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Perspectivas

Semana Europeia no Barreiro aprova“Declaração do Barreiro - “Europa: Melhor Aprendizagem, Mais Cidadania”

Entre os dias 7 e 11 de Janeiro de 2004 realizou-se no concelho do Barreiro a Semana Europeia – “Melhor Conhecimento, mais Cidadania” no âmbito da qual os parceiros do Programa Actividades das Parcerias de Aprendizagem” abordaram a temática: “Aprender ao longo da Vida”.
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Semana Europeia no Barreiro aprova “Declaração do Barreiro - “Europa: Melhor Aprendizagem, Mais Cidadania”

Por Jornal Rostos

Neste contexto visando o aprofundamento do debate de ideias e uma abordagem sistematizada do tema central foram estruturados Grupos de Reflexão, no sentido de ser efectuada uma análise epistemológica da temática central, nomeadamente:. Aprendizagem ao longo da Vida: um direito; Aprendizagem ao longo da Vida: um percurso de inclusão; Aprendizagem ao longo da Vida: que percursos de transição dos jovens para a Vida Adulta; Aprendizagem ao longo da Vida: Que recursos?
Os Parceiros participantes no projecto decidiram aprovar a “Declaração do Barreiro – “Europa: Melhor Aprendizagem, Mais Cidadania” através da qual ficam expressas as ideias – força que resultaram das diferentes sessões de trabalho e emergem do conteúdo dos Projectos de Parceria em desenvolvimento.

Carta do Barreiro

No final dos trabalhos foi aprovada a - DECLARAÇÃO DO BARREIRO - “Europa: Melhor Aprendizagem, mais Cidadania”, que, pelo seu interesse e actualidade divulgamos integralmente:

1. A “Aprendizagem ao longo da Vida” é um direito, uma exigência e um contributo essencial para o desenvolvimento da Cidadania Europeia e fundamental num mundo onde o ritmo acelerado de produção de ideias e inovação de conhecimentos coloca aos cidadãos o desafio de “aprender todos os dias”.

2. Os participantes reconhecem que a “Aprendizagem ao longo da vida” deve ser uma referência de acção e uma linha condutora na implementação de políticas de desenvolvimento local, regional, nacional, Europeias, e, neste contexto, consideram que os Estados têm a obrigatoriedade de dinamizar estratégias de descentralização, partilha de decisões e promover caminhos de valorização da acessibilidade ao conhecimento, até como forma de combate à exclusão social.

3. A “Aprendizagem ao longo da Vida” deve afirmar-se como um paradigma de acção e um instrumento de ligação e cooperação entre os povos Europeus e de desenvolvimento da Cidadania Europeia.

4. Os participantes reconhecem a importância da criação de uma REDE EUROPEIA de PROMOÇÂO DA APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA e sugerem a implementação de uma CARTA DOS DIREITOS DA APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA.

5. Sendo fundamental a participação dos Cidadãos na valorização da ideia de Europa, os participantes sublinham a importância e o papel do associativismo e suas parcerias como elemento estruturante fundamental na promoção da “Aprendizagem ao longo da Vida”.

6. Os participantes reconhecem a necessidade de dinamizar projectos que contribuam para a democratização das novas tecnologias porque quem não tiver é acesso é um cidadão excluído e afirmam os projectos a desenvolver no âmbito da “Aprendizagem ao longo da Vida” como um caminho de certificação e validação de competências, como contributo para a promoção do emprego, integração social, combate à exclusão e valorização do papel da sociedade civil no enriquecimento da ideia de Europa.

7. Os participantes sublinham a importância da “Aprendizagem ao longo da Vida” como percurso de valorização das tradições, consolidação de identidades locais, regionais e nacionais, na diversidade Europeia, bem como a partilha de saberes entre gerações.

8. Os Parceiros participantes afirmam a disponibilidade de desenvolverem acções conjuntas com o objectivo de contribuírem para uma gestão integrada de recursos, permuta de informação, troca de experiências, partilha de saberes, reconhecendo que estas dinâmicas são vectores essenciais e integrantes de estratégias de promoção da “Aprendizagem ao longo da Vida”.

9. Sublinham que uma estratégia global de promoção da “Aprendizagem ao longo da Vida” é determinante para permitir o acesso aos conhecimentos, superar as dificuldades de integração social por parte de grupos de risco e minorias, estimular as relações entre gerações e motivar para a vivência de dinâmicas culturais ao nível local, regional, nacional e Europeu.

10. Os Parceiros participantes afirmam a disponibilidade de pela sua acção contribuírem de forma permanente para a construção de uma ideia de Europa que coloque a participação dos Cidadãos, a defesa dos seus direitos e a afirmação dos seus deveres, como um objectivo central de uma cultura europeia – UMA EUROPA DOS CIDADÃOS.

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