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Perspectivas

Bloco de EsquerdaFaz balanço do segundo ano de Câmara PS

No final da tarde do dia 26 de Janeiro, no Café Pial, o Bloco de Esquerda do Barreiro, reuniu os jornalistas, para fazer o balanço do segundo ano de Câmara do PS.
2 min de leitura

Por Cátia Pacheco

A Concelhia do Bloco de Esquerda do Barreiro considera que, o segundo ano de gestão do PS na Câmara Municipal do Barreiro, não trouxe nada mudanças significativas em relação ao que tinha sido feito no decorrer do primeiro ano, embora, também reconheça que existiram algumas novidades positivas, nomeadamente, a participação de cidadãos no início do Plano Municipal de Ambiente e a possibilidade de discutir a Carta de Princípios e Projectos de Apoio ao Associativismo, por parte das associações do concelho.
Segundo Mário Durval, “o que interessava verdadeiramente discutir era a opção para o campo das cordoarias, pois é essa intervenção que vai ditar uma opção para o futuro da cidade” em detrimento de opções para o espaço do mercado 1º de Maio. A essência da questão, essa não muda. Considera ainda que a Câmara tenta “vender uma imagem”, como, “o melhor do Barreiro são os barreirenses” mas quando chega a hora da decisão, “os cidadãos ainda não têm o espaço de intervenção e co-decisão que uma gestão moderna e verdadeiramente democrática exige.”

No decorrer do segundo ano de gestão do PS, foram inaugurados o Fórum Municipal Augusto Cabrita e o Mercado de Santo André, inaugurações que, para os bloquistas foram o esperado, “qualquer um que lá estivesse o faria.” Obras como a construção da ETAR, passou mais um ano sem se concretizar. “Mais grave ainda é que tudo o que de verdadeiramente mau do ponto de vista urbanístico a CDU nos deixou está a ser reforçado por parte da gestão PS.” Considerando que a Quinta dos Fidalguinhos foi a “obra de regime” da CDU, a do PS irá ser o Masterplan da Quimiparque. “São opções que têm contribuído para a degradação progressiva das áreas mais antigas da cidade, a diminuição dos laços de vizinhança, a despersonalização das relações sociais, o aumento da criminalidade e da doença mental.”
A questão política fundamental definida pelo BE é a participação da população e definir como despoltar o interesse e a participação activa da população, na vida política. “É impossível gerir uma cidade com as pessoas indiferentes, isso é uma política do passado.”

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