ABRIL comemora OutubroBarreiro não deve esquecer a República
Ali, esteve exposta a bandeira que o Republicano Manuel Cabanas, durante décadas içava na sua residência, no dia 5 de Outubro.
Por S.P.
Foi João Palma que trouxe para o jantar da tertúlia esse símbolo de liberdade e resistência que lhe foi legado por Manuel Cabanas.
José Caro Proença, um dos membros desta Tertúlia, sugeriu que fosse lançado o repto á Câmara Municipal do Barreiro, no sentido de anulamente, a 4 de Outubro, no Barreiro, ser assinalada a implantação da república, porque foi nesse dia que o Barreiro declarou a sua adesão ao regime republicano.
Mário Durval, sugeriu que nessa data fosse hasteada simbolicamente a bandeira de Manuel Cabanas, perpetuando o símbolismo de luta pela liberdade e resistência do Mestre Cabanas.
Manuel Alpalhão declamou poemas à liberdade.
Falou-se de tudo um pouco, da República e dos Republicanos, de artistas barreirenses e seus espólios.
O Barreiro Cultural
“O Barreiro culturalmente estava a um passo do abismo, com a saída de Madalena Alves Pereira, ficou à beira de cair...” – comentou Mário Durval, a propósito da salvaguarda das memórias e da valorização dos artistas barreirenses.
Falou-se no orgulho de ser barreirense. Nas memórias da cidade. Falou-se do Barreiro – “uma terra que sempre defendeu ideiais”.
Recordaram-se figuras como “Lá Vai” e a “Rosa Americana”.
Manuela Fonseca recordou memórias que herdou do seu avô, que um dia lhe disse para não esquecer que – “O Lá Vai deu vivas ao Franco!”
Outros recordaram que “Lá Vai” foi um homem rico que morreu pobre por tudo dar aos outros.
Inácio Garcia trouxe para tema da conversa a sua luta pela reconstrução do Grupo Desportivo Operário, no Bairro das Palmeiras – “Para mim o Masterplan que eu gostava de ver era a transformação do Bairro das Palmeiras”.
Contar com 80 mil habitantes
José Amaro expressou o seu desejo, no sentido que a ABRIL consiga exercer uma acção de influência sobre o Poder Local de forma a contribuir para melhorar a qualidade de vida no Barreiro – “Não podemos ter Presidentes tipo Caldo Verde, que não faz bem, nem faz mal”.
Na sua opinião a Câmara, não de agora, mas desde sempre – “tem esquecido que pode contar com uma população de 80 mil pessoas”.
Manuela Fonseca fez o elogio da Universidade da Terceira Idade – “Onde gosto de trabalhar e sentir o orgulho de ser barreirense”.
Foi uma noite de conversa animada, de troca de opiniões. Um tempo para criticar, construir e desconstruir. Uma noite onde foram evocados os nomes de Manuel Cabanas, Augusto Cabrita, Américo Marinho, Belmiro e Joaquim Madureira, comentando-se que -“matam as pessoas depois de mortos”.
E, a finalizar, o comentário de Madalena Alves Pereira, que citando Kenedy, lembrou que cada um deve dar o seu contributo reflectindo –“Não sobre o que o Barreiro pode fazer por mim. Mas, sobre o que eu posso fazer pelo Barreiro”.
A próxima reunião da Tertúlia ABRIL ficou agendada para o dia 2 de Novembro.













