Dia Europeu Sem CarrosReflectir Caminhos Seguros para as Crianças

Por Jornal Rostos
O evento pretendeu sensibilizar os adultos relativamente a questões que se prendem com os perigos e reflectir medidas de segurança para as crianças e jovens.
A psicóloga Sandra Nascimento, Secretária-Geral da APSI, começou a sua intervenção por agradecer o convite feito pela Câmara Municipal do Barreiro e referiu quais os riscos que as crianças correm e as estratégias a utilizar para os evitar.
“Os acidentes rodoviários são a maior causa de morte de crianças e jovens” salientou a psicóloga. Segundo as estatísticas, em Portugal morre-se mais de acidentes rodoviários, em casa, ou na escola, do que de doença. Comparando com outros países da Comunidade Europeia, Portugal regista o dobro do número de mortalidade.
A criança é vítima enquanto: passageira, peão, condutora e utilizadora de transportes colectivos.
A criança enquanto passageira deve-se ter em atenção os cuidados a ter no seu transporte. Utilizar sempre a cadeirinha e o cinto de segurança devidamente colocados. Segundo Sandra Nascimento é aconselhável o seu uso até aos 12 anos de idade.
Nas cidades de hoje torna-se complicado proteger a criança enquanto peão, pois o ambiente rodoviário é complexo. Devemos ter em atenção como a criança vê o mundo. Por exemplo, os estímulos emocionais são mais fortes que os nossos e ter em atenção que o seu campo de visão é menor. A Psicóloga deixou um desafio para o Barreiro criar um “Peddy Bus”, um plano de mobilidade pedonal adaptado às crianças e à comunidade escolar, que envolvesse adultos. Segundo este plano, um adulto acompanha as crianças até à escola e vai fazendo a recolha dos mesmos, parando em locais de concentração (paragem).
As crianças quando viajam em transporte colectivo devem ser acompanhadas sempre por um adulto, para além do motorista. “Desde 1998, existe uma proposta de lei que refere o uso de cinto de segurança no autocarro, mas infelizmente estamos a lidar com legislação dos anos 60”, lamenta a psicóloga.
Por outro lado, a criança ou jovem condutores de bicicletas devem usar equipamento de protecção, equipamento reflector, para além de terem formação e treino.
Como conclusão, são necessárias alterações no ambiente rodoviário e planeamento urbano, devem-se promover a utilização de equipamentos e dispositivos de segurança, legislar, fiscalizar e formar crianças, jovens e adultos.
O encontro contou com a presença do Vereador Amílcar Romano, responsável pelo Pelouro da Educação, do Delegado da Prevenção Rodoviária para o Distrito de Setúbal, Coronel Reis Moura e de profissionais de educação, bombeiros voluntários e um representante dos escuteiros.
O evento terminou com um interessante debate.













