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Perspectivas

José Sócrates no Barreiro“Nós não temos angústias ideológicas, nem crise de identidade”

José Sócrates manifestou o orgulho pela democracia interna do Partido Socialista, na história do seu partido e defendeu que ser oposição não é apenas criticar mas apresentar alternativas.
“Não somos a esquerda do criticismo e do não, somos uma esquerda que sempre quis governar” – salientou José Sócrates, no almoço com os socialistas.
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José Sócrates no Barreiro “Nós não temos angústias ideológicas, nem crise de identidade”

Por S.P.

Foram cerca de três centenas de apoiantes da candidatura de José Sócrates, ao cargo de Secretário Geral do PS, que participaram num almoço, no Restaurante Manuela Borges, na freguesia de Santo António da Charneca, no Barreiro.
Emídio Xavier, Presidente da Comissão Política Concelhia do Barreiro do Partido Socialista, saudou todos os que participaram naquele almoço e salientou que o processo de eleição do Secretário Geral do PS, sendo uma luta interna, é fundamental para afirmação dos principios que o PS defende para a sociedade portuguesa.
Emídio Xavier, recordou que naquele mesmo espaço, contou com a solidariedade de José Sócrates, quando do arranque da sua candidatura para a conquista da Presidência da Câmara Municipal do Barreiro ao PCP, nas últimas eleições autárquicas, esperando, igualmente, que este encontro seja um ponto de partida para que José Sócrates conquiste a liderança do Partido Socialista.
Neste contexto salientou que espera, com a eleição de José Sócrates, no cargo de Secretário Geral do PS, que, nas próximas eleições autárquicas, no distrito de Setúbal “conquistemos mais Câmaras ao PCP, para fazermos melhor que o PC”.

Distrito de Setúbal é de esquerda

Emídio Xavier salientou que este é um “distrito de esquerda” e afirmou que o “PCP é uma esquerda enquistada e ultrapassada e o PS é uma esquerda moderna”.
“Os militantes que aqui estão, estão contigo porque nos bons e maus momentos estão com o PS e lutam pelo PS” – referiu o líder do Barreiro dos socialistas, acrescentando, “esta gente mete medo a alguns” porque temem a votação secreta.
Neste contexto Emídio Xavier expressou a sua total solidariedade a José Sócrates – “o nosso total apoio à tua candidatura” tem fundamento “nas tuas qualidades e capacidade de enfrentar as cooperações de interesses”.
Emídio Xavier referenciou, igualmente, a qualidade de comunicador de José Sócrates e as suas posições que apontam no sentido de o PS se afirmar num partido cuja acção tem como referência “as preocupações sociais”.

PS – um aparelho democrático

Amélia Antunes, Presidente da Federação Distrital do PS, sublinhou que acredita que José Sócrates vai ter uma vitória esmagadora, de forma a acabar com “os fantasmas”.
Na sua opinião é uma virtude que a eleição do Secretário-geral do PS esteja a ser acompanhada pelos portugueses e sublinhou o facto de José Sócrates estar a “elevar o nível do debate”.
A dirigente distrital do PS criticou aqueles que pretendem de forma redutora dar uma visão da eleição do Secretário Geral do PS, como sendo fruto do aparelho do PS e recordou que todas as eleições nas estruturas do Partido Socialista das Secções à Federação, até ao nível nacional, são eleições democrátiacas – “o aparelho do PS é um aparelho democrático. Os militantes do PS são militantes sem medo” – disse Amélia Antunes.

PS tem orgulho na democracia

José Sócrates, começou por referir que com a realização de eleições ao cargo de Secretário-geral – “Estamos a dar uma lição de democracia ao país. Os portugueses estão a olhar para nós.”
O candidato socialista referiu que sente que o PS está a voltar para a política – “Sinto o PS vibrante. O PS sabe quais são as suas responsabilidades”.
José Sócrates sublinhou que “os portugueses estão descontentes com a actual solução política” por essa razão “o PS deve apresentar-se como alternativa política, este debate interno deve servir para isso. No PS ninguém tem medo do debate. Este debate deve centrar-se nas propostas e não nos insultos. O PS tem orgulho nas suas orientações democráticas. No PS quem quer ocupar lugares de direcção vai a votos”.
José Sócrates sublinhou que – “o PS deve dirigir as suas energias para combater este governo. Os portugueses não se reveêem nestas fórmulas governativas. Eu candidato-me também para isso, para construir uma proposta política, criar uma alternativa política”.
O candidato a secretário geral do PS defendeu o desenvolvimento de “uma nova geração de políticas sociais” porque “é nossa responsabilidade dar um novo fôlego às políticas sociais” e na sua opinião o que faz a diferença do PS em relação ao actual governo “é a aposta nas áreas que promovem a qualidade de vida das pessoas” e “uma nova visão da política”.

Uma esquerda para governar

Para José Sócrates, “estar na oposição não é apenas estar à espera” ou “criticar” é apostar na “apresentação de alternativas”, neste contexto defendeu um “Partido Socialista adulto e consciente das suas responsabilidades”.
“Não somos a esquerda do criticismo e do não, somos uma esquerda que sempre quis governar, somos uma esquerda que quer ter o poder para transformar e para fazer um país mais justo. Somos uma esquerda que recusa o imobilismo” – disse.
“Nós não temos angústias ideológicas, nem crise de identidade” – sublinhou José Sócrates.
Nste contexto salientou que “a nossa marca é a história do PS”, referindo a luta pela liberdade, o projecto de adesão à Europa, o património de António Guterres e de Ferro Rodrigues, finalizando com a ideia que – “temos que ser um partido com mais ambição”.

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