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Perspectivas

Debate“Movimento Associativo – Poder Local: Que princípios de cooperação?”

Amílcar Romano, Vereador da Câmara Municipal do Barreiro, responsável pelo Pelouro do Associativismo, foi o prelector do debate que decorreu no Pavilhão do Associativismo, integrado nas Festas do Barreiro, cujo tema central este ano, versa precisamente a temática do “Associativismo”.
No decorrer do debate divulgou que está agendada, para Novembro, uma reunião magna com as associações do concelho do Barreiro, cujo objectivo central será analisar os critérios e os princípios de cooperação entre a autarquia e as associações.
5 min de leitura
Debate “Movimento Associativo – Poder Local: Que princípios de cooperação?”

Por Jornal Rostos

Amílcar Romano começou por referir que o conjunto de informação disponível na Exposição, que pode ser visitada no decorrer das Festas do Barreiro, permite “confrontarmo-nos com a realidade associativa do concelho do Barreiro” mas, na sua opinião, a avaliação e caracterização do associativismo no concelho do Barreiro, “não termina com a presente exposição”, este trabalho pode, isso sim, ser um ponto de chegada e de partida para que seja “definida uma linha condutora, uma coerência de trabalho a desenvolver entre a autarquia e o associativismo”.

Referência histórica

Segundo Amílcar Romano, a história das colectividades do concelho do Barreiro é uma referência no desenvolvimento cultural da cidade, com destaque para aquele momentos que marcaram as nossas vivências, “nos períodos mais difíceis, antes do 25 de Abril”, tendo o associativismo assumido “uma referência na consciência de classe”, no combate contra a “falta de liberdade” e perante a “necessidade de luta por melhores condições de trabalho e melhor qualidade de vida”.
“A riqueza do associativismo, no concelho do Barreiro, não se esgota nesta exposição” – salientou o Vereador.
Amílcar Romano colocou como de maior importância serem desbravados caminhos que contribuam para encontrar respostas coerentes há pergunta : Qual o papel a desempenhar pela Câmara Municipal do Barreiro, que propostas de trabalho a desenvolver nas relações com o associativismo?
“Tudo o que se fizer tem que ser coerente para as associações e para a Câmara Municipal, com respeito pela diversidade do associativismo, que é uma realidade do movimento associativo.” – salientou Amílcar Romano.

Cooperação e Transparência

Na sua opinião a Carta de Princípios, elaborada pela Câmara Municipal do Barreiro, que está exposta no Pavilhão do Associativismo, e já distribuída ao Movimento Associativo do Concelho do Barreiro, exprime as intenções do Executivo Municipal, no “sentido de valorizar as relações entre a autarquia e o movimento associativo com regras e critérios, baseadas na cooperação e transparência, visando o desenvolvimento local”.
“Temos que desenvolver a acção com o Movimento Associativo de forma clara e límpida” – salientou o autarca.
Segundo Amílcar Romano, os princípios que devem marcar as relações entre a autarquia e o associativismo devem ter uma carga “ideológica”, “uma ideologia muito própria, que não é a ideologia partidária, nem ligada a nenhum partido, é uma ideologia de valores e de princípios que visam a autonomia do associativismo e o desenvolvimento de parcerias de cooperação”.

Debate em Novembro

“È uma exigência deste Executivo. Temos disponibilidade vontade de dar passos em frente, com base nas relações com pessoas, envolvendo os dirigentes, direccionando investimentos que contribuam para o desenvolvimento do associativismo e da nossa cidade” – salientou Amílcar Romano.
Neste contexto anunciou a realização de um “Congresso” do Associativismo barreirense, em Novembro, tendo como tema central a abordagem dos Princípios e critérios de apoio ao associativismo, bem como a avaliação das acções que estão em curso e aquelas que ao longo dos últimos tempos foram concretizadas.

Que papel do Poder Central ?

Amílcar Romano salientou igualmente que o Movimento Associativo deve exigir mais cooperação do Poder Central que regra geral ignora o papel do associativismo e o seu contributo para o desenvolvimento do país e das comunidades.
Na sua opinião há necessidade de maior exigência do associativismo para com o Poder Central, porque “os meios que são necessários exigem cada vez maiores investimentos” e não pode ser somente o Poder Local a assumir as suas responsabilidades.

Critérios são positivos

Após a intervenção de Amílcar Romano seguiu-se um animado debate.
António Fernandes do “Unidos da Recosta” manifestou a sua concordância com os critérios e princípios que a Câmara Municipal do Barreiro distribuiu ao Movimento Associativo – “Tenho é dúvidas que os mesmos sejam cumpridos” e acrescentou que – “O Poder Central está alheio ao associativismo, ignorando que o associativismo popular é uma escola de formação”.
Eduardo Espírito Santo, da SIRB “Os Penicheiros”, referiu que os critérios apresentados pela Câmara Municipal do Barreiro, que estabelecem as normas de relações entre o Poder Local e o Movimento Associativo, são desejados, “há muitos anos que os defendemos” e manifestou a sua concordância com a proposta que está em debate.
Por outro lado, salientou que o apoio do Poder Central em relação ao associativismo “é nulo”.
Na sua opinião é necessário que as relações entre o Poder local e o Movimento Associativo assentem em critérios, como os que estão projectados, de forma a que exista “cooperação com critérios”.
Amílcar.
Registaram-se outras intervenções sobre aspectos pontuais da acção associativa.
A finalizar Amílcar Romano, sublinhou que será importante avaliar-se os apoios que são atribuídos ao Movimento Associativo porque, por vezes, há apoios que se traduzem em milhares de euros e as associações nem reconhecem que recebem esse apoio, nomeadamente, no que diz respeito à cedência de transportes.

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