Rotary Club do Barreiro promove palestraServiço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil

Por Jornal Rostos
Patrícia Gaspar iniciou a sua palestra, com uma abordagem ao funcionamento do Serviço Nacional de Protecção Civil, e o trabalho que desenvolvem.
O Serviço Nacional de Protecção Civil possui 18 serviços distritais e 308 serviços municipais, estes últimos da responsabilidade das autarquias, e tem como principais objectivos, prevenir riscos colectivos, atenuar os efeitos dos acidentes, socorrer e assistir pessoas em perigo, entre outros. As suas áreas de actividade situam-se essencialmente, na previsão e avaliação dos riscos, análise das vulnerabilidades, e na informação e sensibilização dos cidadãos.
Os agentes da Protecção Civil são os bombeiros, as forças de segurança, forças armadas, o Instituto Nacional de Emergência Médica, Autoridades Marítimas e Aeronáuticas, e também a Cruz Vermelha.
Existem alguns serviços que não funcionam em permanência, são somente solicitados em situações de catástrofes, ou acidentes graves. Estes serviços encontram-se distribuídos por três níveis, a nível nacional, a nível distrital, e por fim, a nível local, em cada um deste níveis, existe um serviço de Protecção Civil, um Centro e Operações de Emergência e Planos de Emergência.
Após a abordagem sobre o Serviço Nacional de Protecção Civil, Patrícia Gaspar passou a explicar como foi criado o Serviço Nacional de Bombeiro e Protecção Civil, qual a sua missão e formas de prevenção e combate.
“Prevenção, Preparação e Recuperação é a Resposta”
O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil foi criado há aproximadamente um ano, e fez a junção de três serviços.
A grande missão do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção civil, tutelado pelo Ministério da Administração Interna, é fundamentalmente, por um lado a prevenção dos riscos e acidentes graves, e por outro, a orientação e fiscalização do trabalho dos bombeiros.
Os incêndios florestais e a definição da estratégia de combate é da responsabilidade dos corpos de bombeiros, o combate aos incêndios, busca e salvamento, socorro hospitalar, prevenção contra incêndios, etc. Os corpos de bombeiros podem ser propriedade das Câmaras Municipais, de companhias privadas, ou ainda, de Associações privadas de cariz humanitário.
Neste momento existe um total de 472 corporações de bombeiros espalhadas pelo país, onde a prevenção, preparação e recuperação é a resposta.
O Centro Nacional de Operações de Socorro funciona em permanência, 24h sobre 24h.
No que diz respeito à estratégia criada para os incêndios florestais, Patrícia Gaspar salienta que esta é definida anualmente, e como Portugal tem uma grande carência de meios aéreos, recorrem a contratos com empresas privadas, que também são feitos para uma época de incêndios florestais, e onde é acordado um número de horas de voo.
Para ser criado o plano, é necessário analisar quais os meios disponíveis, e como vão ser utilizados, para se obter os objectivos. Em situações de crise, a prioridade é proteger pessoas e bens, e também as áreas protegidas de reservas naturais.
Em serviço permanente existe um Grupo de Primeira Intervenção (GPI), constituído por uma viatura de combate a incêndios e uma equipa de cinco homens, grupo este pago pela Protecção Civil.
Existe também, um Grupo Rápido de Reforço, constituído por agrupamentos de cinco GPI e um módulo de comando e comunicações.
Nas alturas do ano consideradas de maior risco para os incêndios, o nível de prontidão e resposta aumenta, nomeadamente de 1 a 30 de Junho, considerado um período de cautela, não sendo ainda de grande risco, e de 1 Julho, a 30 de Setembro, a fase mais quente, onde o nível de resposta sobe consideravelmente.
Existe também a cooperação internacional, à qual Portugal recorreu nos últimos dois anos, o chamado 4º Nível do Princípio de Subsidariedade, o pedido de ajuda internacional.
No final da palestra, todos os membros do Rotary Club do Barreiro agradeceram a presença de Patrícia Gaspar.













