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Perspectivas

Protocolos Valorizam e Protegem Mata da Machada

Na Escola de Fuzileiros Navais da Marinha Portuguesa, em Vale de Zebro, a Câmara Municipal do Barreiro, a Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste (DRARO) e a Marinha Portuguesa assinaram hoje, dia 7 de Junho, um conjunto de protocolos que visam a defesa e prevenção da ocorrência de fogos florestais na Mata Nacional da Machada e a valorização do património arqueológico, identificado no interior desta área florestal.
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Protocolos Valorizam e Protegem Mata da Machada

Por Jornal Rostos

Na cerimónia estiveram presentes o Secretário de Estado das Florestas, João Soares, o Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Bianchi de Aguiar, o Director da DRARO, Francisco de Sousa Freitas, o Presidente da CMB, Emídio Xavier, o Capitão José António Rocha Abreu e o Almirante Silva da Fonseca, da Marinha Portuguesa.

“Um dia marcante para nós”. Estas foram as palavras proferidas pelo Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Emídio Xavier, no início da sua intervenção. Para o autarca “é com orgulho que temos a Mata Nacional da Machada a ocupar 10% do território do concelho”.

O Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Bianchi de Aguiar, referiu que tem que haver uma missão cívica de todos os pequenos agentes, pois estes têm um papel importante na formação ambiental da população”. O edil acrescentou ainda, que apesar das limitações orçamentais, “o governo tem realizado parcerias com várias autarquias por todo o país, no sentido de realizar esforços para a prevenção e preservação da floresta nacional”.

Por seu lado, o Director da DRARO, Francisco Sousa Freitas, salientou que é com satisfação que a entidade que representa se associa à Marinha e à CMB “num trabalho de prevenção e defesa de um valioso património. No futuro, podem continuar a contar com a Direcção Regional”, reforçou.

A DRARO e a Câmara Municipal do Barreiro assinaram dois protocolos. Um é referente à utilização do espaço relativo à Estação Arqueológica da Mata da Machada, no qual se insere o Forno Cerâmico. Segundo o acordo, a autarquia deve apresentar à DRARO um plano de utilização daquele espaço. A CMB pode desenvolver actividades de pesquisa arqueológica e dar conhecimento à DRARO dos resultados da mesma.

No outro acordo, entre estas duas entidades, ficou definida a utilização a título de comodato de um armazém existente na Mata da Machada, com cerca de 208 m2. A autarquia responsabiliza-se por apresentar à DRARO um plano de utilização do espaço no prazo de 30 dias a contar da data de assinatura do documento. A autarquia irá programar e gerir a sua utilização e diligenciar no sentido de vir a ser criado um Centro de Educação Ambiental e Protecção da Natureza.

Por último, o protocolo assinado pela Marinha e pela DRARO tem como finalidade estabelecer as condições de utilização da Mata da Machada, por parte da Marinha em actividades de educação agro-florestal e ambiental dos seus militares. A DRARO disponibiliza o espaço da Mata para o treino dos Fuzileiros, com a ressalva de que não colida com o equilíbrio florestal e ambiental.

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