João Soares no BarreiroA vitória pode ser à 2ª volta
António Cabós Gonçalves, salientou que a moção de João Soares” não se fica pelo politicamente correcto”.
Por S.P.
António Cabós Gonçalves, começou por referir que este é um “jantar operacional, um jantar de combate” e apelou aos presentes para colocarem questões por são “tão poucas as oportunidades para dizer os que nos vai na alma” criticando o facto de os militantes do PS poucas vezes serem, chamados “para dar opinião sobre aquilo que seja”, para além de ser solicitado os “seus votos de quatro em quatro anos”.
O líder da lista de apoio a João Soares, na Secção do Barreiro do PS, referiu que “com João Soares temos a certeza que todos nós somos militantes com voz” e manifestou o seu desejo que seja “um partido razoavelmente diferente daquilo que é hoje”.
Na sua intervenção salientou que só há “uma moção que toca todos os pontos da governação”, que “aponta um caminho claro, com respostas claras” é a moção de João Soares “uma moção que não se fica pelo politicamente correcto”.
Vencer à 2ª volta
João Soares, começou por apelar ao empenhamento de todos os militantes socialistas, referindo que os dias que se seguem “são dias decisivos para garantir a vitória, que pode ser à 2ª volta”.
Por outro lado, salientou a “natureza inovadora deste processo eleitoral, felizmente no PS” que é uma lição para a democracia e para os portugueses.
Referiu que existem dois actos distintos, a eleição de Delegados ao Congresso e a eleição do Secretário Geral do PS.
Na sua opinião na eleição de Delegados podem funcionar os “lobbies” ou “os sindicatos de voto”, mas, sendo o voto secreto os militantes que “não tiveram a coragem de dar a cara por esta candidatura, e até tendo apoiado outra candidatura” no segredo da votação podem fazer a sua escolha do Secretário Geral.
João Soares, referiu casos de militantes que lhe disseram “conte com o meu votinho, mas não diga nada, isso é um segredo” e, sublinhou ser este um pouco “o clima interno que estamos a viver”.
Para o candidato a Secretário Geral o importante é que os “militantes votem em consciência”.
Salientou que a “a lógica de candidatos a Delegados é situacionista”, mas se ele for eleito Secretário Geral, “a lógica muda de rumo”
José Sócrates : há pontinha de arrogância
Na sua intervenção referiu que a candidatura de José Sócrates “é um gato escondido com o rabo de fora” porque já estava a ser preparada, mesmo, em Março, quando ele manifestou a sua disponibilidade para se candidatar, e considerou que nesta candidatura “há já uma pontinha de arrogância”.
Quanto à candidatura de Manuel Alegre, referiu que nos seus apoios “há gente para fazer três governos”.
João Soares sublinhou que “o PS não pode continuar afunilado em meia dúzia de pessoas” e considerou que “há necessidade de uma renovação muito grande e de abrir o PS aos seus militantes” e evitar que se promovam Estados Gerais para “depois nunca mais ouvirmos as pessoas”.
José Sócrates – lugares cativos
Seguiu-se um período de debate no decorrer do qual falou-se de globalização, da Europa e da Guerra do Iraque e, João Soares, sublinhou que “nunca na história da humanidade houve tantas condições para dar provimento às necessidades das pessoas” mas tal só é possível, na sua opinião, quando os grandes Grupos Económicos deixarem de ter mais poder que o poder político e quando o poder político apostar na qualificação territorial e na qualificação das pessoas e ao mesmo tempo “garantir a coesão do país”.
Comentando a candidatura de José Sócrates referiu que é “como os clubes de futebol está cheia de lugares cativos”.
António José Ferreira, fundador do PS Barreiro, deputado Municipal do PS, criticou a “esquerda blazé” que apoia Manuel Alegre e a candidatura de José Sócrates que conta com o apoio daqueles que “vivem disto, leia-se comem disto”.
Manifestou o seu apoio a João Soares que é uma figura que defende “a ética republicana”.
A encerra Alberto Antunes, ex- Presidente da Federação de Setúbal do PS, manifestou o seu desejo na vitória de João Soares, para que “ajude a romper o ciclo que o partido vive”.













