Rotary Club do Barreiro recebe Administrador do Hospital Nossa Senhora do Rosário S.A
Por Cátia Pacheco
José Guilherme Caranguejeiro nasceu em Torres Vedras em 1948, com um curriculum extenso, e com alguns anos de experiência no sector de gestão hospitalar no hospital Garcia da Horta em Almada, em Dezembro de 2002, aceitou o “desafio” de administrar o Hospital do Barreiro, transformado em S.A.
A grande transformação que foi necessária fazer foi sobretudo, tentar “educar” as pessoas noutro sentido, ou seja, durante muitos anos, os hospitais passaram a ideia de que o dinheiro que era investido, era gasto em coisas superfulas, e não em bens necessários, “foi necessário introduzir conceitos de racionalidade” mencionou o administrador, tratando os doentes de forma correcta.
A nível interno houve uma redução de 4,3% nos recursos humanos, muitos foi necessário substituir, uma vez, que já não estavam enquadrados com o novo projecto.
“Temos de ver o doente com um cliente, servi-lo o melhor possível”
José Guilherme Caranguejeiro considera que uma boa ou má gestão depende dos condicionalismos do momento e dos instrumentos disponíveis, e que mesmo tendo recursos escassos, se estes forem bem usados, “pode-se fazer um bom trabalho. Os profissionais para além do trabalho diário, têm de criar sistemas de organização, para melhorar este novo modelo.”
Um novo conceito introduzido com este modelo de gestão foi o de passar a ver o doente como um cliente de uma empresa, onde o grande objectivo é servi-lo o melhor possível, tratá-lo com excelência, sendo esta uma “forma simbólica de passar a mensagem.”
O grande objectivo deste último ano foi melhorar a produtividade, conseguir alterar comportamentos, como por exemplo, desperdícios de medicamentos. “Há no hospital do Barreiro muita gente com grande vontade de trabalhar neste sentido. Acho que vamos ter sucesso”, referiu o administrador.
O Hospital do Barreiro dispõe de um capital social de 6 milhões de contos
Com o novo modelo de gestão, o hospital deixou de ter subsídios, e tem de gerir o capital social de 6 milhões de contos em termos empresariais. Tem de estabelecer equilíbrios económicos e financeiros, dar melhores respostas com técnicas mais sofisticadas. “A administração tem a responsabilidade de encontrar soluções.”
O modelo empresarial permite uma gestão mais flexível, permite usar soluções financeiras como o leasing, que permite suportar melhor a sua actividade.
A administração é composta por cinco elementos: dois executivos, um não executivo, um director clínico e um enfermeiro director, que nos três anos de “mandato” tem de cumprir os objectivos propostos. “Se daqui a 1 ano não conseguir atingir os objectivos propostos, tenho de ir embora e vem outro para o meu lugar”, esclareceu José Guilherme Caranguejeiro.













