PS - MOITAVota contra Relatório e Contas da Câmara
Por Jornal Rostos
Na Sessão Ordinária da Assembleia Municipal da Moita, realizada no dia 30 de Abril de 2004, os eleitos do PS, apresentaram a seguinte Declaração de Voto :
“Poderíamos ter entregue uma cópia da declaração de voto do ano passado, mudando-lhe praticamente apenas a data. A metodologia utilizada pelo Executivo da Câmara foi exactamente a mesma, prometer fazer pouco (e mal, segundo a nossa opinião) e cumprir ainda menos.
Poderemos tirar daqui uma ilação, ou é um caso de falta de seriedade política ou de incompetência.
Mais uma vez os números não mentem, mais uma vez não se realizou um mínimo do que se prometeu.” – referem.
Francamente mau
“Mais uma vez o Relatório e Contas deste executivo é francamente mau. E é já o segundo no seu mandato. Em 2 anos consecutivos não conseguiram atingir os objectivos de um ano só.
“O Partido Socialista da Moita não aprovou qualquer dos documentos aqui apresentados para as “Grandes Opções do Plano e Orçamento” para 2002 e 2003. Fizemo-lo então porque temos outra política e outras soluções para este Concelho. Fizemo-lo porque são cada vez maiores as diferenças de políticas de desenvolvimento para a nossa terra, entre nós e quem a governa. Fizemo-lo porque entendemos que, ou há uma inflexão rápida e substancial na forma de sentir e adequar este concelho para o futuro, ou iremos chegar a uma situação insustentável para a gestão do município e consequentemente para o bem estar da sua população.
Este relatório, na sequência do transacto, veio uma vez mais dar-nos razão. Com muita pena nossa acreditem. E grande preocupação.
Mas, embora não tendo aprovado as “Grandes Opções do Plano e Orçamento” que o executivo apresentou a esta casa, nada nos moveria a votar contra o Relatório e Contas se este apresentasse um grau de execução satisfatório em relação àquele que propuseram. Era um sinal de coerência da parte do executivo da CDU. Teria prometido e cumprido maioritariamente.” – acrescentam os socialistas.
Moita merece melhor
“O sucesso ou insucesso, como é neste caso, do balanço da actividade de um executivo municipal, mede-se principalmente pelo grau de cumprimento das despesas de capital, pelo investimento, pelo que fica para o futuro da população. O número novamente atingido de apenas 37% diz tudo. Ineficácia total, insucesso absoluto, derrapagem plena de actividade.
Continuamos a verificar que muitas rubricas importantes, e orçamentadas para o ano de 2003, ou tiveram zero de execução ou tiveram graus de execução baixíssimos, alguns na casa das unidades apenas.
Continuamos a verificar o preocupante aumento da despesa corrente e a diminuição da receita. Incapaz de prever as receitas no período difícil da economia do país, o executivo camarário continua a orçamentar como se nada se passasse. E assim viu baixarem gravemente as receitas com, entre outros, a Sisa, com os Alvarás e Taxas de Construção, e com a Derrama. Esta caiu 20% em relação ao ano transacto.
É assim tudo mau, muito mau e preocupante. A população deve atentar no que se está a passar no seu concelho, o executivo deve tirar consequências políticas da sua (ir)responsabilidade.” –finalizam – “Os eleitos do Partido Socialista na Assembleia Municipal da Moita, naturalmente, votam contra este Relatório de Gestão e as Contas de 2003, tal como e pelos mesmíssimos motivos que o fizeram com o de 2002. Este concelho merece melhor, muito melhor”.













