Mostra Empresarial e InstitucionalDá rosto às empresas do concelho
Por Catarina Simão
O sucesso da primeira edição, tanto para a autarquia como para as entidades participantes, forçou naturalmente uma segunda MEI, que este ano conta com 101 módulos, distribuídos por mais de meia centena de participantes. Também os proprietários de estabelecimentos de restauração responderam em força ao desafio das Tasquinhas, que este ano duplicaram o seu número.
Das várias empresas participantes nesta mostra todas concordam que o mais importante é dar a conhecer os seus serviços e dar visibilidade à empresa no concelho, e isso tem sido bastante conseguido. A afluência de publico tem sido mais que muita, no entanto, as receitas obtidas não reflectem o grande número de visitas aos stands.
Da BARRIND à Mostra Empresarial e Institucional
A comparação à BARRIND é inevitável. Das memórias de todos os barreirenses vem a BARRIND, que desde sempre, foi associada às Festas do Barreiro. Maria Odete Garcia, da Nova Era - Oficina de Marcenaria, participa pela primeira vez na MEI, apesar de ter participado por diversas ocasiões na BARRIND. Em comparação, “penso que está melhor, nomeadamente a nível do espaço e da distribuição dos expositores, que não estão tão juntos uns dos outros”. Para Maria Odete Garcia, o balanço deste ano “é bastante positivo”, já que esta é uma boa forma de dar a conhecer a sua empresa. Esta opinião é partilhada por Helena Martins, da Apifex Decorações e Revestimentos, que apesar de ser uma das mais antigas empresas do Barreiro, ainda se dá a conhecer junto de novos clientes nesta exposição. A crise económica actual, que se reflecte nos vários sectores, impulsionam também a participação das empresas na MEI. Esta é uma oportunidade de divulgar os seus serviços, e fazer alguns negócios, que, muitas vezes, são concluídos nas próprias lojas, conforme nos confirmou Helena Martins.
Especialização da MEI
Participante assíduo na extinta BARRIND, e pelo segundo ano consecutivo na MEI, Vítor Pires, da Auto Acessórios das Palmeiras, não deixa de tecer algumas criticas a este evento. “Penso que devia ser mais dividido. Deviam-se agrupar várias empresas e durante o ano serem realizados certames mais especializados, como a FIL. Assim, as pessoas vinham, e já sabiam o que vinham visitar”, opinou Vítor Pires. O empresário deixou também algumas sugestões como “as entradas pagas, porque assim, quem viesse, vinha por gosto, vinha ver aquilo que lhe interessava, havendo o profissionalismo que eu penso faltar à MEI. Os visitantes vêm muitas vezes à pressa, só de passagem, sem estarem direccionados para os nossos artigos”. “Podiam reagrupar, por exemplo, o ramo automóvel, e escolher um mês para fazer uma feira só deste sector”, defendeu o empresário. Comparativamente ao balanço da edição passada da MEI, Vítor Pires nota uma quebra: “este ano tem sido pior do que o ano passado. Nota-se muita gente, mas a afluência das pessoas aos pavilhões é menor”.
Já Manuela Caco, da MultiÓpticas Santa Maria, mostrou-se bastante satisfeita com a participação desta empresa. Pela primeira vez na Mostra Empresarial e Institucional, esta tem “um balanço muito positivo, quer em termos de testes realizados aqui, como no número de visitas ao stand”. Também a nível da organização, Manuela Caco dá uma nota positiva.
Ainda que a actual conjuntura económica do país não permita grandes investimentos ou gastos, assiste-se diariamente na MEI a uma grande afluência de visitantes. A animação de rua é uma constante, e os barreirenses parecem gostar deste formato de exposição, podendo contactar com os vários produtos e serviços da região e não só.













