da população o justifiquem, de apresentar propostas em todas as matérias e áreas de intervenção da Câmara”.
De acordo com a mesma nota, “desde o 25 de Abril é esta a primeira vez que um Presidente de Câmara, no concelho do Barreiro, retira pelouros a uma força política, por exercer o seu direito de oposição, na defesa do que considera serem os interesses e necessidades da população”.

Uma ruptura unilateral

Salientam, os vereadores da CDU, que “a democracia implica a capacidade de gerir posições contrárias e o Presidente PS manifesta, com esta ruptura unilateral, a sua incapacidade democrática”.
Segundo os autarcas da CDU, “a decisão do Presidente significa ainda a vontade política de gerir com o PSD a Câmara Municipal, pois não colocou em causa o desempenho dos vereadores da CDU, na coordenação dos pelouros que lhes foram atribuídos”.
A finalizar os vereadores da CDU salientam que, “com a mesma legitimidade democrática que o resultado das últimas eleições autárquicas lhes conferiu e com o qual desenvolveram trabalho nos pelouros, agora impedidos de o prosseguir, mantêm disponibilidade, mesmo sem pelouros, de continuar a sua participação na defesa dos interesses da população do Barreiro”.
No final da Conferência de Imprensa, num à parte, Rui Madeira, vereador que assumiu recentemente funções em sequência da renúncia de mandato pelo Vereador Carlos Maurício, e que nunca chegou a assumir qualquer pelouro, referiu – “pronto eu já entreguei os meus pelouros”.
Um momento de risos, num ambiente um pouco carregado pela tensão política que marcou a vida política local neste fim de ano.

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