“A Imprensa on-line e o Desenvolvimento da Região”“Hoje chegamos a qualquer parte do mundo”

Por Cátia Pacheco
A primeira intervenção da noite coube a Emídio Xavier, que quis saudar todas as pessoas envolvidas no projecto da Feira dos Negócios, considerando ser “talvez a melhor oportunidade de chegarem aos clientes”. No que diz respeito à comunicação social, o edil considera que é o que permite às pessoas inovar e “manter uma cidade viva, debatendo problemas.”
Joana Peralta, chefe de redacção do “Diário do Barreiro”, mencionou na sua intervenção, as vantagens do jornalismo on-line, salientando desta forma, o novo conceito de interactividade que o on-line permite, existindo um maior intercâmbio entre as pessoas, e criando assim, “uma nova linguagem e uma nova forma de leitor.”
O on-line permite desta forma, uma actualização constante, em cima do acontecimento, considerando Joana Peralta que, “não existe melhor meio do que a Internet para atingir a universalidade.”
Sousa Pereira, director do jornal “Rostos”, concordou com a intervenção da chefe de redacção do “Diário do Barreiro”, reforçando ainda a ideia de que em Portugal é notório o crescimento cada vez mais acentuado da procura de informação em formato digital, sendo explorado a cada dia que passa, pelas próprias autarquias, que criam os seus próprios sites. O director do “Rostos”, confirmando a importância cada vez maior do on-line, partilhou com os presentes um exemplo, de uma chamada que o jornal recebeu de Paris, onde um emigrante barreirense felicitava o jornal, pelo facto de, através da Internet, ter acesso ao que se passa na sua cidade natal, e aproveitando também para fazer um pedido: que fosse criado no site do “Rostos on-line” um espaço onde os emigrantes barreirenses também pudessem partilhar o que se passa nas comunidades portuguesas, criando-se assim uma maior interactividade e proximidade.
Na opinião de Sousa Pereira, o jornalismo on-line dificilmente irá acabar com o jornalismo tradicional, impresso.
“A imagem pode chegar a todo o lado, a todo o mundo, é um óptimo veículo de promoção”
A qualidade é um dos principais aspectos para que este suporte se possa afirmar com alguma solidez, podendo ter desta forma, um papel extremamente importante para o empresário, divulgando as suas empresas, explorando a imagem gráfica, como também o aspecto áudio.
Emídio Xavier reforçou a ideia de que com a Internet o mundo está todo mais próximo, sendo isso também uma facilidade para a publicidade, “a imagem pode chegar a todo o lado, a todo o mundo, é um óptimo veículo de promoção.”
Outra das intervenções da noite foi a de Cláudio Anaia, dirigente nacional da juventude socialista que revelou ser um grande utilizador do jornalismo on-line, e quais as vantagens que na sua opinião, este meio permite. A notícia na hora, os debates que possibilita, e o facto de poderem ser consultados em qualquer parte do mundo, são os pontos fulcrais que na opinião de Cláudio Anaia o on-line proporciona. Por outro lado, considera negativo o facto de o jornalismo on-line ainda ser um jornalismo elitista, uma vez que “existem muitas pessoas que não têm acesso à Internet.”
Sousa Pereira deixou como reflexão, a necessidade de ser criada uma bolsa para jornalistas, pois muitos dos que trabalham nos jornais regionais ou fazem trabalho voluntário, ou são mal recompensados, “isso para que possa haver também um aumento de qualidade.”
Luís Pedro Cerqueira, vereador do Planeamento e Gestão Urbanística, considera que o on-line “foi uma das possibilidades de o jornalismo se voltar a afirmar”. É um meio importante para afirmação do jornal, mas também da própria comunidade, como divulgação de tudo o que se passa na região.
António Cabós, solicitador foi outro dos intervenientes no debate, referenciando que, na sua opinião existem três regras fulcrais para que exista sustentabilidade do projecto on-line. A primeira regra é a independência, não estarem sujeitos a conveniências. A segunda é a possibilidade de diversificar o público-alvo, chegando a pessoas que muitas vezes a comunicação tradicional não permite, como é o caso dos jovens e das pessoas que trabalham fora e que desta forma podem ter acesso ao que se passa na cidade onde habitam. A terceira regra é a legibilidade mostrando o máximo numa página, não fazendo o utilizador ter de percorrer muitos passos para chegar à informação.
Desta forma, e na opinião de António Cabós, o projecto terá sustentabilidade para crescer e se desenvolver.
No encerramento do debate, Sousa Pereira concluiu que “estando o on-line a dar os primeiros passos, tem um papel importante e pode ser um elemento estruturante como meio de comunicação na região e no mundo”.













